Grande procura meninas

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2020.09.10 23:51 Helamaa ūüė≥ūüĎČūüŹĽūüĎąūüŹĽ

a car√™ncia t√° imoral e eu t√ī procurando uma namoradinha, se vcs conhecerem alguma mina que tenha esses requisitos, me avisem redpillada channer, dogoleira, wgtow, ancap, , jogadora de poker, bv, virgem, sem amigos, crente, f√£ da UDR,magrela, footlet,escuta Chico Buarque, weeabo, hikkimori, otaku, gameri, hetero,federal,trader de bitcoin,hacker, defacer, cubista, penspinner, recordista de memoriza√ß√£o de baralhos, timida, m√£e de pet, hidratada, n√£o consumidora de a√ßucar, saud√°vel, youtuber, netolover, pooper, cambista, shitposter, anarquista, materialista, roquista, travesquista, mono talon vlogger, blogueira, e-girl, intolerante a lactose, intolerante a gluten, grinder e hipn√≥loga, fiel, niilista existencialista, metaleira, headbanguer, pelo no suvaco, patriota, masoquista, ballbuster, jogadora de minecraft, buceta fedida, que n√£o tenha medo de chuta minhas bolas pelo amor de deus eu nao consigo encontrar uma menina pra chutar minhas bolas por favor deus eu imploro nao agusnto mais isso nao eh um meme porque voces tem medo de me chutar no saco. Ra√ßa: n√≥rdica Altura: 170cm+ Pele: 1 ou 2 (Fitzpatrick) Olhos: 7+ (Martin) Cabelos: qualquer cor, mas apenas lisos ou ondulados (FIA) Nariz: reto ou virado para cima Cr√Ęnio: dolico ou mesocef√°lico √ďculos: n√£o Aparelhos: n√£o Queixo furado: n√£o Covinhas: n√£o Orelha presa: n√£o Orelha de abano: n√£o Franja em V: n√£o Pelos no corpo: muito pouco Tatuagem: n√£o Gradua√ß√£o: apenas cursos voltados √† pesquisa Faculdade: apenas bem conceituadas Habilidades matem√°ticas: sim Idiomas: flu√™ncia em ingl√™s e mais outro idioma √Ālcool, cigarro, drogas: n√£o, nenhum Personalidade: introvers√£o Cultura: europeia ocidental RELIGI√ÉO: Crist√£ Ortodoxa Gostar de escutar rog√©rio skylab:
Para ser sincero, voc√™ precisa ter um QI muito alto para entender Rog√©rio Skylab Para ser sincero, voc√™ precisa ter um QI muito alto para entender Rog√©rio Skylab. O humor √© extremamente sutil e, sem uma compreens√£o s√≥lida de filosofia moderna, a maioria das piadas vai passar despercebida pelo telespectador m√©dio. H√° tamb√©m a vis√£o niilista de Rog√©rio, que est√° habilmente tecida em sua caracteriza√ß√£o - sua filosofia pessoal se baseia fortemente na literatura de Nododaya Volya, por exemplo. Os f√£s entendem essas coisas; eles t√™m a capacidade intelectual para realmente apreciar a profundidade dessas piadas, para perceber que elas n√£o s√£o apenas engra√ßadas - elas dizem algo profundo sobre a VIDA. Como conseq√ľ√™ncia, as pessoas que n√£o gostam de Rog√©rio Skylab s√£o verdadeiros idiotas - √© claro que eles n√£o apreciariam, por exemplo, o humor no bord√£o existencial de Rog√©rio "Chico Xavier √© viado e Roberto Carlos tem perna de pau", que √© uma refer√™ncia cript√≠ca para o √©pico Pais e Filhos do russo Turgenev. Estou sorrindo agora mesmo imaginando um desses coitados simplistas co√ßando a cabe√ßa em confus√£o enquanto as m√ļsicas se desenrolam na tela de seu computador. Que tolos‚Ķ como eu tenho pena deles. E sim, a prop√≥sito, eu tenho uma tatuagem do Rog√©rio Skylab. E n√£o, voc√™ n√£o pode v√™-la. √Č s√≥ para os olhos das damas. E mesmo elas, precisam demonstrar de antem√£o que possuem um QI com diferen√ßa absoluta de no m√°ximo 5 pontos do meu (de prefer√™ncia para baixo).
Rotina, Habitos e interesses: Nofap + Banho Gelado + comer carne crua + comer virado pra parede + biohack + dormir no ch√£o + Jordan Peterson + mewing + HBD + PUA + jelq + dormir 5 horas por dia + caf√© gelado sem a√ß√ļcar + hipismo + compila√ß√£o mitadas En√©as + alho cru + podcast do Joe Rogan + redpill + Brain Force + Jejum + medita√ß√£o iasd + m√ļsicas para concentra√ß√£o, foco e intelig√™ncia + teste de QI da internet + grupos de linhagem viking do facebook + ficar longe do poste de internet 4G + youtube do varg vikernes + ess√™ncia de morango da turma da m√īnica no narguil√© + jogar vape na cara de todo mundo que tentar entrar no bloco da faculdade + 5 segundos de calistenia no deserto do atacama + darkcel + √≥culos do a√©cio na foto de perfil + ler quotes do nietzsche no brainy quote + criar galinha no quarto sem os pais saberem + Alho cru + uma colher de azeite quando acorda e outra antes de dormir + jejum de 24hrs a cada 72hrs + assistir VT no premiere logo que chega do 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arrancar a fimose comendo cu apertado de galinha caipira + Regata branca WifeBeater com cal√ßa jeans clara e bota marrom + Ingressar na legiao estrangeira + Comprar toras de eucalipto pra reproduzir o centurion method mas nunca come√ßar o treinamento + vender m√°quina de cart√£o de cr√©dito + ler os escritos do Unabomber + Escutar a discografia do Paul Waggener + ler todos os livros do Pavel Tsatsouline + ouvir rap eslavo de cunho pol√≠tico suspeito + caf√© com um cubo de manteiga dentro precedendo a primeira refei√ß√£o do dia + beber 2L de leite por dia + Stronglifts 5x5 + Dieta Cetog√™nica + Canal Jason PROJETO GIGA + Cd do TRETA + comprar torre de chopp no prensad√£o + 2 c√°psulas de Tadalafellas antes do sexo + s√≥ comprar comida japonesa importada pra dieta + comer arroz sem sal com peixe cru sem tempero enrolado em folha do fundo do mar + memes da p√°gina Dollynho Puritano + Deus Vult na capa do Facebook + acessar o dogolachan pelo computador da escola pra postar fanfic gay do Gilberto Barros + Trollar atendentes do mcdonalds no habbo hotel + ligar para o Motel Ast√ļrias perguntar quando custa a bolacha Bauducco que aparece no site + Mandar entregar pizza na Rua dos Tamoios casa n¬į18 com port√£o vermelho + cosplay de russo no Omegle pedindo pra mostrarem a bunda + Dormir imaginando uma linha pra fazer viagem astral + recitar Homero pra mendigo + tomar antibi√≥tico no caf√© da manh√£ + Meditar imaginando o raio de luz violeta que representa a energia transmutadora + Workshop Reiki do Canal Luz da Serra MULHERES TERRAPLANISTAS RALEM.
Primeiro de tudo! Vai tomar no cu, MULHERES terraplanistas! Junto com todas que me contrariaram nos √ļltimos meses falando "dur hur voc√™ n√£o sabe nada de paleontologia, vai assistir seus desenhos filipinos e n√£o encha o saco". TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! LERAM DIREITO? TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! A farsa ficou t√£o √≥bvia, que eles n√£o tem mais como esconder que TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! Alguns mais penas, outros menos penas, MAS TODOS TEM. E aproveitando no mesmo v√≠deo, N√ÉO TEVE METEORO PORRA NENHUMA! Provavelmente as mudan√ßas clim√°ticas naturais, junto com a separa√ß√£o gradual dos continentes, √© que extinguiu a mega-flora e a mega-fauna. E se teve algum meteoro, apenas acelerou o processo em uma regi√£o muito especifica. Agora s√≥ falta as ((especialistas)) e a (((Academia))) admitir que dinossauros nunca existiram e que foi tudo um erro grotesco de interpreta√ß√£o de pessoas que n√£o sabiam que caralhos eram aqueles esqueletos. S√£o apenas aves e mam√≠feros ancestrais de milh√Ķes de anos atr√°s. E antes que eu me esque√ßa, vai todo mundo que me contrariou tomar no cu!
GOSTAR DE MIM POR QUEM EU SOU E NAO PELA MINHA APARENCIA
Sério, de verdade, ser uma pessoa bonita não é fácil em nossa sociedade atual; não é só os olhares de desejo das mulheres e dos homens que me incomoda, e sim, o fato de ser só isso para as pessoas. Sou muito mais que apenas um cara bonito. Tenho qualidades além dessas, e saber que as pessoas não ligam para elas, pois estão entorpecidas de anseio pela minha formosura, me entristece muito.
Não suporto mais ser bonito. Tudo que eu queria era poder nascer de novo num corpo de uma pessoa feia, pois sério, vocês não sabem como me dói saber que por culpa de algo que nasceu em mim (a incrível beleza), serei rotulado eternamente por isso.
Eu trabalho, estudo, procuro, conheço, aprendo! Sou um ser-humano como qualquer outro e não só mais um rostinho bonito.
Pergunta antes de eu poder te namorar: Você é ocultista?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares que raramente vejo sendo feita.
Se você ainda não for, pra se tornar minha namorada precisará ser e aqui está como fazer isso
√Č fato que a maior parte da literatura especializada ocidental acredita em Deus e Cristo, somente olhando-o por uma lente diferente. N√£o h√° um ritual que lhe aproxime de Deus, as coisas raramente s√£o t√£o simples. Entretanto, com estudo e medita√ß√£o o caminho come√ßa a ficar mais claro.
Entenda que não sou nenhum senhor da verdade, e o que te falo hoje posso descobrir ser mentira amanhã. Saiba também que um dos maiores problemas desse meio é a falta de um início claro, sendo as obras tidas como introdutórias porcarias completas. Dito isso, lhe respondo o seguinte:
  1. O caminho mais completo para se aproximar do que voc√™ quer come√ßa com no√ß√Ķes do pensamento Hel√™nico. Entenda que boa parte da vis√£o de mundo crist√£ vem da antiguidade cl√°ssica, principalmente as no√ß√Ķes de harmonia e belo. N√£o te pe√ßo para ler tudo o que j√° foi jogado ao ch√£o pelos gregos, mas saiba um pouco das origens das coisas. Tenha uma ideia b√°sica dos quatro humores gregos, e que essa √© uma das origens para atribuirmos personalidades aos elementos da natureza. Entenda um pouco dos seus deuses e Cosmos, porque eles ser√£o utilizados no futuro de forma metaf√≥rica em textos. Saiba que quando aparecer um hermafrodita em um texto especializado n√£o h√° conex√£o com desvios modernos, mas com um simbolismo mais antigo (Salvo engano, sua origem √© Plat√īnica. Mais especificamente, O Banquete, durante os discursos sobre amor).
  2. Entenda que boa parte da origem da magia ocidental vem da conflu√™ncia da cultura grega com a eg√≠pcia, incluindo a alquimia. A t√°bua esmeralda √© um texto obrigat√≥rio. Leia um pouco sobre o Axioma de Maria, A judia. Aprenda um pouco da simbologia alqu√≠mica, porque ser√° importante para voc√™ no futuro. √Č dentro da alquimia que ir√£o discursar sem final sobre a trindade (pelo menos os da corrente de Paracelso). N√£o se pretenda nenhum mestre dos espag√≠ricos, porque os qu√≠micos far√£o isso melhor do que voc√™. Entenda que n√£o havia essa separa√ß√£o absoluta entre o material e o espiritual, ent√£o os dois conhecimentos andaram juntos ao decorrer da hist√≥ria. Entenda tamb√©m que haviam escritores voltados especificamente para a alquimia espiritual, enquanto outros √† qu√≠mica.
  3. Estude a Cabala. Eu entendo que para alguns seja dif√≠cil dar aten√ß√£o √† Cabala Judaica com o surto conspiracionista chan√≠stico sobre a √≠ndole de todo um povo, mas querendo ou n√£o o juda√≠smo √© o Pai da f√© crist√£, sendo Jesus judeu. Entenda que a √°rvore da vida √© um estudo sobre Deus e suas emana√ß√Ķes, e dela vir√° uma boa parte de seu conhecimento.
  4. Leia as coisas atuais sobre o assunto. Dê atenção aos escritores herméticos, principalmente.
Ocultismo é um saco, pelo menos se você for estudar seriamente. Você pode perder a vida se tiver um projeto ambicioso como se aproximar de Deus.
Você também pode pular algumas etapas no que te falei. Sobre a parte do pensamento grego, saiba que boa parte é "dispensável". Dito isso, recomento que entenda um pouco sobre o funcionamento do Cosmos de Ptolomeu. Entenda também alguns dos símbolos planetários, porque seu entendimento irá lhe ajudar no futuro.
Pra me namorar também tem que gostar dos animes:
Akame ga Kill! Akarui Sekai Keikaku Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Criminale! Dog Style Domina no Do! Eden no Ori Evangelion Fullmetal Alchemist K-on! Naruto Shingeki no Kyojin Yu-gi-oh
Sobre assistir Yu-gi-oh; quando eu era adolescente, gostava (na época que passou na TV Globinho e era moda), mas hoje em dia não gosto mais; então não assistiria de novo.
Quanto às minhas lembranças marcantes de Yu-gi-oh:
Em 2003, Yu-gi-oh era moda e todo mundo na escola da quinta e da sexta série jogava com cartinhas piratas, já o pessoal da sétima e da oitava não se interessava. A propósito, em 2003 tiveram duas grandes modas de brinquedos baseados em animes, cartinhas de Yu-gi-oh e Beyblade. Outro brinquedo que todo mundo da quinta e da sexta série levava pra escola em 2003 depois que passou a moda de Yu-gi-oh e começou a moda da Beyblade era a Beyblade.
Outra lembrança marcante que tenho de Yu-gi-oh é que em 2003 na escola o pessoal criava suas próprias cartinhas, fazendo desenhos e estatísticas.
Fujimura-kun Mates Gantz Gou-Dere Bishoujo Nagihara Sora‚ô•ÔłŹ Higurashi no Naku Koro ni Kai: Matsuribayashi-hen Hitsugi no Chaika Ichigo 100% Ichinensei ni Nacchattara In Bura!: Bishoujo Kyuuketsuki no Hazukashii Himitsu Jigokuren: Love in the Hell Jinzou Shoujo JoJo no Kimyou na Bouken Part 4: Diamond wa Kudakenai JoJo no Kimyou na Bouken Part 5: Ougon no Kaze JoJo no Kimyou na Bouken Part 6: Stone Ocean JoJo no Kimyou na Bouken Part 7: Steel Ball Run Kaibutsu Oujo Lucky‚ėÜStar Mahou no Iroha! Mahou Tsukai Kurohime Monster Hunter Orage Mujaki no Rakuen Needless Zero Nyotai-ka Onihime VS Oretama Perowan!: Hayakushinasai! Goshujinsama‚ô™ Re:Marina Rosario to Vampire Saitama Chainsaw Shoujo Sankarea School Rumble Shingetsutan Tsukihime Shocking Pink! Shurabara! Sora no Otoshimono Sora no Otoshimono Pico Akame ga Kill! Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Dorohedoro Nekopara Pet Toaru Kagaku no Railgun Magia Record: Mahou Shoujo Madoka‚ėÜMagica Gaiden Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita.Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita. Isekai Quartet 2Isekai Quartet 2 Ishuzoku Reviewers Somali to Mori no Kamisama Eizouken ni wa Te wo Dasu na!Eizouken ni wa Te wo Dasu na! Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu.Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu. Jibaku Shounen Hanako-kun Haikyuu!!: To the TopHaikyuu!!: To the Top Darwin's GameDarwin's Game Kyokou SuiriKyokou Suiri Plunderer
PRE REQUISITO: GOSTAR DE FILMES DE FAROESTE.
IMPORTANTE: Se você gosta de filmes de super heroi, pare de ler e va se foder.
Se você é assim, fique longe de mim.
N√ÉO QUERO AS MULHERES QUE: As que falam palavr√Ķes As que fumam As que usam drogas As que postam foto com bebida Que bebem (menos ūüć∑, isso √© coisa de dama) As que v√£o para balada, festa, rave etc As que postam foto com decote ou sensuais
Há uma coisa que eu quero que você entenda sobre nós os homens.
Quando voc√™ colocar uma foto sua nua no facebook, fazendo uma pose gostosa, mostrando os seios ou como vemos em v√°rias fotos mostrando o bumbum ou deitada sedutoramente em sua cama, a √ļnica coisa que voc√™ faz √© que as pessoas tenham desejo sexual por voc√™, claro em A maioria dos casos por parte de homens.
Eu sei que voc√™ vai ficar t√£o emocionada com os 500 likes, 120 coment√°rios e as in√ļmeras mensagens privadas! Voc√™ vai querer postar cada vez mais fotos para se sentir cada vez mais no topo.
Mas há algo importante que você precisa saber:
Na verdade nenhum desses caras que gostam, comentam ou enviam mensagens privadas te ama. Tudo o que eles querem é usá-la e depois atirá-la para o lixo, para ser honesto nenhum deles a levaria para sua casa para ser sua esposa, acredite em mim, você para eles não é mais que uma menina de programa em busca de popularidade barata No Facebook.
Os homens ricos os que tem o que você procura "dinheiro" ou os pobres admiram as mulheres que se vestem com decência e se respeitam. Uma vestimenta decente que não revela muito o seu corpo, leva-os a amar e a respeitar-te, isto a simples vista nos diz que és uma mulher virtuosa, alguém a quem se pode levar para casa para ser esposa e mãe.
Isto em muitos casos diz-lhes que você foi criada com princípios morais e lhes dá detalhes do seu bom histórico familiar.
Eles n√£o se preocupam muito com a maquiagem excessiva, uma mulher digna de propor casamento sempre se distingue do monte, n√£o importa como.
Valoriza seu corpo, lembre-se que para encontrar diamantes é preciso cavar, respeita, e um verdadeiro homem vai te respeitar de um modo ou de outro.
Mas você terá muito respeito: Mulher, não mostre seu corpo no facebook, você não sabe que tipo de pessoas, venha suas coisas, você é uma mulher bela, não precisa de fotos, nem mostrar tanto, você pode conquistar com sua simpatia, com seu educación con seu sonrrisa,
As que j√° ficaram com amigos seus, ou que ficam com mais de 3 em um √ļnico ano As que n√£o trabalham ou estudam (ou que est√£o em um curso irrelevante de humanas) As que n√£o sabem o b√°sico de uma casa, como lavar, passar roupa, cozinhar, trocar fralda, etc As interesseiras As que est√£o pedindo presentes sempre As que j√° est√£o comprometidas As n√£o gostam de crian√ßas ou dizem que n√£o querem ter filhos (pessoas que n√£o querem ter filhos n√£o s√£o confi√°veis) As que tem piercing de bufalo
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2020.09.10 15:58 henrylore Najiyu Ep 5 - Escrituras de uma antiga pir√Ęmide de espelhos...

NAJIYU EP 5 Escrituras de uma antiga pir√Ęmide de espelhos...
Ne: *para o cavalo perto de uma das √°rvores
{cenário: é um bosque bem bonito com árvores de acácia, apesar de ser um deserto é tão hidratado que nem parece ser um}
H: isso aqui é mesmo um deserto?
Ne: sim, expedi√ß√Ķes trouxeram um pessoal que controlava √°gua pra c√° pra eles hidratarem o lugar
isso aqui é quase que um oasis gigante
L: Hmmmm... me parece legal
H: é maneiro
L e H: *avistam de longe uma enorme estrutura de arenito, em formato triangular, uma pir√Ęmide no horizonte
L: aquilo lá é...
H: uma puta duma pir√Ęmide.
L: meu deus...
L e H: *abaixam um pouco o olhar e observam a vila
{vila: é bem simples n tem mt oq falar, tem várias pessoas vestindo verde, tem vários barris empilhados do lado das casas que são bem simples e bem arejadas, cheias de janelas}
Ne: aqui é a vila de samag
talvez vocês não conheçam, é por que ela é bem pouco conhecida mesmo
L: nao conheço mesmo não
Ne: eles gostam assim, eles dizem que s√£o menos nocivos a tudo e por isso talvez seriam o foco do reino ou sei l√°
coisa de gente humilde, eu nunca entendi
H: meh faz sentido
Vi¬Ļ: EI! (uma voz um pouco anasalada)
BOM DIA! Vocês são os caras que investigam né?
Ne: *com a m√£o em cima da cara tapando o sol q t√° bem forte
a gente é mesmo
Vi¬Ļ: ah que bom que voc√™s vieram investigar.... eu n√£o entendi nada, o farao nunca mais saiu e ficou aquele grandalh√£o l√° bloqueando a passagem
H: grandalhao?
Ne: o golem de areia?
Vi¬Ļ: exatamente, ele n√£o deixa mais ningu√©m entrar sei l√° oq houve, t√° tudo zoado naquela pir√Ęmide
eu que n√£o vou ver.
Ne: hmph, folgado
venham meninos
**eles passam por toda essa vila, que é bem amigável e feliz, por mais que estejam no meio do nada
**eles passam após serem abordados por 3 mil vendedores de biscoito e água com gás
Ne: finalmente chegamos
*para na frente de uma enorme parede em uma abertura que era pra ser a porta da pir√Ęmide
*tira mochila e coloca no ch√£o
eu acho que ainda tenho o código
hmm.... vamos ver....
*puxa um caderno preto e quando ela abre da pra ver uns desenhos de flocos, de lanças e outras armas, e também da menina da foto e o que parecem ser os companheiros dela
*no meio disso tudo ela acha escrito #34718 escrito
aqui
*levanta
*estica o braço e faz a lança dnv
*começa a cortar quadradinhos no chão
H: isso me lembra muito chocolate e me deixou com fome
Ne: *corta 10 quadradinhos e depois vai pisando neles em ordem
3, 4, 7, 1 e 8
**abre um buraquinho no canto
L: ah legal vamos ter que nos esgueirar pra entrar aí
Ne: faz um tempo q eu não faço isso
*fecha os olhos
L e H: *percebem a Nevaska diminuindo de tamanho e ficando pequetitica
H: meu deus ela vai virar um an√£o
Ne: *vira uma literal raposa
*entra no buraco
L: o que c√°ceres foi isso
H: nao me pergunta
**parede cai
H: woooow
Ne: *volta a ser oq era antes
caminho aberto, n√£o?
L: caraaaaca aí você manda das paradas hein?
Ne: isso não é nada
L: aí mané, você tem essa habilidade?
H: N√£o.
**entram em um lugar bem escuro, mas é um corredor com poucas luzes no fundo
Ne: aqui a gente provavelmente vai encontrar
**ouvem passos muito fortes que tremem o ch√£o
Ne: ele.
H: ele?
L: ah ferrou, ele n√£o
H: quem é ele???
L: EU SEI LA DEVE SER O ELVIS PRESLEY
**surge um golem de 4 metros de altura feito de areia você consegue perceber ele "pingando" areia pra todo lugar que ele anda
Ne: ...
oi?
Golem: OOOOOOOOOO
H: maluco virou um berrante
L: EITA.
Go: *da um soc√£o neles
Ne: *levanta parede de gelo e defende
Go: *quebra a parede de gelo
OOOO
Ne: *aproveita a surpresa pra cortar ele no meio com a lança
TOMA ESSA BANHEIRO DE GATO
Go: UUUUUUUU *desintegra em areia
H: era isso?
Ne: n√£o abaixem a guarda, quando a pir√Ęmide ver que a gnt t√° passando deles muito f√°cil, ela vai summonar uma porrada
L: HÃ?
**spawna um golem atr√°s do Lusk
Go: *junta as duas m√£os e bate no Lusk de cima
Ne: LUUUUUUSK
H: meu deus ele foi enterrado
L: *aparece segurando a m√£o do bicho
m√£o... pesada... do... cacete....
Ne: ah é, ele é maromba
H: *puxa a espada e corta a m√£o do Golem q o lusk tava segurando
WOAH isso foi legal.
Go: *mao desintegra e cai em cima do lusk em formato de areia
L: QUAL FOI MAN√Č AGORA EU VOU CHEIRAR A CACTOS
Go: *tenta dar um soco com a outra m√£o no Henry
Ne: *enfia a lança entre os dedos do Golem
..oi
*começa a girar e corta ela de dentro pra fora
Go: UUUUUUUUUU
H: mas que barulho irritante esse bicho faz
Ne: agora ele n√£o tem mais m√£os.
sem divers√£o pra ele.
L: ...
H: ....
**spawna um golem atras do Henry e levanta e segura ele
H: OH NOUS
Ne: CAFAJESTE
*corre na direção do Golem²
L: EI ME AJUDA AQUI
Go: *se joga no Lusk e prende ele
L: AAAAAAAAAAAAAAAAA
Ne: *corta mão que tava segurando o Henry do golem²
H: *cai no ch√£o
Go²: OOOOOOO *vai socar o Henry
H: *puxa a espada e CORTA PERFEITAMENTE
*corta a cabeça e o braço com um corte só
Go²: UUOOOOOOO *desintegra
Ne: boa ūüĎć
L: AAAAAAAA
Ne: *olha pro golem e ve o lusk sendo sufocado pelo bicho
AI MEU DEUS
*faz um mini tornado na m√£o
*joga no bicho
TORNADO NEVASCA
*tornado entra no bicho e explode ele
L: AAA
Ne: que foi tá tudo bem? você se machucou muito?
L: ENTROU AREIA NO MEU OLHO SEUS CAPACETES AAAAA
Ne: a caraca
H: eu achando que era algo sério
Ne: *faz uma pedrinha de gelo na m√£o, aperta ela e derrete ela com o calor humano
*passa no olho do lusk
t√° melhor agora?
L: valeu
**sentem um vento muito forte
*ouvem de longe: UUUUUUUUUUUUUU
H: agora t√° vindo o trem da alegria
**aparece um GOLEM GIGANTESCO ENORME
HGo: OOOOOOOOOOOOOOOOOO
Ne: agora eu vou precisar de vocês mais do que nunca
L: pode apostar
H: eu to aqui
Ne: *tem uns flashback meio estranho
todo mundo morreu naquela época mas eu espero fazer diferente agora...
HGo: *dá um ultra socão com a mão dele que é do tamanho de uma árvore
Ne: *aperta o olhar e enfia com TUDO a lança no meio dos dedos do golem
DAQUI VOCE NAO PASSA VIDRO FRIO
L: EEEEEEITA CAÇAMBA
H: AHAUSHSHSNSJENE
hGo: *desintegra um pouco da m√£o mas nada muito grande
OOOOOOOOO
H: *puxa a espada e pula em cima da m√£o do golem
CHEGA AI MANEZAO
*enfia a espada e corta um pouco do braço
hGo(é pq hiper golem): *joga o Henry pra fora
H: *cai mas é segurado pela Nevaska pra não se estabacar no chão
hGo: *da outro soc√£o no Lusk
L: *segura sendo arrastado
GRRRR A√ć SEU AEROF√ďLIO
SEGURA ESSA
*soca v√°rias vezes o punho do Golem
hGo: *começa a soltar areia pelo braço inteiro
H: *sai correndo e corta 4 dedos do golem
hGo: UUUUUUUUUU
*vem com a outra m√£o dar um soc√£o neles
Ne: *vai pra frente e faz uma algema de gelo prendendo o golem
hGo: *tenta chegar com os dedos pra perto da nevaska
H: *corta 3 dedos e deixa só o mindinho e o polegar
acho que esses aí pode ficar
Ne: LUSK AGORA
L: *puxa o arco horizontal
*aponta na cara do Golem
*faz uma corrente de ar em volta da flecha e atira
*flecha entra dentro do olho do golem e explode a cabeça dele
**cai areia pra todo lado
H: AEEEEE
Ne: isso foi incrível.
L: QUE MANEIRO EU NUNCA PENSEI EM SOCAR UM CARA GIGSNTE!
Ne: aí... vocês dois....
eu acho que depois dessa cooperação de agora
a gente já é considerado um grupo ne?
H: sim
L: Exatamente.
Ne: então observem, tem uma coisa que nós, da resistência fazemos
ou fazíamos, no meu caso
*coloca a m√£o no meio
agora vocês colocam a mão de vocês em cima
H: *coloca a m√£o em cima
L: *coloca a m√£o em cima da do Henry
Ne: pela ordem.
H: pela ordem.
L: pela ordem.
**levantam as m√£os
Ne: vocês aprendem rápido
??: quem são vocês?
e o que est√£o fazendo aqui?
Ne: *olha pro lado e vê
*uma pessoa de olhos pretos, marcas roxas no rosto, e uma express√£o n√£o muito legal
Ne: ah eai, tamb√©m veio ver o que t√° rolando na pir√Ęmide?
??: *estende a mão e lança uma rajada de energia em cima deles
Ne: *se segura
o que é isso
H e L: *saem voando um pouco
OOOOOOAAAAH
H: caraca quem invocou Katrina?
Ne: QUEM √Č VOC√ä
??: *vai pra cima da nevaska e da um SOCÃO na cara dela que joga ela pra trás
Ne: *cai no ch√£o
ai essa pessoa é diferente das outras
{a quantidade de poder obscuro que essa pessoa emana é tanta que é difícil ver a aparência dela}
L: *consegue levantar
eita...
*olha pro lado
HÃ?
H: *olhando pra pessoa meio assustado
AAAAAA
*coloca a m√£o do lado direito da testa, onde tem aquela espiral (q eu mencionei no 1 ep)
Ghhhhh
L: HENRY O QUE FOI MANE
Ne: Henry?
H: *sangrando um pouquinho pela boca
Ne: o que cacetes t√° acontecendo, QUEM √Č VOC√ä
??: √∑ ¬Ę¬∂√∑
Ne: ?????? QUE
L: isso só pode ser um pesadelo
H: *sente uma dor indescritível na espiral que parece algo saindo
*sente algo puxando ele...
*abre os olhos e ele nao t√° mais na pir√Ęmide...
{henry se vê no quintal da casa do doke}
H: ...
*entra na casa e procura o livro das raposas
*olha no vidro do relógio de pêndulo do Doke
...
*vê ele mesmo com marcas vermelhas escuro descendo da espiral e o olho direito da cor vermelha
...
Do: *entra em casa
¬į[‚ÄĘŌÄ?
H: o que c√°ceres tu t√° falando
Do: *olha pro Henry
H: *ve o doke com um cord√£o estranho
*arranca o cord√£o dele
....
*sente ser teleportado
*volta pro mundo normal
OOOOO
*ve uma ventania gigante vindo na direção dele
o que t√° acontecendo
L: *na frente dele
TU APAGOU TA ACHANDO QUE TA NA HORA DE DORMIR???
H: ... *se olha no reflexo da espada e vê as marcas vermelhas voltando pra dentro da espiral
t√°.
NEVA
Ne: OOOOOI
H: *ve o cord√£o naquela pessoa
O CORDÃO
Ne: *percebe
*faz uma parede de gelo pra parar a ventania de empurrar ela mesma
??: *vai pra cima da nevaska e da um soc√£o na parede de gelo quebrando ela inteira
Ne: *vai pra cima da pessoa com a lança
??: *defende a lança e joga a lança pro lado
Ne e ??: *caem no soco e golpes
??: *consegue ganhar e chuta Nevaska pra longe
L: merda
*levanta e sai correndo pra socar a pessoa
L e ??: *caem na porrada também mas
Ne: *entra junto contra a pessoa mas os dois perdem
H: *joga a espada atr√°s da pessoa e troca de lugar com a espada
*segura a pessoa por tr√°s
VAI LOGO CACETE ARRANCA O CORDÃO
??: *tentando se soltar a todo custo
££££££££
Ne: *arranca cord√£o
H e ??: *caem no ch√£o
**todo o poder obscuro dela sai do lugar e eles sentem um alívio gigantesco
...
Ne: Uuuufa
que alívio
L: *senta no ch√£o
AAAA agora eu sinto que poderia cagar caso isso fosse uma privada.
H: *levanta e coloca a pessoa do lado
t√° tudo bem?
*vê as marcas roxas e pretas indo pro cordão
Ne: olha essa merda
*coloca no chão e enfia a lança no meio do pingente do cordão
tem algo aí
??: *acorda
a oi bom dia meu deus o que rolou?
H: você foi consumido por alguma coisa
??: old
*levanta
{agora sim da pra ver quem é. uma pessoa de orelhas altas e amarelas, um cabelo metade preto metade laranja, um nariz bem fofinho e roupas comuns)
Ne: um feneco?
??: sim, essa sou eu
*pega um óculos redondo do bolso e bota
agora sim eu enxergo, oi! bom dia
L: qual o seu nome, lady
P: meu nome é ponce, mas você pode me chamar também de toggi
H: aí ó
Ne: p√ī, legal oq um feneco faz nas pir√Ęmides?
P: eu vim investigar o que t√° rolando aqui e apaguei
H: oh nous
Ne: então você também é da ordem?
P: entrei ante ontem mas n√£o tenho um grupo ainda...
Ne: ...
H: ...
L: ...
H: ........hmmmm
Nevaska?
Ne: .......
P: o q foi?
L: ...
*cutuca a Nevaska
fala alguma coisa c√°rceres
Ne: ... beh vc quer entrar pro nosso grupo da ordem?
P: vocês também são da ordem né? que estranho
H: pq estranho?
P: meh, nada
eu aceito, se eu n√£o for encher o saco
Ne: t√°
P: ai
L: mas que legal
H: alias oq rolou com a pir√Ęmide
P: *aponta pro fundo da pir√Ęmide
a porta que d√° pro fara√≥ e as m√ļmias t√° bloqueada por uns tent√°culos roxos
H: ...
L: teremos que ir l√°
P: primeiro, qual o nome de vocês
Ne: Nevaska
P: você, moço da voz bonita
L: EU? eu sei que minha voz é elegante e gostosa, mas não precisa fala-
H: meu nome é Henry
L: *olha e vê que a ponce tá apontando pro Henry
ah
P: e tu?
L: eu sou o Lusk. um cara que-
**sentem outra onda de energia obscura vindo do fundo da pir√Ęmide
Ne: *olha lá no fundo e vê algo vindo na direção deles
**passa um cara voando e bate na parede
??: aii...
**e todo mundo reconhece na hora. é o faraó
Ne: FARA√ď?????
Fa: ai... {uma voz grossa} tem algo de errado aqui.
*cai no ch√£o apagado
Ne: puts
L: o cara morreu.
P: ...gente
Ne: oq?
H: o que fo-
**olham l√° pro fundo e veem uma silhueta, que os √ļnicos resqu√≠cios de luz do fundo mostravam, um ser branco, enrolado, com alguma coisa, e os seus olhos aparentes, andando, cambaleando, e mostrando dominancia.
**exatamente, todos reconhecem, de uma vez s√≥. uma das m√ļmias da pir√Ęmide, a mais antiga, a protagonista de todas as lendas preescritas naa paredes. ela voltou a vida, e com muito √≥dio, uma energia obscura emana dela, seus olhos vermelhos agora emanam for√ßa e poder.
*todos se v√™em de frente a algo muito maior que pode estar acontecendo em Naji *a m√ļmia olha pra eles, diretamente, levanta a m√£o direita, aponta pra eles, e diversas fa√≠scas levantam do ch√£o, iluminando toda a escurid√£o do lugar, mostrando que agora a batalha √© em outro patamar
Ne: gente... se preparem
**o primeiro passo...?
só no próximo episódio :D
NO PR√ďXIMO EPISODIO DE NAJIYU
Ep 6 - A grande lenda ressurge, um perigo muito maior pra todos nós!
¬į
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2020.09.10 15:57 henrylore Najiyu Ep 4 - Bem vindos! A resistência...

Ne: hm?
a-ah! oi, eu-eu não sabia que você tava acordado....
*coloca o viol√£o pro lado
eu te acordei..?
H: não, eu na verdade acordei por acaso, a luz da lua tá muito forte e tals... o que você tá fazendo
Ne: lendas dizem que se chama relaxar
é uma das coisas mais preciosas que os deuses já inventaram para nós, seres vivos hauheheuee
H: hehe... ta tocando viol√£o?
Ne: eu? n-não você deve ter ouvido coisas e tal...
(ŗĻĎ‚ÄĘÔĻŹ‚ÄĘ)
H: *sobe a escada por completo e vai em direção a ela
o que é isso aí então?
Ne: t√°.. eu tava tocando viol√£o...
H: *senta do lado dela
você que fez?
Ne: na verdade n√£o, eu ganhei em uma vila muito fofa, onde tava tendo festival da m√ļsica... tiveram diversas confraterniza√ß√Ķes... e me deram esse aqui
H: conte mais
Ne: tinha um garotinho se apresentando, ele era muito legal
e ent√£o ele resolveu tentar arrecadar dinheiro com isso, as m√ļsicas dele eram muito fofas
e eu n√£o consegui, e dei um dinheirinho pra ele...
daí ele me deu esse violão
H: e ele perdeu o viol√£o ent√£o?
Ne: que nada, ele tem uma coleção deles, assim como outras pessoas tem diversos instrumentos lá
...ou tinham
H: tinham?
Ne: a vila foi fechada devido a invas√Ķes, se refugiaram a√≠ pra um lugar que eu n√£o sei
H: se refugiaram?
Ne: alguém chamado may e tals
apareceu l√° e ajudou eles
H: isso foi fofo da parte dela.... ou dele
né?
Ne: foi sim mas eu queria agradecer aquele garotinho pelo violão... foi muito fofo da parte dele sendo que eu nem sabia tocar isso naquela época
H: mas foi do nada assim?
Ne: eu ia lá todo dia e ele tava lá, e eu sempre dava uma quantia específica pra ele, até que ele me disse que queria retribuir
eu fiquei mal pq ele disse que tava meio sem rumo graças a umas pessoas aí
talvez a gente se encontre de novo, eu n√£o sei
dês de que tudo aconteceu não tem mais sentido ficar vagando por aí
H: o que?
Ne: meh, nao to afim de ficar falando bobagem pra você sentir pena de mim
eu quero que você me veja como a fodona
H: ta mais pra a fofona n√£o?
Ne: *dá um peteleco na cabeça do Henry
H: você lembra do nome do menino?
Ne: hmmmm, n√£o
H: ‚ÄĘ-‚ÄĘ
a bom
Ne: esperava que eu fosse lembrar? hahahahah
você é engraçado
H: eu sou eu ué
Ne: hehehe
*olha pro bolso do Henry e vê um pedaço da foto
ei *puxa foto do bolso
onde conseguiu isso?
H: ah- eu- tava olhando ali e achei e quando- eu achei- eu peguei-
pq eu ouvi o viol√£o e n√£o consegui pensar...
Ne: tudo bem, mas não roube coisas dos outros, não é legal.
H: ...
quem é ela?
Ne: quem é quem
H: ela *puxa foto e aponta pra menina raposa do lado da nevaska
Ne: ...
*fica encarando a foto
a resistência... funciona em grupos e nós duas tínhamos um grupo a gente era líder dele
s√≥ que o nosso grupo era declarado um dos mais poderosos de toda a resist√™ncia, ent√£o as miss√Ķes mais dif√≠ceis eram entregues a n√≥s, ent√£o grande parte do grupo morreu depois de um tempo
H: ai...
Ne: mas nós duas éramos tudo, a gente lutava junta a gente era premiada junta
eu amava ela demais
até que....
H: que...?
Ne: a gente descobriu atividades com o selo que t√° prendendo as entidades malignas que afrontaram Naji a 14 anos atr√°s
e ent√£o a gente foi abrir
*começa a chorar um pouquinho
e ela foi levada por algo que até hoje eu não sei o que é
H: ...
poxa...
Ne: a sua cor me lembra muito ela
e o seu jeito é o mesmo dela...
eu achei isso curioso
*olha pro Henry com um sorriso e l√°grimas nos olhos
H: ...
Ne: é por isso que eu ainda vago talvez pra encontrar ela
mas sozinha...
H: *bota a m√£o no ombro dela
você não tá sozinha
a gente tá aqui por você né?
;)
Ne: ... :(
:
:)
brigada heri
H: nao é nada heehe
Nevaska, toca uma m√ļsica a√≠
Ne: ei *coloca a foto do lado
pode me chamar de neva
*pega o viol√£o
{detalhe: ela t√° sem as luvas}
começa a tocar: *beabadobee - coffee
L: *ouve isso
*olha pro lado
hmph o cara foi cortar...
*volta a dormir
**no dia seguinte
Ne: MINUTOS! SAO MINUTOS QUE PERDEMOS MAS QUE NAO PODEMOS PERDER ENTAO VAMOS!
bom dia gente como vcs t√£o
H: a
bodia
L: Ol√°.
eu estou bem.
Ne: levantem, eu vou t√° esperando l√° fora, a gente vai pra um lugar especial
L: iiih, aí. ferrou...
H: Vish
**um tempo depois
**eles caminhando
Ne: ent√£o, a gente tem que ir pra um lugar chamado Nira, e l√° a gente vai encontrar o qye a gente quer
L: Nira nao é uma vila em Naji?
Ne: sim
H: e l√° vai ter?
Ne: uma mini base secreta de voc√™ sabe quem, l√° a gente pode ter mais informa√ß√Ķes sobre oq fazer
**chegando lá eles conseguem até ouvir aquela melodia medieval de violinos legais
H: woooow
é uma baita duma vila
Ne: éé meu amigo, as vilas que vieram do reino não são moleza não eles são beeem burgueses, sabe?
H: hmmmm
Ne: *entra num bar
H: boa tarde famiiilia
Ne: *chega no barman e fala
eai, eu vou querer aquela bebida l√°, schnitzel, sabe?
L: schnitzel nao é uma comida?
H: shhhh
Barman: ah sim claro, mas eu acho que você vai ter que me ajudar a procurar..
Ne: meninos, venham comigo
Ne, H e L: *entram no lugar l√° do Batman
H: caraaaaca quanta bebida
Barman: Nevaska, quanto tempo!
quem s√£o esses?
Ne: s√£o integrantes novos da ordem
pode deixar a gente entrar
BM: sempre né
*puxa uma bebida que na verdade era uma alavanca e abre uma porta
tenham um bom dia
H: valeu
L: boa noite
BM: olha estranho pro Lusk
...
mas tá de dia né?
**eles descem e passam por uma porta aberta que sai de dentro de uma parede e que d√° em uma vila meio vale escondida no meio de v√°rias rochas
L: woooooow isso sim é delicioso
H: caraaaaca
Ne: *barulho de canudo
H: ?? Neva onde q vc conseguiu isso aí
Ne: *bebendo suquinho naqueles copos com canudo
ah, eu roubei do barman
t√ī m√≥ com sede
??¬Ļ: EAI NEVASKA!!! QUANTO TEMPO
*da um tap√£o no ombro dela
QUE BOM QUR VOCE VOLTOU
Ne: aaaaa oiiiiii
H: quem é esse cara lusk
L: eu nao sei
??¬Ļ: *quase esmagando a Nevaska de abra√ßo
AAAA
Ne: ah, gente!
*solta do abraço
esse aqui √© o Arthur(n√£o √© o Art), ele √© um dos membros da equipe de vigil√Ęncia da resist√™ncia
a gente é amigo dês de que ele chegou aqui
Ar: Ol√°. *faz um paz e amor
L: bonito bonito, como vai a sua m√£e?
Ar: ah ela vai bem cara, encontrei com ela ontem e tals
*olha pro Henry quieto
E VOCE VOCE √Č UMA RAPOSA???
H: hmmm... sim?
Ar: CARAAAACA QUE INCRIVEL
NEM SEMPRE TEMOS RAPOSAS AQUI SABIA?
VOCE CHEGAR AQUI √Č TAK LEGAL
*abraça o Henry
H: *sente o calor do corpo do cara como se ele tivesse ha 6 horas no sol
Ne: *bota mão no braço do arthur
aí
Ar: *solta abraço
hm?
Ne: sabe onde t√° o shi?
Ar: l√° dentro, xingando todo mundo como de costume
Ne: meeeh que bosta hein
fica bem Arthur, a gente t√° indo
*bebe mais um pouquinho do suco
Ar: falow falow, até logo
H: cara simpatico
Ne: ele é, as pessoas daqui normalmente são legais
L: normalmente?
Ne: tem gente aqui que age como se tivesse morrido ontem, e infelizmente é quem a gente tem que encontrar
??²: OOOOO NEVASKA!!!
*da um soquinho na cabeça dela
Ne: Winry?
Wi: muito tempo né?
Ne: eu n√£o venho aqui faz um tempo...
gente, essa é a Winry, ela é da equipe de exploração e ela controla a água
ela é super rápida e super incrível
*bebe mais um pouco do suco
Wi: *d√° um tap√£o nas costas da nevaska
AH QHE ISSO
Ne: *cospe o suco todo
o shi ta dentro do quartel?
Wi: sim.
{percebe-se que elas falam MT sério qnd se trata desse cara ai}
H: ....
**eles sobem numa escadinha que da pra uma árvore e lá eles encontram um escritório cheio de armas e uma cadeira virada
Ne: shibaru?
**vem uma faca voando
Ne: *segura
de novo?
Sh: *vira a cadeira
não vem a três anos, o que você quer agora?
Ne: temos novos membros, pode registrar eles?
Sh: nem se os porcos voarem
Ne: que? como assim n√£o
Sh: você não pode voltar depois de tanto tempo com duas pessoas aleatórias querendo enfiar ela na nossa associação
Ne: como assim, quando eu tava aqui n√£o era assim
Sh: porque você era líder talvez?
Ne: e quando eu saio você muda tudo?
Sh: olha só, respeito e calma são a chave para o universo
ent√£o trate de aderir *levanta
{Shibaru tem o cabelo azul escuro usa uma jaqueta preta com uma blusa branca e uma calça jeans e ele é BEM ALTO MESMO deve ter uns 1,80}
Sh: *vai em direção da nevaska
pra sua sorte nos temos miss√Ķes para voc√™s e se conseguirem resolver
talvez eu reabra o seu grupinho
Ne: que miss√£o ent√£o
Sh: suspeito e tenho quase certeza de que o pessoal do templo da areia t√° envolvido com a morte de alguns drag√Ķes por la, talvez eles estejam usando algo pra matar eles tendo em vista que um drag√£o n√£o ia morrer pro elemento areia ou parecido
Ne: ¬į-¬į
você acha que é um?
Sh: anel...
H: anel?
L: anel?
Ne: ...
Sh: n√£o falou pra eles, Nevaska?
hmmm bem
an√©is que carregam ambars com poderes dos antigos guardi√Ķes de cada elemento
os guardi√Ķes eram aqueles que ensinavam os elementos pros guerreiros qud passaram de gera√ß√£o em gera√ß√£o
Ne: mas a√≠ a ambi√ß√£o subiu a cabe√ßa e mataram os guardi√Ķes pra roubarem a sabedoria e o poder
Sh: exato.
recuperar esse poder e talvez restaurar os guardi√Ķes seria um dos objetivos da resist√™ncia
então, estamos aí pra tudo
Ne: ultimamente esses casos de drag√Ķes mortos t√™m acontecido pra cacete e a gente n√£o sabe o porqu√™
Sh: poder.
Ne: hm?
Sh: poder.
H: poder?
L: ~FODER?~
Sh: poder é algo que muitas pessoas querem hoje em dia
j√° que tudo leva a isso
H: como assim
Ne: é oq eu já te disse, o reino manda na gente com poder, e pra revidar a gente precisa de mais poder
ent√£o todo mundo aqui procura poder
Sh: menos nos, a gente procura justiça
H: ....
Sh: mas é, se vocês fizerem a missão e recuperarem o anel eu dou o distintivo
Ne: vem com a gente?
Sh: nao, EU tenho coisa mais √ļteis pra fazer.
eu vou ao pal√°cio do mar
Ne: fazer o que l√°
Sh: essa missão em específico vocês não precisam saber.
H: ¬į¬į
L: ue...
Ne: ūüė™ complicado
Sh: se me dão licença *abre a porta e sai
H: ... e agora?
Ne: *procurando umas coisas
é, não tá aqui
vamos pro ferreiro
*abre a porta e sai
H e L: ferreiro?
**chegando l√°
Ne: *abre a porta que toca um sininho
??³: *olha pra trás {é um cara de cabelo e barba preta, super gigante com uma roupa de couro e uma calça}
OOOOO NEVASKA
Ne: eai ferreiro
??³: Oooo quanto tempo
H: ola... ferreiro né?
Sa: meu nome é Sakiro mas pode me chamar de saki
H: saki... legal
L: SAMUEL?
Sa: nao, saki.
Ne: a gente pode entrar aí e escolher algumas armas?
no caso eles né
a gente vai numa miss√£o agora e-
Sa: OOOOO MAS POR QUE NAO PEDIU ANTES?
entra aí
H: woooooow
L: quanta coisa
Ne: escolham qualquer uma
H: *vê uma espada 3 vezes maior q ele
essa n√£o
*vê uma adaga
essa também não
**enquanto ele tá mexendo cai uma espada na cabeça dele
AI u-ue
*olha pra espada e vê o reflexo do próprio rosto nela e no cabo de ouro
{pensa numa espada de pirata, é isso aí}
H: BELEZA EU VOU PEGAR ESSA AQHI
L: *pensando
Ne: eai, n√£o vai escolher n√£o?
L: EU TO PENSANDO √Ē TIA
*vê uma espada que chega perto de ser uma ninjato mas não é (é tipo a espada do kazuma)
eu acho que... não. espada é coisa de político.
tem um arco n√£o?
Ne: tem esse aqui *pega um arco bolado horizontal digno de um legolas
L: OOOO ISSO √Č MELHOR QUE A LEGISLA√á√ÉO DA INDON√ČSIA
Ne: ent√£o t√° decidido! aqui, ferreiro, s√£o essas
Sa: *pega as espada do Henry e remenda ela e tal
*troca a corda do arco
prontinho, t√° aqui suas armas
H: OOO GG
L: MULEEEQUE
Ne: hehehe agora vamos!
**saem da loja
Ne: antes da gente ir, tem algo que eu tenho que mostrar a vocês...
*vai em frente a uma parede
*tira uma das luvas e lambe o próprio dedo
*p√Ķe o dedo na parede e a parede come√ßa a abrir
**se revela um grande est√°dio dentro de uma caverna
H: OOOOO
L: OOoo
Ne: a gente tem que treinar, vocês são meio toscos ainda
SEJAM BEM VINDOS!!! A TeikŇć
a arena de treinamento da resistência!
H: !!!
L: woooooow
Ne: vocês nunca lutaram de verdade né
**se posicionam a Nevaska de um lado e o Henry e o lusk de outro
Ne: AGORA EU VOU TREINAR VOCÊS DE VERDADE CARAMBA
*a voz dela ecoa
H: AI SIM
L: finalmente serei treinado..
Ne: PRIMEIRO, HENRY
H: oi
Ne: toma cuidado com a sua cauda, raposas são extremamente sensíveis aí, e isso é a nossa fraqueza
ENT√ÉO NAO DEIXA ACERTAREM A√ć
L: é, realmente, acertar lá atrás seria desinteressante.
Ne: E LUSK VOCE LUTA MUITO BEM
MAS PROCURA FOCAR NO SEU ELEMENTO
L: BELEZA
H: ent√£o o que faremos?
Ne: a gente vai descobrir o seu elemento
H: MEU?
Ne: E EU VOU ACABAR COM A RAÇA DE VOCÊS QUERO NEM SABER
*estende as duas mãos e forma a lança de gelo de novo
*começa a girar ela
*para de girar e bate com ela no ch√£o criando um pouco de gelo em volta de si mesmo
*cria um casulo de gelo em volta de si mesma
PRIMEIRA COISA, VCS VAO TER Q ME ACERTAR AQUI
H: ...
L: ...moleza
*faz uma bola de ar
ESFERA DO REDEMOINHO
*joga bola no casulo de gelo que bate mas n√£o causa efeito
H: puts querid√£o acho q sua bala de ar comprimido n√£o deu muito certo
L: CALA A BOCA TA LEGAL? EU TENTEI PELO MENOS
H: *corre pra cima do casulo e acerta com a espada
*tenta fincar ela
Ne: *faz espinhos de gelo em volta do casulo e joga o Henry pra longe
H: hmmmm *olha o casulo se quebrando quando ela faz isso
¬į¬į
LUSK
o casulo fica fraco quando ataca
L: hmmmm...
H: se liga
*finca espada no ch√£o
*sai correndo pra dar um soco no casulo
Ne: *faz os espinhos de novo
H: *troca de lugar com a espada que acerta e racha o casulo
L: gg mas agora você perdeu sua espada né mané
H: VOCE TEM UM FUCKING ARCO ACERTA AQUILO ALI
L: acertar é comigo mesmo
*mira certinho e lança a flecha mas ele erra
H: CACETE VOCE QUER UM OCULOS
to vendo que n√£o vai dar certo fazer isso
faz outro redemoinho de não sei o que lá aí
L: se chama... ESFERA DO REDEMOINHO
*joga a esfera na rachadura que estoura o casulo e da uma grande ventania
Ne: hmmmm beleza
H: hm?
L: ‚ÄĘ~‚ÄĘ
Ne: nada mal, foi mais r√°pido do que eu pensava...
mas vocês não tão num talk show então não é bom ficar conversando alto
*estende a mão e prende os pés do lusk com gelo
H: *vai pra cima da nevaska e ataca com a espada
Ne: *defende com a lança e chuta o Henry pra longe
*coloca a m√£o do lado da boca e cria uma bola de neve
BOLA DE NEVE
*lança no Henry
H: *desvia da bola de neve q bate na parede ali
eu nunca pensei que lutar seria t√£o maneiro
Ne: *olha diretamente pro Henry
hehe..
agora se prepara pro
L: AAAA SUA MALDITA
*atira uma flecha nela
Ne: *cria uma parede de gelo que para a flecha
L: oh
Ne: *vai pra cima do lusk que j√° t√° solto
sabe qual a desvantagem de ter uma arma de longo alcance?
√Č QUE VOCE NAO ATACA DE PERTO
*acerta uma lançada na cara dele que joga ele pra longe
L: maldita cabeçuda
*junta as m√£os
TORNADO BOLADO
H: é cada nome
L: *joga a Nevaska longe
Ne: Henry, tem uma coisa que eu quero te ensinar
*faz uma bola de neve
H: o que?
Ne: REBATE ISSO AQUI
*joga no Henry
H: O QUE
*leva uma bolada muito forte de neve no est√īmago e cai no ch√£o
ai
Ne: peguei pesado?
H: *levanta VICE NEM ME FALA COMO QUE REFLETE COMO √Č QUE EU VOU SABER
L: O SEU COLCHONETE
Ne: aiaiai
HENRY
H: oi
Ne: direciona a sua mana pra espada
*estende a lança e faz o mesmo
*fecha os olhos
assim que você faz isso, a mana é como um espelho que reflete mínimas partículas de luz fazendo você ver a sua própria cara
é mais ou menos isso
mas concentrando com velocidade
você reflete o ataque e ele se torna seu
pensa num espelho
*olha pra lança e o reflexo dela mesma na ponta feita de gelo
H: como um espelho?
Ne: *lança outra bola de neve nele
H: espelho...
*consegue sentir a mana fluindo na l√Ęmina
*e ent√£o quando chega o ataque ele sente a velocidade e vai com tudo direcionando o ataque de volta como se fosse ele concentrando a mana na espada
REFLEXO DE LUZ
Ne: *desvia
**bola de neve explode atr√°s dela
é isso, uma habilidade exclusiva das raposas
H: wooooah
L: E EU?
Ne: ei lusk, foca mais em um só ataque, depois você pensa nos outros
eu gostei muito dessa sua bolinha
H: a bola de gude arejada?
L: √Č ESFERA DO REDEMOINHO SEU HERB√ćVORO
mas ent√£o...
*faz a esfera na m√£o
DEPENDENDO ELA FICA MUITO MAIS FORTE
*concsntra todas as energias nela e faz uma super bola maciça na mão
pesado
*lança ela bem rápido na direção da nevaska
Ne: *DESVIA MUITO POR POUCO
QUAL√Č MAN√Č TA TENTANDO ME MATAR
L: nao era esse o objetivo
Ne: CLARO QUE NÃO
a enfim, eu acho que t√° tudo bem por agora
*bate a lança no chão e quebra ela
VAMOS NESSA PESSOAL
**chegam na porta de um caminho de √°rvores
{la tem um monte de cavalo preso, e olhando tem v√°rios mapas e plaquinhas mostrando onde t√£o as vilas}
Ar: *segura ombro da nevaska
nevaska, você acha que vai ficar tudo bem com eles?
Ne: sim, eu confio neles
você não?
Ar: eu nunca disse nada
[obs: quando o Art aparecer a sigla dele ou vai ser AT ou ART mesmo]
Ne: eu tenho que ir
*puxa um cavalo
H: um cavalo só?
L: ele aguenta?
Ne: eu e henry valemos por 0,5 pessoa e o lusk por 0,8
L: como você calculou isso?
Ne: eu n√£o calculei
L: porra.
**sobe Nevaska na frente, Henry no meio, e lusk atr√°s
(o cavalo nem sequer se mexe, parece a coisa mais f√°cil do mundo levar esses 3)
Ne: viu?
L: meu deus quantos quilos vocês tem?
Ne: vamos!
*faz um movimento lá e o cavalo começa a andar pra longe
Ar: *olhando
Wi: *encosta no Arthur
Arthur eu encontrei algo estranho...
Ar: o que houve
Wi: no quarto do shibaru... ele deixou umas anota√ß√Ķes...
*mostra pro Arthur
Ar: *lê
*vê desenhos de um cristal da água e um guardião
guardioes de agua?
Wi: *vira p√°gina pra ele
Ar: ... *lê
Hoje eu ------(folha arrancada)
e me inflitrar na ordem ---------
roubar um certo alguém
Ar: você acha que?
Wi: sim.
Ar: vamos investigar isso
*saem correndo em direção a casa principal
...
No próximo episódio
NAJIYU EP 5
Escrituras de uma antiga pir√Ęmide de espelhos...
ūüĖ§
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2020.08.15 02:03 Chuchuzinhu38 A invas√£o na escola

Ol√° turma (que est√£o lendo e que est√£o vendo esse v√≠deo maravilindo), editores, gatas, Lubinha, papel√Ķes mortos e vivos e o esp√≠rito da minha paralisia do sono :)
sou nordestino :3
Hoje vou contar uma história mais bizarra e desnecessária que já rolou na minha antiga escola.
Quando eu estava no oitavo ano eu e meu grupinho de amigos decidimos criar um projeto para uma feira da escola que acontece uma vez por ano. Minha amiga Ra√≠ssa (vou falar o nome real dela mesmo porque eu sei que ela iria adorar aparecer no v√≠deo, te amo dem√īnia ;) ) decidiu que o temo nosso projeto seria sobre Cosplays e pra seguir com o tema decidimos fazer cospobres para entrar na onda. Ra√≠ssa foi de L do Death Note e eu fui de Luffy de One Piece, e eu me esqueci dos cospobres dos outros membros do grupo. Pra resumir, fomos at√© que bem e ganhamos uma boa nota no final :)

Quando a feira acabou eu decidi ir embora mais cedo então eu liguei pra minha mãe e fui embora pra casa. No dia seguinte quando eu cheguei na escola tinha dois policiais no portão da escola e eu logo estranhei e minha mãe pediu pra que quando o sinal batesse eu ligasse pra ela pra eu contar o que tinha acontecido. Quando eu cheguei no meu grupinho eles falaram "cara, tu não vai acreditar no que aconteceu" aí eu curioso como eu sou eu perguntei o que tinha rolado

Basicamente um tempo depois de eu ter ido embora uma menina juntos de uns caras invadiram a escola a procura de uma outra garota, os caras estavam segurando um pedaço de madeira e um deles tinha uma pexera (vulgo facão de cortar peixe, as vezes usado pra cortar mato também) e a menina estava segurando um pedaço de vidro. Os professores mandaram todos os alunos irem pras salas e foi um alvoroço bem grande enquanto a "gangue" estava a procura da tal menina. a polícia foi acionada e a "gangue" foi presa. Quando acharam a tal sujeita, perguntaram o motivo disso tudo.

Eis aqui o tal motivo: Pelo que eu entendi, a guria da "gangue" (que vou chamar de Carls) tinha terminado com um cara (que vou chamar de Ken) e a menina da escola (que vou chamar de Rainara) começou a namorar o Ken, Carls foi tirar satisfação com Rainara via site azul (face) por ela estar namorando o Ken sendo que Carls e muito melhor e os caralho a quatro, e as duas começaram a tretar até que Carls disse que se ela não terminar com Ken ela iria até a escola para forçar isso e Rainara desafiou Carls, e resto vocês já sabem
Isso foi o assunto mais comentado da escola e Rainara levou uma suspens√£o por envolver a escola nisso
Quando eu contei pra minha mãe ela ficou surpresa e ainda disse "ainda bem que você saiu mais cedo"
Eu fiquei meio aliviado por ter saído mais cedo e fiquei preocupado com meus amigos que ainda estavam lá, mas por sorte nenhum deles se machucou

Enfim foi isto Lubisco e Turmitcha, essa foi a minha primeira turma feira (caso eu apareça)
Abra√ßos ∆ź>
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2020.08.12 05:56 sheisice Sorriso feio é atraente?

Eis uma preocupação que uns podem considerar insignificante, mas isto é um tópico de desabafos por isso vou falar do que me incomoda. Quem quiser ler e dar a sua opinião sincera, eu agradeço!
Eu não me considero de todo feia.Tem dias que realmente me sinto feia e outros em que olho para o espelho e penso "nada mal, até que estou bonitinha" mas depois lembro do meu sorriso...que não é bonito. Já quebrei um dente da frente quando era mais nova e já o restaurei mas mesmo assim nota-se um pouco pois ele também é um pouco torto e quebrou novamente mas na pontinha, não se vê de longe mas de perto duvido que alguém não repare. Além disso, também tenho outro dente torto(e não, neste momento não tenho disponibilidade para usar um aparelho). Os dois dentes são dentes incisivos.
Quando parti o dente da frente, passei anos com ele assim e para completar com mais o dente torto. Já tenho quase vinte anos mas podem imaginar a merda de autoestima inexistente que tive. Então quando consegui arranjar o dente partido, foi um alívio pois já tinha vontade de sorrir sem precisar de esconder a minha boca atrás da mão. Sei que não sou bonita o suficiente. Não sou desleixada com a minha aparência, cuido do meu cabelo, da minha roupa mas sei que não sou grande coisa. Já não lamento muito mas ainda incomoda um pouco.
Alguns meninos já sentiram atração por mim a ponto de tentarem se aproximar. E me pergunto como foi possível. Talvez estivessem carentes pois acabavam por desistir (eu também me afastava deles por me sentir insegura) e conheciam outras meninas muito mais bonitas e interessantes do que eu, tanto fisicamente como de personalidade.
Eu odeio ter que admitir esta insegurança porque quando um amigo meu vem ter comigo e fala sobre as suas inseguranças em relação ao seu aspeto, eu sempre tento dar o meu melhor para que a pessoa se sinta bem e não se desvalorize. No entanto, quando penso em mim, a situação é diferente, como se uma das minhas maiores inseguranças conseguisse me manipular a ponto de destruir oportunidades por medo de ser rejeitada, desvalorizada... acredito que esta insegurança tenha me destruído não só a ponto de não me envolver com alguém mas também de falar socialmente. Sempre fico com aquele pensamento de "será que falam comigo por pena? Será que me acham muito feia?"
Sei que cada pessoa tem o seu gosto pessoal. Uns por olhos outros por bundas, peitos, cabelo, etc. Mas eu apenas gostaria de saber, honestamente, se vocês se sentem atraídos, assim logo de vista, por uma mulher que não tem um sorriso bonito. Teriam vontade de beijar ela, de conhece-la? Porque por mais que eu não tivesse nos requesitos de "corpo perfeito" mas se tivesse um sorriso bonito, de certeza que chamaria a vossa atenção ou não?
E para aqueles que vão responder "a personalidade é o mais importante" sim, tenho noção disso mas duvido que muitos de vocês quando não estão à procura de relacionamento sério não olham para x pessoa que está a passar por exemplo, num bar e dizem "ela é bonita, vou lá falar com ela" ou algo parecido. Não estou só preocupada com a aparência, apenas acho que esta minha insegurança não me deixa confortável para conhecer ninguém.
Este foi o meu desabafo. Por favor, se for para criticar, que seja de forma positiva/construtiva.
Obrigada a quem chegou até aqui!
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2020.06.09 11:23 InezinhaDirectioner O Menino... Estranho ;-; (não tenho um bom título)

Oioii Lubisco e todos os seres vivos presentes (sem paci√™ncia pra escrever tudo sksk). Essa hist√≥ria √© sobre um menino que supostamente "gostava" de mim e muita merda que aconteceu h√° 2 anos atr√°s e este ano. Por incr√≠vel que pare√ßa TUDO oq vou dizer √© 100% real. (bjs de Portugal sou uma grande f√£ ūüėó)
Então, há 2 anos atrás uma vez tava com a minha bff do momento num canto do recreio, daí ela precisou de ir ao WC.
De boas, eu fiquei esperando no cantinho e do nada veio um grupo de 2 meninas e 1 menino. Esse menino é dos populares por ser considerado "gato" (não tanto, mas tá). Eles começaram a ser simpáticos e tal, só q eu tava meio desconfortável pq eles tavam a falar cmg como se eu fosse uma bebézinha sem amigos. Do nada esse menino disse: "Olha, eu até namoraria com uma menina bonita como tu". Eu fiquei meio confusa e tal mas apenas ignorei. Entretanto eles foram embora e eu fui procurar a minha bff.
Alguns dias depois tava nas bancadas do colégio que ficam na frente do campo de futebol com umas amigas, e ao nosso lado tinha 3 meninas da turma desse menino (como não quero mostrar o nome dele vou apenas chamar ele de.... Macaco).
Menina 1: Ei, menina Eu: oq foi? Menina 2: Sabes o Macaco? Eu: quem? Menina 1: aquele ali (ela apontou pra ele) ele gosta de ti
Eu depois de ouvir isso fiquei meio tipo "qu√™" mas fingi q n√£o ouvi nada Do nada esse menino GRITOU SE EU QUERIA NAMORAR COM ELE EM FRENTE DE TODA A GENTE L√Ā (a maioria cagou mas mesmo assim)
Eu, como a boa pessoa que sou, gritei N-Ã-O e daí fugi de lá com uma das amigas.
No recreio a seguir a turma dele PENSAVA QUE EU TINHA DITO SIM e tavam todos tipo "oi namorada do Macaco" Eu sempre respondia que não namorava com ele mas elas sempre diziam algo tipo: "gostas sim" "mas ele gosta de ti" "mas ele é tão simpático"
Uma vez tava com a minha turma à espera da professora de Matemática entrar na sala e o Macaco chegou perto de mim e começou a dizer repetidamente: "Inês beija-me, Inês beija-me, Inês beija-me". Eu tentei me afastar mas ele continuava a tentar me convencer a beijar aquela boca nojenta.. Daí uma colega minha reparou na situação e gritou pra eu correr pra dentro da sala pq a stora já tava lá. Eu fui, a correr mais rápido q o Flash, e me sentei no lugar..Eu já tava me sentido salva mas não..
Prof: IN√äS N√ÉO √Č ASSIM QUE SE ENTRA NUMA SALA!! SAI IMEDIATAMENTE!!!
Eu saí... E ele ainda tava lá ;-; com um sorriso creepy acenando pra mim ;-; eu fiquei batendo na porta até me chamarem e finalmente entrei.
Esse tipo de coisa foi acontecendo de vez em quando (mas não era tão estranho como essa) e chegou um dia que tava à espera de uma amiga minha pq ela tava à procura da lancheira dela e daí esse menino reparou na minha existência e abriu a boca.
Ele: ó Inês, tão todos a dizer que não gostas de mim. Explica-te!!!! Eu não aguentei e comecei a rir muito Eu: mano, eu nunca gostei de ti Ele: ISSO NÃO TEM PIADA!! Eu: tem! ainda rindo Ele: TA BEM! ACABAMOS!! Eu: ALELUIA-
Eu continuei a minha vida e o Macaco j√° n me chateava. (ele me pediu em namoro denovo e eu rejeitei mais uma vez)
1 ano depois.. Ele ficava constantemente a olhar pra mim (ele não é da minha turma se tiveres confuso, ele é da turma mais velha) mas ele quase nunca dizia nada
Outro ano depois (este ano) ele se tocou que "gostava" de mim denovo
Eu sempre chego muito antes das aulas começarem, tal como ele e o amigo dele. No colégio tem tipo um mini corredor que vai dar ao campo de futebol (pra educação física) e a meio desse caminho no lado esquerdo tinha uma sala onde os alunos podiam relaxar, conversar, etc.
Eu nunca tuve coragem pra entrar nessa sala pq o Macaco e o amigo dele tavam sempre l√°. Um dia (detalhe importante: um dia antes do dia dos namorados) o desgra√ßado do menino chegou perto de mim e disse: "Olha n√£o √© preciso teres medo de mim. Podes ir pra sala". Eu apenas disse um ok e fiz um sorrisinho do tipo "saiii da minhaa vidaa~" No dia a seguir eu fui l√° de boas, abri a porta e disse "bom dia". Olhei pra eles e eles ficaram mt chocados pq eu era mt t√≠mida. Eu me sentei numa mesa longe deles e eles ficaram de boas. Eu tamb√©m fiquei de boas e comecei a ver fotos do Harry Styles (cada um com os seus gostos). Esse cantor tem uma m√ļsica chamada falling e tal e no refr√£o ele diz "im falling again, im falling again.. FAAAALING" (tradu√ß√£o: falling pode significar ou cair do tipo trope√ßar oy tmb pode ser de se apaixonar do tipo "eu tou caindo de amores"). Eu tava vendo as fotos e tal equanto ouvia essa m√ļsica e no refr√£o come√ßaram a aparecer gifs dele a cair em palco. Eu n√£o aguentei, eu comecei a rir muito
O Macaco olhou logo pra mim. Ele: Oq é q é tão engraçado? Eu: nada.. Ele: oq é q tás a ver? Eu: fotos de um cantor.. Ele: Quem? Eu: Harry Styles.. Ele: Hm.. Ok.
Uns minutinhos depois ele olhou para mim e me chamou Eu: oque foi? Ele: queres me acompanhar neste dia de S. Valentim? numa voz fofa e simpática Eu: Não Amigo: Ela namora com o amiguinho gay dela Eu: Não namoro não Amigo: Namoras sim Eu: Nós somos amigos Amigo: ta bem vou fingir que acredito.
Ficou um silêncio meio constrangedor. Mas não durou muito
Macaco: Bora jogar à bola aqui? Amigo: Bora
Eles queriam jogar ao jogo dos passes DENTRO DE UMA SALA ESTREITA (é tipo um jogo em que vão chutando a bola pro colega e ele chuta de volta)
Eles foram um pra cada ponta da sala e como óbvio o Macaco ficou perto de mim (CHATOOOO SE AFASTAA AIN) Eles começaram a jogar, de boas, e do nada o amigo dele chuta a bola um pouco alto. Eu me encolhi com medo de levar com uma bola dura de futebol na fussa e o chato abriu novamente a boca
Macaco : não é preciso teres medo, eu não sou q nem o teu amiguinho q n te defende Os dois começaram a rir e eu fiquei calada e séria e eles continuaram.
(Aconteceram outras coisas mas n é nada demais.)
Outros dias depois reparei que essa sala tava em obras. E a duplinha dos animais tavam sentados num banco à frente da sala.
Eu: Ei algum de vocês sabe oq se passa com a sala? Macaco: sim, linda Eu dei um sorriso do tipo "cala a boca" Amigo: ela namora com o outro (ele tava a falar do mesmo amigo "gay") Eu: Eu não namoro com ele, ele é meu amigo Eles ficaram em silêncio e dps o Macaco continuou Macaco: ent, aqui vai ser a sala dos professores e (bla bla bla q não ouvi). Eu: ah obrigada! Ele: denada fofa. Eu: ok tchau começo a andar pro corredor Ele: queres q eu te acompanhe? Eu: haha, não! Tou ótima!
Entretanto outro amigo deles chegou e eles come√ßaram a falar. Do nada chegaram os 3 perto de mim e o chato tentou cantar "Story of my Life" (uma m√ļsica dos one direcyion) Mas como √≥bvio ele n√£o podia ser uma pessoa normal a cantar, n√£o. Ele n√£o sabia quase nada da letra por isso ele tava tipo "nanana my life nananana"
Eu me senti mt constragida e comecei a me afastar deles. Graças a Deus uma amiga minha já tinha chegado e eu fui atrás dela. Eles não me perseguiram (ainda bem) O dia continuou normal.
Daí, numa semana tava um clima meio estranho na escola por causa do Covid. Não sabiam se as escolas iam fechar ou não.. E daí na sexta feira decidiram.
Sim, as escolas iriam fechar oficialmente.
Quase ninguém foi à escola nesse dia e meio q não teve aula. Tivemos apenas a recolher os cadernos e materiais que precisávamos e alguns professores fizeram umas atividades simples.
Ao fim do dia tava eu e 3 amigas num canto. Esse canto é literalmente entre uma sala e a sala desse menino irritante. Uma das meninas precisava de guardar uma coisa na mochila, e ela n queria ir sozinha. Elas:..... Eu: eu posso ir Uma amiga: eu tmb Outra: não me vão deixar sozinha pois não?! Eu: Ok vamos todas
Eu j√° tava em p√© e j√° tava preparada pra sair de l√°. Dei uns passos e me deparei logo com esta cena: o Macaco de joelhos em cima de um skate a tentar andar nele. Eu recuei e comecei a rir e eu acho q uma das amigas tmb viu pq ela tmb tava a rir ksks. Esper√°mos a √ļltima amiga se levantar e fomos.
Quando começámos a passar por ele ele tava sentado no skate e essa amiga q viu começou a rir e a dar sinal pra eu olhar pra ele. Continuámos a rir um pouco e fomos esperar a amiga guardar a tal coisa. Entretanto uma auxiliar chamou essa menina pq a mãe dela já tava no portão pra levar pra casa. Ela foi e vi a minha nova bff a entrar na escola. Ela foi lá pta levar os livros que ela não levou. Eu fui com ela e mais uma amiga dela de boas levar os livros dela e passámos pelo Macaco Detalhe: essa amiga dela me shipa muito com ele ;-; Ela: OLHA O AMOR DA TUA VIDA ALI A OLHAR PRA TI E eu, como a lerda q sou, olhei LOGO pra ELE. (alguém me mata)
Uns minutos depois voltei pras duas amigas q tava a falar antes e fomos pra uma mesa em frente da sala dele.
Ele: Inês Eu: sim? Ele: tens bateria infinita nesse telemóvel (celular)? Eu: quê? Ele: ficaste o dia todo com ele e ele ainda tem bateria Eu: ok?.. Ele: quanto é q tens? Eu: 60% Ele: mds
Eu continuei o meu caminho e ele perguntou outra coisa mas eu ignorei. Fui pra mesa com as 2 migas e começámos a ver uns vídeos. Do nada o ar olhou pra mim e disse: vou me tornar em vento Começou a ficar mt vento e o meu cabelo tava a voar pra minha cara ;-; eu tava a tentar afastar e fiquri tipo : PORRA SAI DA MINHA CARA, CABELO!! Daí olhei pro lado e ele tava a olhar pra mim ;-; o pior é q ele não desviou o olhar. Ele continuou a olhar pra mim como se fosse animal do zoo. Eu fingi q n aconteceu nada e continuei a ver o vídeo com as meninas.
Bom Aconteceram muitas outras coisas, mas tou sem paciência pra contar todas. Resumozinho: Até q nos damos bem, ele me diz bom dia, eu digo bom dia de volta.. Mas é aquele tipo de amigos q só se falam numa hora determinada do dia, porém não tão próximos. Ele já me tentou pedir o whats e o insta mas eu não dei pq eu não tenho (ok agr tenho insta mas fds). E por causa da quarentena não nos podemos falar. Eu já entrei na videochamada da turma dele sem querer e foi isso ;-;
Obrigada por gastar o seu tempo a ler esta história bizarra e longa que eu gostava que fosse fake ;-;, bjs tenha um bom dia.
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2020.05.26 19:38 Sara183br Eu sou a babaca por mentir dizendo que minha amiga fez sexo no banheiro da escola com meu ficante?

Ol√° Luba, editores, gatas, papel√Ķes assasinados e turma que esta a ver. Bem ano passado tinha um cara no meu col√©gio e eu gostava muito dele vamos cham√°-lo de Carls e em outubro a escola iria fazer uma festa de halloween (obs: O meu col√©gio tem duas sedes uma no IAPI bairro de SalvadoBa e uma na Caixa d'√°gua, a festa aconteceu na sede da Caixa pq l√° era maior.) Voltando para a hist√≥ria o Carls era da sede Caixa d'√°gua e eu era da IAPI ent√£o nessa festa a gente poderia ficar j√° que a escola juntou as duas sedes. Conversamos pelo whatsapp e ele topou em ficar comigo.No dia seguinte n√≥s est√°vamos ficando no banheiro da escola e ele me apoiou numa pia que tinha l√°, ent√£o essa pia era um pouco fr√°gil e fez uma pequena rachadura. A gente parou por ali, porque est√°vamos com medo da gente ser pego pelos professores e depois fomos curtir a festa. Depois de algum tempo fui procurar minha amiga, porque do nada ela tinha sumido, ent√£o sai a procura dela pela a escola, quando eu passei em frente ao banheiro vi a porta encostada e ent√£o eu resolvi abrir s√≥ um pouco porque provavelmente tinha algu√©m se pegando ali. Bem Luba era a minha amiga e o meu "ficante" que estavam se pegando ali dentro e vi que a pia j√° tava com uma rachadura muito grande e a menina estava em cima dela. Fiquei muito chateada e por causa disso falei pra o menino que gostava da minha "amiga" que ela tinha feito sexo com o Carls no banheiro e que a pia j√° tinha uma rachadura. Com isso esse boato se espalhou e tanto a escola quanto os pais dos alunos ficaram sabendo.No dia seguinte a professora de teatro que tinha organizado o evento foi nas salas de cada uma das turmas que estava presente para falar sobre o assunto. Ela disse que isso era um boato e que a pessoa que espalhou isso tinha inveja deles e bl√° bl√° bl√° e al√©m disso ela falou tamb√©m que ano que vem (no caso esse ano) n√£o teria mais festa de Halloween. E ent√£o Luva eu sou a babaca?
Ps: A minha "amiga" sabia que eu gostava dele e até hoje esse boato é falado na escola. Ela e o Carls ficaram juntos por um tempo mas, depois ele terminou porque ela queria algo mais sério e ele não.
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2020.05.02 00:14 NoiteAmorosa PROCURO NAMORADINHA

EU QUERO UMA NAMORADINHA: redpillada channer, dogoleira, wgtow, ancap, jogadora de lol, jogadora de poker, bv, virgem, sem amigos, crente, f√£ da UDR,magrela, footlet,escuta Chico Buarque, weeabo, hikkimori, otaku, gamer, furry, fujoshi, hetero,federal,trader de bitcoin,hacker, defacer, cubista, penspinner, recordista de memoriza√ß√£o de baralhos, timida, m√£e de pet, hidratada, n√£o consumidora de a√ßucar, saud√°vel, youtuber, netolover, pooper, cambista, shitposter, anarquista, materialista, roquista, travesquista, mono talon vlogger, blogueira, e-girl, intolerante a lactose, intolerante a gluten, grinder e hipn√≥loga, fiel, niilista existencialista, metaleira, headbanguer, pelo no suvaco, patriota, masoquista, ballbuster, jogadora de minecraft, buceta fedida, que n√£o tenha medo de chuta minhas bolas pelo amor de deus eu nao consigo encontrar uma menina pra chutar minhas bolas por favor deus eu imploro nao agusnto mais isso nao eh um meme porque voces tem medo de me chutar no saco. Ra√ßa: n√≥rdica Altura: 170cm+ Pele: 1 ou 2 (Fitzpatrick) Olhos: 7+ (Martin) Cabelos: qualquer cor, mas apenas lisos ou ondulados (FIA) Nariz: reto ou virado para cima Cr√Ęnio: dolico ou mesocef√°lico √ďculos: n√£o Aparelhos: n√£o Queixo furado: n√£o Covinhas: n√£o Orelha presa: n√£o Orelha de abano: n√£o Franja em V: n√£o Pelos no corpo: muito pouco Tatuagem: n√£o Gradua√ß√£o: apenas cursos voltados √† pesquisa Faculdade: apenas bem conceituadas Habilidades matem√°ticas: sim Idiomas: flu√™ncia em ingl√™s e mais outro idioma √Ālcool, cigarro, drogas: n√£o, nenhum Personalidade: introvers√£o Cultura: europeia ocidental RELIGI√ÉO: Crist√£ Ortodoxa Gostar de escutar rog√©rio skylab:
Para ser sincero, voc√™ precisa ter um QI muito alto para entender Rog√©rio Skylab Para ser sincero, voc√™ precisa ter um QI muito alto para entender Rog√©rio Skylab. O humor √© extremamente sutil e, sem uma compreens√£o s√≥lida de filosofia moderna, a maioria das piadas vai passar despercebida pelo telespectador m√©dio. H√° tamb√©m a vis√£o niilista de Rog√©rio, que est√° habilmente tecida em sua caracteriza√ß√£o - sua filosofia pessoal se baseia fortemente na literatura de Nododaya Volya, por exemplo. Os f√£s entendem essas coisas; eles t√™m a capacidade intelectual para realmente apreciar a profundidade dessas piadas, para perceber que elas n√£o s√£o apenas engra√ßadas - elas dizem algo profundo sobre a VIDA. Como conseq√ľ√™ncia, as pessoas que n√£o gostam de Rog√©rio Skylab s√£o verdadeiros idiotas - √© claro que eles n√£o apreciariam, por exemplo, o humor no bord√£o existencial de Rog√©rio "Chico Xavier √© viado e Roberto Carlos tem perna de pau", que √© uma refer√™ncia cript√≠ca para o √©pico Pais e Filhos do russo Turgenev. Estou sorrindo agora mesmo imaginando um desses coitados simplistas co√ßando a cabe√ßa em confus√£o enquanto as m√ļsicas se desenrolam na tela de seu computador. Que tolos‚Ķ como eu tenho pena deles. E sim, a prop√≥sito, eu tenho uma tatuagem do Rog√©rio Skylab. E n√£o, voc√™ n√£o pode v√™-la. √Č s√≥ para os olhos das damas. E mesmo elas, precisam demonstrar de antem√£o que possuem um QI com diferen√ßa absoluta de no m√°ximo 5 pontos do meu (de prefer√™ncia para baixo).
Rotina, Habitos e interesses: Nofap + Banho Gelado + comer carne crua + comer virado pra parede + biohack + dormir no ch√£o + Jordan Peterson + mewing + HBD + PUA + jelq + dormir 5 horas por dia + caf√© gelado sem a√ß√ļcar + hipismo + compila√ß√£o mitadas En√©as + alho cru + podcast do Joe Rogan + redpill + Brain Force + Jejum + medita√ß√£o iasd + m√ļsicas para concentra√ß√£o, foco e intelig√™ncia + teste de QI da internet + grupos de linhagem viking do facebook + ficar longe do poste de internet 4G + youtube do varg vikernes + ess√™ncia de morango da turma da m√īnica no narguil√© + jogar vape na cara de todo mundo que tentar entrar no bloco da faculdade + 5 segundos de calistenia no deserto do atacama + darkcel + √≥culos do a√©cio na foto de perfil + ler quotes do nietzsche no brainy quote + criar galinha no quarto sem os pais saberem + Alho cru + uma colher de azeite quando acorda e outra antes de dormir + jejum de 24hrs a cada 72hrs + assistir VT no premiere logo que chega do est√°dio + canal Ultras World + LibreFighting + Operation Werewolf + comprar os artigos do Paul Waggener + Centhurion METHOD + humilliation exposure com a finalidade de criar uma crosta na sua mente capaz de desenvolver uma resili√™ncia que resiste √† humilha√ß√£o como se ela fosse nada + tomar banho descal√ßo em chuveiro de academia com ch√£o mijado + muscula√ß√£o caseira + hackear o sono + Empreender + 10 livros de auto ajuda por m√™s + PUA + Selo super f√£ da f√ļria e tradi√ß√£o + Biokinesis + 432hz music + Mexer o pau sem piscar o c√ļ + medita√ß√£o transcendental + veganismo + minoxidil para cultivar uma barba + filmografia Jason Stataham + assistir vikings + redpill + ir no cinema sozinho + treino saitama + coach qu√Ęntico + enema de caf√© + dieta lair ribeiro + agua alcalina + O M√©todo de Wim Hof + sabedoria hiperb√≥rea + artigos da Nova Resist√™ncia + Biblioteca do D√≠dimo Matos + dormir virado pra patede assoviando no escuro pra espantar o curupira + dar 3 pulinhos toda vez que levantar da cama + dizer am√©m quando um 1113 azul passar por voc√™ na rua + 100 flex√Ķes por dia + 6 meses de jelq + injacula√ß√£o guiada + sociedade thule + energia vril + chap√©u de alum√≠nio para se proteger das armas psicotronicas emitidas pela CIA + caderno de anota√ß√Ķes smiliguido + pedir a b√™n√ß√£o ao carteiro toda segunda de manh√£ + 3 horas de academia + 4 horas de corrida + mascar caf√© + exerc√≠cios penianos do Dr. Rey + maratona saga Rocky + trilha sonora saga Rocky + trilogia Mercen√°rios + filmes do Jason Statham + assoviar o hino do Palmeiras de ponta-cabe√ßa + intro do Canal do Nicola em loop + palestras do Antonio Conte + v√≠deos do Rodrigo Baltar + dicas do Gustavo Gambit + aulas de italiano + dormir ouvindo Ultraje a Rigor + ler Walden pelado na mata atl√Ęntica de madrugada + ouvir m√ļsicas em velocidade aumentada + canto gregoriano √°rabe + ensinar hino do botafogo pra calopsita + fritar comida com banha de porco + assistir videos de situa√ßoes de risco com a finalidade de se preparar para o perigo + Terapia Holistica com formandos da UFPR no Jardim Bot√Ęnico + Radiestesia para harmonizar vibra√ß√£o da casa + Metatron 432HZ no YouTube entoando a ora√ß√£o EU SOU + ler O C√≥digo da Vinci + Jesus Qu√Ęntico + Barra Fixa na pra√ßa de madrugada escutando audiolivro do Jordan Peterson na voz do cara dos Fatos Desconhecidos + grupo POPEYE AFIANDO A PIKA + MyInstants AEEE KASINAO + Memes do Fausto Silva + ler O Evangelho dos Animais + stories do Copini no Instagram + Canal SocialGames7 com Gustavo Gambit e CIA + textos de Raphael Machado (Nova Resist√™ncia) + ser ex-membro do grupo Comunismo Ortodoxo + Monja Coen + Fazer origami com papel do bis + perder dinheiro com maquina de pegar ursinho + fumar palheiro com o av√ī + quebrar palito de dente no meio depois que usar + rezar Pai Nosso em aramaico + tentar se comunicar com o ashtar sheran + virar catequista e passar Pl√≠nio Salgado para as crian√ßas + Limpeza de 21 dias de S√£o Miguel Arcanjo + arrancar a fimose comendo cu apertado de galinha caipira + Regata branca WifeBeater com cal√ßa jeans clara e bota marrom + Ingressar na legiao estrangeira + Comprar toras de eucalipto pra reproduzir o centurion method mas nunca come√ßar o treinamento + vender m√°quina de cart√£o de cr√©dito + ler os escritos do Unabomber + Escutar a discografia do Paul Waggener + ler todos os livros do Pavel Tsatsouline + ouvir rap eslavo de cunho pol√≠tico suspeito + caf√© com um cubo de manteiga dentro precedendo a primeira refei√ß√£o do dia + beber 2L de leite por dia + Stronglifts 5x5 + Dieta Cetog√™nica + Canal Jason PROJETO GIGA + Cd do TRETA + comprar torre de chopp no prensad√£o + 2 c√°psulas de Tadalafellas antes do sexo + s√≥ comprar comida japonesa importada pra dieta + comer arroz sem sal com peixe cru sem tempero enrolado em folha do fundo do mar + memes da p√°gina Dollynho Puritano + Deus Vult na capa do Facebook + acessar o dogolachan pelo computador da escola pra postar fanfic gay do Gilberto Barros + Trollar atendentes do mcdonalds no habbo hotel + ligar para o Motel Ast√ļrias perguntar quando custa a bolacha Bauducco que aparece no site + Mandar entregar pizza na Rua dos Tamoios casa n¬į18 com port√£o vermelho + cosplay de russo no Omegle pedindo pra mostrarem a bunda + Dormir imaginando uma linha pra fazer viagem astral + recitar Homero pra mendigo + tomar antibi√≥tico no caf√© da manh√£ + Meditar imaginando o raio de luz violeta que representa a energia transmutadora + Workshop Reiki do Canal Luz da Serra MULHERES TERRAPLANISTAS RALEM.
Primeiro de tudo! Vai tomar no cu, MULHERES terraplanistas! Junto com todas que me contrariaram nos √ļltimos meses falando "dur hur voc√™ n√£o sabe nada de paleontologia, vai assistir seus desenhos filipinos e n√£o encha o saco". TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! LERAM DIREITO? TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! A farsa ficou t√£o √≥bvia, que eles n√£o tem mais como esconder que TODOS OS DINOSSAUROS TEM PENAS! Alguns mais penas, outros menos penas, MAS TODOS TEM. E aproveitando no mesmo v√≠deo, N√ÉO TEVE METEORO PORRA NENHUMA! Provavelmente as mudan√ßas clim√°ticas naturais, junto com a separa√ß√£o gradual dos continentes, √© que extinguiu a mega-flora e a mega-fauna. E se teve algum meteoro, apenas acelerou o processo em uma regi√£o muito especifica. Agora s√≥ falta as ((especialistas)) e a (((Academia))) admitir que dinossauros nunca existiram e que foi tudo um erro grotesco de interpreta√ß√£o de pessoas que n√£o sabiam que caralhos eram aqueles esqueletos. S√£o apenas aves e mam√≠feros ancestrais de milh√Ķes de anos atr√°s. E antes que eu me esque√ßa, vai todo mundo que me contrariou tomar no cu!
GOSTAR DE MIM POR QUEM EU SOU E NAO PELA MINHA APARENCIA
Sério, de verdade, ser uma pessoa bonita não é fácil em nossa sociedade atual; não é só os olhares de desejo das mulheres e dos homens que me incomoda, e sim, o fato de ser só isso para as pessoas. Sou muito mais que apenas um cara bonito. Tenho qualidades além dessas, e saber que as pessoas não ligam para elas, pois estão entorpecidas de anseio pela minha formosura, me entristece muito.
Não suporto mais ser bonito. Tudo que eu queria era poder nascer de novo num corpo de uma pessoa feia, pois sério, vocês não sabem como me dói saber que por culpa de algo que nasceu em mim (a incrível beleza), serei rotulado eternamente por isso.
Eu trabalho, estudo, procuro, conheço, aprendo! Sou um ser-humano como qualquer outro e não só mais um rostinho bonito.
Pergunta antes de eu poder te namorar: Você é ocultista?
Essa é a pergunta de um milhão de dólares que raramente vejo sendo feita.
Se você ainda não for, pra se tornar minha namorada precisará ser e aqui está como fazer isso
√Č fato que a maior parte da literatura especializada ocidental acredita em Deus e Cristo, somente olhando-o por uma lente diferente. N√£o h√° um ritual que lhe aproxime de Deus, as coisas raramente s√£o t√£o simples. Entretanto, com estudo e medita√ß√£o o caminho come√ßa a ficar mais claro.
Entenda que não sou nenhum senhor da verdade, e o que te falo hoje posso descobrir ser mentira amanhã. Saiba também que um dos maiores problemas desse meio é a falta de um início claro, sendo as obras tidas como introdutórias porcarias completas. Dito isso, lhe respondo o seguinte:
  1. O caminho mais completo para se aproximar do que voc√™ quer come√ßa com no√ß√Ķes do pensamento Hel√™nico. Entenda que boa parte da vis√£o de mundo crist√£ vem da antiguidade cl√°ssica, principalmente as no√ß√Ķes de harmonia e belo. N√£o te pe√ßo para ler tudo o que j√° foi jogado ao ch√£o pelos gregos, mas saiba um pouco das origens das coisas. Tenha uma ideia b√°sica dos quatro humores gregos, e que essa √© uma das origens para atribuirmos personalidades aos elementos da natureza. Entenda um pouco dos seus deuses e Cosmos, porque eles ser√£o utilizados no futuro de forma metaf√≥rica em textos. Saiba que quando aparecer um hermafrodita em um texto especializado n√£o h√° conex√£o com desvios modernos, mas com um simbolismo mais antigo (Salvo engano, sua origem √© Plat√īnica. Mais especificamente, O Banquete, durante os discursos sobre amor).
  2. Entenda que boa parte da origem da magia ocidental vem da conflu√™ncia da cultura grega com a eg√≠pcia, incluindo a alquimia. A t√°bua esmeralda √© um texto obrigat√≥rio. Leia um pouco sobre o Axioma de Maria, A judia. Aprenda um pouco da simbologia alqu√≠mica, porque ser√° importante para voc√™ no futuro. √Č dentro da alquimia que ir√£o discursar sem final sobre a trindade (pelo menos os da corrente de Paracelso). N√£o se pretenda nenhum mestre dos espag√≠ricos, porque os qu√≠micos far√£o isso melhor do que voc√™. Entenda que n√£o havia essa separa√ß√£o absoluta entre o material e o espiritual, ent√£o os dois conhecimentos andaram juntos ao decorrer da hist√≥ria. Entenda tamb√©m que haviam escritores voltados especificamente para a alquimia espiritual, enquanto outros √† qu√≠mica.
  3. Estude a Cabala. Eu entendo que para alguns seja dif√≠cil dar aten√ß√£o √† Cabala Judaica com o surto conspiracionista chan√≠stico sobre a √≠ndole de todo um povo, mas querendo ou n√£o o juda√≠smo √© o Pai da f√© crist√£, sendo Jesus judeu. Entenda que a √°rvore da vida √© um estudo sobre Deus e suas emana√ß√Ķes, e dela vir√° uma boa parte de seu conhecimento.
  4. Leia as coisas atuais sobre o assunto. Dê atenção aos escritores herméticos, principalmente.
Ocultismo é um saco, pelo menos se você for estudar seriamente. Você pode perder a vida se tiver um projeto ambicioso como se aproximar de Deus.
Você também pode pular algumas etapas no que te falei. Sobre a parte do pensamento grego, saiba que boa parte é "dispensável". Dito isso, recomento que entenda um pouco sobre o funcionamento do Cosmos de Ptolomeu. Entenda também alguns dos símbolos planetários, porque seu entendimento irá lhe ajudar no futuro.
Pra me namorar tambéme tem que gostar dos animes:
Akame ga Kill! Akarui Sekai Keikaku Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Criminale! Dog Style Domina no Do! Eden no Ori Yu-gi-oh
Sobre assistir Yu-gi-oh; quando eu era adolescente, gostava (na época que passou na TV Globinho e era moda), mas hoje em dia não gosto mais; então não assistiria de novo.
Quanto às minhas lembranças marcantes de Yu-gi-oh:
Em 2003, Yu-gi-oh era moda e todo mundo na escola da quinta e da sexta série jogava com cartinhas piratas, já o pessoal da sétima e da oitava não se interessava. A propósito, em 2003 tiveram duas grandes modas de brinquedos baseados em animes, cartinhas de Yu-gi-oh e Beyblade. Outro brinquedo que todo mundo da quinta e da sexta série levava pra escola em 2003 depois que passou a moda de Yu-gi-oh e começou a moda da Beyblade era a Beyblade.
Outra lembrança marcante que tenho de Yu-gi-oh é que em 2003 na escola o pessoal criava suas próprias cartinhas, fazendo desenhos e estatísticas.
Fujimura-kun Mates Gantz Gou-Dere Bishoujo Nagihara Sora‚ô• Higurashi no Naku Koro ni Kai: Matsuribayashi-hen Hitsugi no Chaika Ichigo 100% Ichinensei ni Nacchattara In Bura!: Bishoujo Kyuuketsuki no Hazukashii Himitsu Jigokuren: Love in the Hell Jinzou Shoujo JoJo no Kimyou na Bouken Part 4: Diamond wa Kudakenai JoJo no Kimyou na Bouken Part 5: Ougon no Kaze JoJo no Kimyou na Bouken Part 6: Stone Ocean JoJo no Kimyou na Bouken Part 7: Steel Ball Run Kaibutsu Oujo Lucky‚ėÜStar Mahou no Iroha! Mahou Tsukai Kurohime Monster Hunter Orage Mujaki no Rakuen Needless Zero Nyotai-ka Onihime VS Oretama Perowan!: Hayakushinasai! Goshujinsama‚ô™ Re:Marina Rosario to Vampire Saitama Chainsaw Shoujo Sankarea School Rumble Shingetsutan Tsukihime Shocking Pink! Shurabara! Sora no Otoshimono Sora no Otoshimono Pico Akame ga Kill! Ana Satsujin Asu no Yoichi! Azumanga Daioh Balance Policy Black Cat BlazBlue: Remix Heart Chichi ga Loli na Mono de Choujigen Game Neptune: The Animation - Dengeki Comic Anthology Come Come Vanilla! Dorohedoro Nekopara Pet Toaru Kagaku no Railgun Magia Record: Mahou Shoujo Madoka‚ėÜMagica Gaiden Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita.Rikei ga Koi ni Ochita no de Shoumei shitemita. Isekai Quartet 2Isekai Quartet 2 Ishuzoku Reviewers Somali to Mori no Kamisama Eizouken ni wa Te wo Dasu na!Eizouken ni wa Te wo Dasu na! Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu.Itai no wa Iya nano de Bougyoryoku ni Kyokufuri Shitai to Omoimasu. Jibaku Shounen Hanako-kun Haikyuu!!: To the TopHaikyuu!!: To the Top Darwin's GameDarwin's Game Kyokou SuiriKyokou Suiri Plunderer
PRE REQUISITO: GOSTAR DE FILMES DE FAROESTE.
IMPORTANTE: Se você gosta de filmes de super heroi, pare de ler e va se foder.
Se você é assim, fique longe de mim.
N√ÉO QUERO AS MULHERES QUE: As que falam palavr√Ķes As que fumam As que usam drogas As que postam foto com bebida Que bebem (menos ūüć∑, isso √© coisa de dama) As que v√£o para balada, festa, rave etc As que postam fotos com short curto, decote ou sensuais
Há uma coisa que eu quero que você entenda sobre nós os homens.
Quando voc√™ colocar uma foto sua nua no facebook, fazendo uma pose gostosa, mostrando os seios ou como vemos em v√°rias fotos mostrando o bumbum ou deitada sedutoramente em sua cama, a √ļnica coisa que voc√™ faz √© que as pessoas tenham desejo sexual por voc√™, claro em A maioria dos casos por parte de homens.
Eu sei que voc√™ vai ficar t√£o emocionada com os 500 likes, 120 coment√°rios e as in√ļmeras mensagens privadas! Voc√™ vai querer postar cada vez mais fotos para se sentir cada vez mais no topo.
Mas há algo importante que você precisa saber:
Na verdade nenhum desses caras que gostam, comentam ou enviam mensagens privadas te ama. Tudo o que eles querem é usá-la e depois atirá-la para o lixo, para ser honesto nenhum deles a levaria para sua casa para ser sua esposa, acredite em mim, você para eles não é mais que uma menina de programa em busca de popularidade barata No Facebook.
Os homens ricos os que tem o que você procura "dinheiro" ou os pobres admiram as mulheres que se vestem com decência e se respeitam. Uma vestimenta decente que não revela muito o seu corpo, leva-os a amar e a respeitar-te, isto a simples vista nos diz que és uma mulher virtuosa, alguém a quem se pode levar para casa para ser esposa e mãe.
Isto em muitos casos diz-lhes que você foi criada com princípios morais e lhes dá detalhes do seu bom histórico familiar.
Eles n√£o se preocupam muito com a maquiagem excessiva, uma mulher digna de propor casamento sempre se distingue do monte, n√£o importa como.
Valoriza seu corpo, lembre-se que para encontrar diamantes é preciso cavar, respeita, e um verdadeiro homem vai te respeitar de um modo ou de outro.
Mas você terá muito respeito: Mulher, não mostre seu corpo no facebook, você não sabe que tipo de pessoas, venha suas coisas, você é uma mulher bela, não precisa de fotos, nem mostrar tanto, você pode conquistar com sua simpatia, com seu educacióncon seu sonrrisa,
As que j√° ficaram com amigos seus, ou que ficam com mais de 3 em um √ļnico ano As que n√£o trabalham ou estudam (ou que est√£o em um curso irrelevante de humanas) As que n√£o sabem o b√°sico de uma casa, como lavar, passar roupa, cozinhar, trocar fralda, etc As interesseiras As que est√£o pedindo presentes sempre As que j√° est√£o comprometidas As n√£o gostam de crian√ßas ou dizem que n√£o querem ter filhos (pessoas que n√£o querem ter filhos n√£o s√£o confi√°veis) As que tem piercing de bufalo
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2020.01.13 12:30 AntonioMachado [2012] Oliver James - Como desenvolver a inteligência emocional

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2019.12.29 03:12 altovaliriano Asha Greyjoy

Asha √© a terceira crian√ßa e √ļnica filha mulher de Balon Greyjoy e Alannys Harlaw. Ela era um crian√ßa que n√£o chamava a aten√ß√£o, mas cresceu para se tornar uma mulher atraente e ousada, que n√£o gostava da id√©ia de se tornar esposa de um Senhor, mas titular do direito √† Cadeira de Pedra do Mar.
Quando Theon deixou as Ilhas de Ferro, a imagem que tinha de Asha era uma garota com ‚Äúum nariz que mais parecia um bico de abutre, uma colheita madura de espinhas, e n√£o tinha mais peito do que um rapaz‚ÄĚ (ACOK, Theon II). Mas nenhum tipo de observa√ß√£o √© feita sobre seu comportamento. N√£o que Theon seja particularmente bom em observar ou julgar car√°ter. Mas ele √© pego de surpresa quando Tio Aeron lhe apresenta a perspectiva de que Asha poderia estar na linha de sucess√£o:
‚Äď Ambos os meus irm√£os est√£o mortos. Sou o √ļnico filho sobrevivente do senhor meu pai.
‚Äď Sua irm√£ est√° viva ‚Äď Aeron nem sequer ofereceu a Theon a cortesia de um relance.
Asha, Theon pensou, confuso. Era três anos mais velha do que ele, mas, mesmo assim…
‚Äď Uma mulher s√≥ pode herdar se n√£o houver nenhum herdeiro var√£o em linha direta ‚Äď ele insistiu em voz alta. ‚Äď N√£o aceitarei que me privem dos meus direitos, aviso.
O tio soltou um grunhido.
‚Äď Avisa um servo do Deus Afogado, rapaz? Voc√™ se esqueceu mais do que pensa. E √© um grande idiota se acredita que o senhor seu pai algum dia entregar√° estas ilhas sagradas a um Stark. E agora cale-se. A viagem j√° √© suficientemente longa mesmo sem a sua tagarelice de pombo.
(ACOK, Theon I)
Olhando em retrospectiva, este é um diálogo que faz pouco sentido. Aeron se recusa a aceitar a pretensão de Asha em razão de seu sexo e não é o tipo de homem que faria joguinhos psicológicos com Theon. Talvez seja uma sinalização que Martin inicialmente pensava em armar menos resistência à sucessão de Asha. Talvez a idéia seria que ela assumisse o trono durante o (abandonado) salto temporal de 5 anos depois de Tormenta de Espadas e que Euron reapareceria para destroná-la.
De toda forma, Asha cresceu sem irm√£os, mas foi criada pela m√£e ‚Äúpara ser ousada‚ÄĚ (AFFC, A Filha da Lula Gigante) e ainda menina era vista ‚Äúatirando machados em uma porta‚ÄĚ (AFFC, O Capit√£o de Ferro). Portanto, Asha desde cedo j√° podia ser contada como parte do seleto grupo de mulheres das Ilhas de Ferro que ‚Äútripulavam os dracares com seus homens, e dizia-se que o sal e o mar as modificavam, dando-lhes os apetites de um homem‚ÄĚ (ACOK, Theon II).
A m√° apar√™ncia, por√©m, √© algo que atormentou Asha durante o crescimento. De fato, durante a adolesc√™ncia, a filha da Lula Gigante teve um curto romance com Tristifer Botley que, segundo Asha, provavelmente foi iniciado porque ambos tinha rostos ‚Äúatormentados por espinhas‚ÄĚ (Botley era um dos cinco protegidos da m√£e de Asha, Alannys Harlaw, trazidos a Pyke para substituir os filhos perdidos com a Rebeli√£o Greyjoy de 287 DC). O affair foi descoberto e Botley foi enviado de volta para Fidalporto. Mas a coincid√™ncia que aconteceu foi que ambos os adolescente complexados pelas acnes se tornaram adultos bonitos.
Quando conhecemos Asha em A F√ļria dos Reis, GRRM demonstra a beleza de Asha fazendo com que Theon, sem saber que estava falando com a irm√£, sinta-se imediatamente atra√≠do por ela. O modo como Asha engana Theon revela como a garota sem predicados que ele conheceu na inf√Ęncia se tornou uma mulher independente e muito mais preparada para liderar com os Homens de Ferro do que ele.
O entrosamento entre Balon e Asha √© tang√≠vel nos livros, de modo que o Rei Greyjoy n√£o faz qualquer ressalva ou reserva sobre sua capacidade e direitos. Obviamente, a perspectiva de ser descartado em prol da irm√£ √© o que acende o fogo do ci√ļme e vaidade de Theon, levando-o a tomar Winterfell.
Por√©m, o que Theon deixa passar despercebido √© que Asha, por debaixo da persona arrogante, se deu ao trabalho de vir a Winterfell para tentar dissuad√≠-lo. Caso a rela√ß√£o de ambos tivesse come√ßado em outro p√©, talvez Theon n√£o teria confundido a defer√™ncia com uma tentativa de ecarnec√™-lo ou separ√°-lo de seu pr√™mio (o castelo dos Stark). √Äquela altura este era at√© um erro desculp√°vel da parte de Theon, pois at√© o leitor n√£o entendia perfeitamente as inten√ß√Ķes da irm√£ de Theon.
Quando Asha se torna POV em O Festim dos Corvos, entretanto, a pessoa que vemos é substancialmente diferente do que pensávamos. Asha é uma pessoa estranhamente sentimental.
Algu√©m que revela ter partido para a guerra com o ‚Äúcora√ß√£o pesado‚ÄĚ em deixar a m√£e para tr√°s porque temia que ela morresse em sua aus√™ncia. Algu√©m que, apesar do discurso b√©lico e entrosamento com o pai, ‚Äúsempre se sentira em casa em Dez Torres, mais do que em Pyke‚ÄĚ. Que dentre tantos modelos masculinos em seus tios paternos, preferia seu tio materno, Rodrik Harlaw, considerado menos viril, mas mais inteligente e melhor administrador. Algu√©m que, apesar de gostar de amores selvagens, importa-se com os sentimentos rom√Ęnticos de Tristifer Botley, a ponto de querer proteg√™-lo dela mesma ao inv√©s de simplesmente enxot√°-lo.
Em verdade, é curioso o efeito que o amor meloso de Tristifer tem sobre Asha. Na juventude, ela chegou a nutrir sentimentos por ele, mas algo mudou. Porém, mais do que simplesmente desapontada pela falta de ousadia de Botley, Asha foi acossada por uma investida diferente do rapaz:
[...] chamara aquilo de amor, at√© Tris come√ßar a falar dos filhos que ela lhe daria; pelo menos uma d√ļzia de filhos, e, oh, algumas filhas tamb√©m.
‚ÄúN√£o quero uma d√ļzia de filhos‚ÄĚ, dissera-lhe, aterrorizada. ‚ÄúQuero ter aventuras.‚ÄĚ
(AFFC, A Filha da Lula Gigante)
Alguém poderia arguir que o terror de Asha era simplesmente o medo do compromisso. Afinal, Asha estava carregando o peso de ser herdeira de Balon e não poderia se ver ligada a um segundo filho delicado como Tristifer. Contudo, o contexto no qual essa afirmação foi é revelador. Asha parece estar aterrorizada com a perspectiva de ter filhos.
A julgar pelo histórico de Asha, ter filhos é provavelmente um empreendimento a ser evitado. Sua mãe teve cinco filhos e a perda de 4/5 deles a transformou em outra pessoa. Uma pessoa fraca:
Alannys Harlaw nunca teve o tipo de beleza que os cantores apreciavam, mas a filha adorava seu rosto feroz e forte e o riso em seus olhos. Naquela √ļltima visita, por√©m, encontrara a Senhora Alannys num banco de janela, aninhada debaixo de uma pilha de peles, de olhos fitos no mar. Isto √© a minha m√£e, ou o seu fantasma?, lembrava-se de ter pensado ao beij√°-la no rosto.
(AFFC, A Filha da Lula Gigante)
Esta constata√ß√£o √© interessante por conta dos √ļltimos acontecimentos em A Dan√ßa dos Drag√Ķes. Asha Greyjoy tem um relacionamento brutal com um rapaz de apar√™ncia delicada, com quem ela transa antes de Stannis invadir e tomar Bosque Profundo. Asha estava √† procura do meistre do castelo para tomar ch√° da lua e evitar engravidar de Qarl, mas a invas√£o faz com que ela se esque√ßa da situa√ß√£o. Portanto, h√° uma possibilidade de que Asha esteja gr√°vida de Qarl, o Donzel.
Caso essas suspeitas tenham algum fundamento, algumas implica√ß√Ķes pr√°ticas e narrativas envolvem:
  1. A pretens√£o deste filho de Asha √† Cadeira de Pedra do Mar pode ser considerada mais qualificada do que a de Euron. ‚ÄúFilhos do sal podiam at√© mesmo ser herdeiros quando um homem n√£o tinha filhos leg√≠timos com sua esposa da rocha‚ÄĚ (TWOIAF, As Ilhas de Ferro);
  2. Asha teria que enfrentar a temida gravidez durante o inverno do Norte;
  3. A lealdade cega de Tristifer Botley pode vir a calhar muito para Asha durante a gestação.
A questão é que Asha, mesmo que Asha decida levar esta gestação adiante, qualquer oposição ao Olho de Corvo, pedindo uma nova Assembléia de Homens Livres levaria necessariamente à guerra. Se esta não era uma perspectiva que agradava Asha em O Festim dos Corvos (ela fica feliz ao saber que Aeron convocou uma Assembléia), será uma perspectiva ainda menos atraente em Os Ventos do Inverno.
Declara√ß√Ķes de GRRM
Perguntas
  1. Por que Aeron citou Asha como pretendente à Cadeira de Pedra do Mar em ACOK, mas a rejeitou em AFFC?
  2. Por que Asha tem mais afinidade com Tio Rodrik Harlaw do que com Balon Greyjoy?
  3. Asha realmente teme a gravidez em raz√£o do que aconteceu com sua m√£e?
  4. Asha deveria ter aceitado a proposta de Rodrik Harlaw e desistido da Cadeira de Pedra do Mar para se tornar herdeira de Dez Torres?
  5. Asha est√° gr√°vida de Qarl o Donzel?
  6. Um filho de Asha poderia ter direito a Cadeira de Pedra do Mar? A pretens√£o seria melhor do que a de Euron?
  7. Você vê paralelos entre Asha Greyjoy e Rhaenyra Targaryen?
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2019.11.16 21:43 rimbaud17 O luto de Elias Gro, Joao Tordo

O luto de Elias Gro é o romance mais atmosférico e intimista de João Tordo, um mergulho na alma humana, no que ela tem de mais obscuro e luminoso.

https://mega.nz/#F!IT4RAQDR!o4r0x05uToNHVq-e6AFJzw
Numa pequena ilha perdida no Atl√Ęntico, um homem procura a solid√£o e o esquecimento, mas acaba por encontrar muito mais.
A ilha alberga criaturas singulares: um padre sonhador, de nome Elias Gro; uma menina de onze anos perita em anatomia; Alma, uma senhora com um coração maior do que a ilha; Norbért, um velho louco que tem por hábito vaguear na noite; e o fantasma de um escritor, cuja casa foi engolida pelo mar.
O narrador, lacerado pelo passado, luta com os seus dem√≥nios no local que escolheu para se isolar: um farol abandonado, √† merc√™ dos caprichos da Natureza - e dos outros habitantes da ilha. Com o vagar com que mudam as esta√ß√Ķes, o homem vai, passo a passo, emergindo do seu esconderijo, fazendo o seu luto e descobrindo, numa travessia de alegria e dor, a medida certa do amor.
Sobre O luto de Elias Gro: ¬ęO luto de Elias Gro h√°-de guardar lugar pr√≥prio e intransmiss√≠vel entre as melhores obras da Literatura Portuguesa contempor√Ęnea.¬Ľ Jo√£o Gobern, Jornal de Letras
¬ęUm retrato √≠ntimo da mortalidade.¬Ľ Isabel Lucas, P√ļblico
¬ęO melhor romance de Tordo.¬Ľ Jos√© M√°rio Silva, Expresso
Sobre a obra de Jo√£o Tordo: ¬ęTemos escritor.¬Ľ Pilar del R√≠o
¬ęO Pr√©mio Jos√© Saramago merece este criador. E Jo√£o Tordo faz jus pleno a um pr√©mio que leva a not√°vel chancela Saramago.¬Ľ Nelida Pi√Īon
¬ęUma das melhores vozes da fic√ß√£o portuguesa.¬Ľ Francisco Jos√© Viegas, Correio da Manh√£
¬ęUm grande romancista que nos redime do horror, como os grandes mestres, pela for√ßa misteriosa da escrita.¬Ľ Ant√≥nio Pedro Vasconcelos,Sol
¬ę[Biografia involunt√°ria dos amantes tem] um absolutamente inolvid√°vel quarteto de personagens criadas por Jo√£o Tordo, que desafiar√° durante muito tempo a imagina√ß√£o dos futuros escritores portugueses.¬Ľ Miguel Real, Jornal de Letras
¬ę[Biografia involunt√°ria dos amantes] √© um livro desmesuradamente inteligente que testa os limites da verosimilhan√ßa entre a vida e a literatura.¬Ľ Rui Lagartinho, Time Out
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2019.11.04 23:10 PeruActivo O autoclismo

Estávamos em Manila e tínhamos decidido ir ao Chica Menuda, um restaurante de estilo espanhol, com empregados trajados a rigor, com todos os apetrechos e apeiros distintivos da mais pura hispanidade andaluza.
As serventes saraquitavam num vaiv√©m atarefado, pautado pelo ruge-ruge vermelho vivo dos folhos dos seus vestidos de sevilhana. Uma rosa vermelha, encarrapitada nos longos e lustrosos cabelos negros apanhados de uma delas, cumprimentou-nos sorridente, quando se aproximou da mesa para nos perguntar o que √≠amos tomar. E um garrido fajuto, desenhado √† pressa no canto do l√°bio superior, encarquilhou-se de d√ļvidas e hesita√ß√Ķes, quando nos tentou explicar num ingl√™s mal-amanhado, e depois num espanhol pior ainda, o conte√ļdo da ementa.
O repasto foi chegando em grandes e repimpadas travessas. A refei√ß√£o transcorreu pela noite dentro. As copadas de vinho cantavam de alegres e sucediam-se umas √†s outras de enfiada. A animada cavaqueira transbordava da mesa, em estrondosas barrigadas de riso ou nos exaltados arroubos de emo√ß√£o que atonavam na voz dos que contavam desbragadas pataratas rom√Ęnticas ou ousados relatos das suas aventuras rocambolescas pelo sudeste asi√°tico.
Aos poucos e poucos, a noite foi avan√ßando. A lufa-lufa de sevilhanas e de homens de chap√©u de aba e jaquet√£o negros, a estugar pelas coxias das mesas amainou. O restaurante come√ßou aos poucos esvaziar-se. A anima√ß√£o da conversa serenou-se naturalmente e o ambiente adquiriu um natural estado de acalmia divertida, mas ronceira. E eis sen√£o que, depois daquele op√≠paro banquete, de propor√ß√Ķes dignas de um festim romano, senti o chamamento da natureza a roncar dentro de mim. Para poupar os meus convivas aos nada sedutores borborigmos que me tamborilavam no bombo intestinal, escapuli-me de mansinho, rumo ao trono latrin√°rio.
Serpenteio por entre as mesas, de n√°degas apertadas e passos curtos. Passo por um servente, que me faz um cumprimento baixando a aba do chap√©u e que, depois de um aflitivo impasse lingu√≠stico em que lhe tento perguntar pelo WC ou os Lavabos e ele me encara com interroga√ß√Ķes franzidas nos olhos, l√° me indicou a casa de banho, ao fundo da sala, por um v√£o de escadas acima.
Entro pela porta que diz caballeros, cifrada com a silhueta de um toureiro. O interior √© sum√°rio. Resume-se a uma sanita, com um autoclismo de puxar, que pende do tecto por uma corrente e se remata numa esfera dura de pl√°stico negro na ponta. N√£o me ponho com grandes contempla√ß√Ķes, levanto o tampo, sento-me e ponho fim √†quele aperto.
Depois de estar despachado o servi√ßo, quando vou a puxar pela corrente do autoclismo, j√° a contar com o al√≠vio espiritual do ru√≠do da descarga, fico s√≥ com o inquietante tlaque mec√Ęnico da alavanca interna do autoclismo a bater no sif√£o e mais nada. O autoclismo n√£o descarrega.
Torno a puxar da corrente com mais força. Nada.
Dou uma s√©rie de pux√Ķes. Os elos da corrente chocalham a bater uns nos outros, a alavanca do mecanismo martela meia d√ļzia de tlaques, mas o refluxo da √°gua, nem v√™-lo nem ouvi-lo.
Fico pasmo a olhar para a sanita, para o poio flutuante que me encara com uma impertin√™ncia indignada. ‚ÄúE agora?‚ÄĚ penso de mim para mim.
‚ÄúVou-me embora? Deixo isto assim?‚ÄĚ relanceio para a porta.
‚ÄúN√£o, n√£o posso fazer isso. Est√° c√° pouca gente, eles v√£o saber logo que fui eu‚Ķ Al√©m disso, tu tens essa cara-podre de sair l√° fora, como se n√£o fosse nada contigo? √Čs uma dessas pessoas?‚ÄĚ
Inspiro fundo, para aclarar as ideias, mas o miasma fétido inunda-me as narinas e traz-me lágrimas aos olhos.
‚ÄúTenho de avisar algu√©m, para ‚Äútratar‚ÄĚ disto.‚ÄĚ
Saio da casa de banho e, √† boca das escadas, procuro avistar algum dos empregados. O mesmo homem que me indicara a casa-de-banho ainda estava ali postado, no mesmo s√≠tio de antes. Envergonhadamente, aproximo-me dele tripetrepe. Toco-lhe no ombro e, com uma express√£o compungida, incapaz de o encarar, balbucio qualquer coisa em ingl√™s para lhe dizer que o autoclismo n√£o funciona. O homem n√£o me entende. Com um sorriso solicito, torna a apontar-me l√° para cima e diz-me num sotaque cerrado ¬ęyes, toilet¬Ľ, enquanto acena vivamente. Tento explicar-lhe que n√£o √© isso. J√° n√£o estou √† procura do quarto-de-banho. A express√£o do homem desfaz-se em total desentendimento. Tento explicar-lhe por gestos, mas os meus dotes de mimo s√£o deplor√°veis. De maneira que parei a meio de uma rebuscada explica√ß√£o, em que estava a fazer com a m√£o esquerda um punho aberto (em forma de copo) ‚Äď neste caso a sanita- e com dois dedos da m√£o direita que entravam e saiam do copo/sanita ‚Äď a tentar simbolizar a √°gua do autoclismo. At√© porque o homem estava claramente a tentar conter o riso.
Pedi-lhe ent√£o por gestos que me seguisse at√© ao quarto-de-banho, para lhe poder mostrar o problema. Mas a√≠ o homem at√© deu um passo para tr√°s, de olhos arregalados e cenho cerrado, como se lhe tivesse acabado de fazer uma proposta obscena. ¬ęNo, no¬Ľ respondeu-me, gesticulando de dedo espetado, en√©rgica e vivamente. Apontou-me ainda para uma das colegas, vestida de negro, advertindo-me, por√©m, com um gatimanho do polegar a esfregar no indicador e no dedo do meio estendidos, que teria de haver alguma esp√©cie de contrapartida monet√°ria para aquilo que ele achava eu estava a propor.
Fiz que ¬ęn√£o¬Ľ veementemente, que ¬ęn√£o era isso¬Ľ. E depois de muita insist√™ncia, l√° consegui convencer o homem a acompanhar-me, a contragosto, ao interior do quarto-de-banho dos homens. Engoli em seco e, com o dedo esticado, apontei para o interior da sanita. O poio boiante cumprimentou o empregado com uma cara de poucos amigos. O homem encarou-me com uma mescla surrealista de horror, surpresa e indigna√ß√£o. No trejeito que lhe ocupou o rosto algo exclamava ¬ęn√£o me pagam que chegue para aturar estas merdas¬Ľ. Depois, teatralmente assinalei o autoclismo, como uma menina de um concurso de televis√£o √© capaz de passear as m√£os em redor de uma montra de pr√©mios.
E quando fui finalmente puxar da corrente, para lhe explicar a avaria, uma descarga de √°gua jorrou pelo sif√£o e fez desaparecer o poio pelo cano abaixo.
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2019.08.09 02:50 animesonlinevip Uma plataforma completa de Streaming de animes e Desenhos Animados para você assistir de graça.

Mas o que é o anime?

Anime √© uma esp√©cie de desenhos animados, sendo produ√ß√Ķes de anima√ß√Ķes japonesas as quais podem ser desenhos criados √† m√£o, ou, por computador.
O anime japon√™s utilizam de uma linguagem e conte√ļdo mais criativo com tramas extremamente fascinantes, tem como por excel√™ncia cenas com qualidade de arte e uso intensivo de tecnologias de anima√ß√£o com grandes efeitos de cinema.
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A maioria dos animes trazem pessoas com formas bem angulares, com traços feitos à mão e mais suave com a realidade.
Outros são impressionantes aos olhos com cores fortes e chamativas, com lugares majestosos, com muito luxo e poder, enquanto, para outros, o ambiente se passa em outro universo com novas raças de seres, como magos, ninjas, animais, ou, mescla destes, seres mitológicos e muito mais! A imaginação não tem limites!
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2019.07.10 21:09 hugorpds Trilogia Langani de Barbara & Stephanie Keating [EPUB + MOBI]

Livros: "Irmãs de Sangue", "Um Fogo Eterno" e "Luz Efémera"

Uma saga apaixonante...
Existem livros que criam la√ßos imagin√°rios, de cores profundas e marcantes, que nos abra√ßam e n√£o nos largam at√© que a magia deste abra√ßo se dissolva pelo virar das √ļltimas p√°ginas. Existem hist√≥rias que nos emocionam. A Trilogia Langani √© uma dessas hist√≥rias.

SINOPSE livro 1 "Irm√£s de Sangue"
Qu√©nia, 1957. Durante a inf√Ęncia, tr√™s meninas de meios sociais muito diferentes tornam-se irm√£s de sangue: a irlandesa Sara Mackay, a afric√Ęnder Hanna van der Beer e a brit√Ęnica Camilla Broughton Smith juram que nada nem ningu√©m quebrar√° o la√ßo que as une. Mas o que o futuro lhes reserva vai p√īr √† prova os seus sonhos e certezas. Separadas pela dist√Ęncia e pelas obriga√ß√Ķes familiares, as tr√™s jovens s√£o atiradas para um mundo de interesses em conflito. Camilla alcan√ßa o sucesso como modelo na animada Londres da d√©cada de 1960; Sarah Mackay √© enviada para a universidade na sua Irlanda natal, uma experi√™ncia penosa que apenas fortalece a sua determina√ß√£o de voltar para √Āfrica; e a fam√≠lia de Hannah Van der Beer esfor√ßa-se para manter a fazenda que os seus antepassados afric√Ęnderes erigiram na viragem do s√©culo. Os seus la√ßos ser√£o constantemente postos √† prova e, a par do exotismo de √Āfrica, a sua amizade ser√° pano de fundo para interesses amorosos cruzados e promessas quebradas.

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SINOPSE livro 2 "Um Fogo Eterno"
Três mulheres em busca de amor e redenção, na apaixonante sequela de Irmãs de Sangue
Hannah, Sarah e Camilla partilharam uma inf√Ęncia m√°gica e feliz no Qu√©nia. Anos depois, as tr√™s jovens mulheres regressam √†s terras altas da √Āfrica Oriental e √†quele que √© agora um pa√≠s independente.
Hannah luta para preservar a sua mem√≥ria na fazenda Langani, alvo de uma s√©rie de ataques violentos que amea√ßam a sua seguran√ßa e casamento. Sarah est√° a estudar o comportamento dos elefantes numa zona perigosa devido √† ac√ß√£o de ca√ßadores furtivos, refugiando-se no trabalho para superar a morte do seu amor de inf√Ęncia. Camilla, um √≠cone mundial da moda, abandona a sua carreira em Londres e regressa ao Qu√©nia por amor a um carism√°tico ca√ßador e guia de saf√°ris. Mas um segredo paira sobre elas. Com a ajuda de um ambicioso jornalista indiano, elas v√£o desvendar a verdade por detr√°s da morte do noivo de Sarah e dos constantes ataques √† fazenda e √†s suas vidas. As paix√Ķes e prova√ß√Ķes por que passam estas inesquec√≠veis hero√≠nas, unidas uma vez mais pela amizade e pelo amor ao pa√≠s das suas inf√Ęncias, fazem de Um Fogo Eterno um romance √©pico e magn√≠fico.


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SINOPSE livro 3"Luz Efémera"
Hannah e o marido s√£o donos da fazenda Langani e do Safari Lodge. Juntos, lutam para preservar a vida selvagem e as suas terras, amea√ßadas por ca√ßadores furtivos e funcion√°rios governamentais corruptos. Contudo, vai ser a rela√ß√£o entre a filha de ambos e um rapaz africano a constituir o verdadeiro teste √† uni√£o familiar. Por seu lado, Sarah √© uma reputada fot√≥grafa e investigadora da vida animal. A morte do seu amor de inf√Ęncia marcou com viol√™ncia a sua entrada na idade adulta; tantos anos depois, procura ainda recuperar a inoc√™ncia perdida. Camilla conseguiu vingar no exigente mundo da moda e parece estar prestes a viver plenamente o seu grande amor ao lado do carism√°tico guia de saf√°ris Anthony Chapman. Mas uma triste reviravolta ensombra a vida de ambos e amea√ßa agora estilha√ßar os sonhos que em tempos partilharam.


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2019.04.24 04:36 Kira119181 Perdi minh√£ melhor amiga

Oi gente. Sou novo aqui. Qualquer coisa q eu esteja fazendo errado, me desculpem. √Č o seguinte. No inicio deste ano minha amiga parou de falar cmg. √Čramos amigos desde 2011, quando a conheci no ensino m√©dio. A considerava como minha irm√£ de t√£o parecidos que somos e por sempre contarmos um com o outro. Sempre desabaf√°vamos juntos, eu contava meus problemas pra ela e ela contava os dela pra mim. S√≥ que quando acabou o ensino m√©dio, ela saiu do rio, foi para outro estado e se casou com um cara mt dificil de lidar, e ele tinha ciumes dela cmg. Nunca senti atra√ß√£o por ela, sempre a vi como minha irm√£zinha de fato. Mas com isso tudo, ficou mt dificil de falar com ela. Em 2012, o marido dela me bloqueou do facebook dela (ele tinha acesso) e ficamos 3 anos sem nos falar. Segundo ela, como ela n√£o tinha computador nem um celular decente, ela nem sabia q eu tava bloqueado. Depois, em 2015 percebi que ela tinha me desbloqueado pq vi ela comentar um post de um amigo em comum. Fui la, adicionei e voltamos a nos falar. Ano passado ela engravidou e seria o seu segundo filho, j√° tinha uma menina. Mas agr em 2019, no inicio de Fevereiro, ela surtou. N√£o sei se foi por conta da gravidez, mas ouvi casos onde a pessoa surtava na gravidez por causa dos muitos horm√īnios liberados (me corrijam se eu estiver errado). No dia anterior, a noite, eu tava conversando com ela sobre uma menina que eu gostei recentemente e tava sofrendo mt por ela (n√£o era a primeira vez, pois sempre desabafava sobre essa menina com ela). Mas ela me pareceu mt estranha na conversa, n√£o parecia ela. No dia seguinte, pedi pra ela me mandar um audio, pra ver se tava tudo bem com ela, ou se o marido dela tinha pego o cel dela novamente sem ela saber e tava se passando por ela (ele j√° fez isso antes). Ent√£o foi a√≠ que ela deu um ataque e me xingou de uma forma horr√≠vel (por audio), tanto que eu fiquei horrorizado quando ouvi. Nunca a tinha visto daquele jeito. E desde esse dia, nunca mais falou cmg, nem me procurou, nem nada do tipo. N√£o sei se realmente fiz algo errado, pq no audio ela dizia que eu julgava mt ela, que eu n√£o me importava. N√£o lembro de ter feito nada contra ela pra ela ter me tratado desse jeito. Enfim, o certo seria eu tentar procura-la de alguma forma, tentar conversar com ela mas n√£o tenho coragem, tenho medo dela me tratar pior e eu sair mais mal ainda. At√© pq tenho problemas de ansiedade e me desabafar com ela era uma forma de aliviar um pouco esse estresse q eu tinha por estar gostando de uma pessoa que n√£o me correspondeu. Ela tbm sempre desabafou cmg sobre um monte de coisas. Mas do nada ela veio e ainda disse que eu n√£o tava sendo amigo dela. Foi mt s√©rio pra eu apenas desculpar ou relevar de uma forma simples. Bom, √© isso. Agrade√ßo a quem leu at√© o final, e desculpem se o texto √© muito grande. Grato.
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2019.04.07 20:23 fidjudisomada Primeira Liga 2018/9, #28: CD Feirense 1-4 SL Benfica

L√ćDER COM P√ČS E CABE√áA

O Benfica n√£o deixou para a segunda parte o que poderia virar na primeira e, com finaliza√ß√Ķes de Pizzi e Andr√© Almeida, colocou-se em vantagem no terreno do Feirense, embalando depois para o 1-4, o seu 12.¬ļ triunfo nas √ļltimas 13 jornadas da Liga NOS.
Com 77 golos marcados (18 tiveram a assinatura de Seferovic, o artilheiro-mor da Liga NOS) e 69 pontos colhidos, os encarnados têm o melhor ataque e comandam a prova. Faltam seis finais!
As primeiras iniciativas atacantes no relvado do Estádio Marcolino Castro pertenceram ao Benfica e, aos 7', João Félix teve espaço na área para visar a baliza guardada por Caio Secco, mas o esférico embateu no corpo de um defensor.
A lutar pela sobrevivência na Liga NOS, o Feirense atreveu-se e fez pela vida, procurando chegar-se à grande área encarnada. Aos 10', aproveitando um cruzamento executado na direita por Edson Farias, João Silva escapou à marcação e, sobre o segundo poste, finalizou a jogada com um cabeceamento para as redes (1-0).
Somar três pontos nesta visita a Santa Maria da Feira era a missão do Benfica e a equipa, que teve Samaris e Florentino no eixo do meio-campo, depressa reagiu à desvantagem, mas os remates (de Pizzi e João Félix) ou eram bloqueados, ou erravam o alvo.
De bola parada, o Feirense colocou a bola no interior da baliza encarnada aos 20', mas o lance não contou, porque um jogador do Feirense estava em posição irregular e fez-se à bola batida por Vítor Bruno, prejudicando a ação de Odysseas. Lance prontamente invalidado.
Depois da meia hora, Taarabt (uma estreia como titular) passou por cinco adversários e chutou à figura de Caio Secco (31'). Pizzi também esteve perto de igualar num disparo aos 31', mas o guardião do Feirense voltou a evitar. O 1-1 aconteceria aos 40' na transformação de um pontapé de penálti convertido por Pizzi (nono golo na prova), um castigo a penalizar infração cometida por Ghazal sobre o mesmo Pizzi. A falta existiu, mas, para ser sancionada, foi necessária a intervenção do videoárbitro e posterior visionamento das imagens do lance por parte do árbitro João Pinheiro.
Antes do intervalo (e já depois de um golo anulado a João Félix, aos 42', por fora de jogo), dentro dos três minutos de tempo adicional concedidos pela equipa de arbitragem, o Benfica alcançou o 1-2. Pizzi, num canto à direita, colocou a bola no interior da área, Samaris, vencendo o primeiro duelo, endossou o esférico para a zona onde estava André Almeida e este, de pé direito, não perdoou (45'+2').
No recome√ßo do desafio viu-se um Benfica a carregar pelo 1-3, que conseguiria faturar logo aos 49' num sensacional chap√©u de Seferovic, que, de primeira, depois de ver Caio Secco fora dos postes, atirou de p√© esquerdo com precis√£o m√°xima. O internacional su√≠√ßo refor√ßava o estatuto de melhor marcador da Liga NOS, apontando aqui o 17.¬ļ golo nesta edi√ß√£o da prova.
O Benfica tinha os tr√™s pontos nas m√£os e n√£o permitiu que os mesmos lhe fugissem. Controlou, geriu, atacou, defendeu, ripostou, ganhou cantos (√† esquerda e √† direita), refrescou-se (Jonas, Cervi e Gedson renderam Jo√£o F√©lix, Taarabt e Pizzi) e ainda marcou mais um golo. Aos 89', na segunda vaga de ataque depois do canto cobrado por Cervi na direita, Grimaldo, no corredor contr√°rio, cruzou para o cabeceamento mort√≠fero de Seferovic, o finalizador-mor da competi√ß√£o, que assim elevou a sua conta pessoal para 18 golos. J√° o lateral espanhol ampliou para oito o n√ļmero de assist√™ncias na Liga NOS 2018/19.
Os pr√≥ximos dois jogos do Benfica na Liga NOS s√£o no Est√°dio da Luz, enfrentando V. Set√ļbal (29.¬™ jornada) e Mar√≠timo (30.¬™).

BRUNO LAGE: "ESTE √Č O BENFICA QUE EU QUERO"

Bruno Lage, em conferência de Imprensa, fez a análise ao triunfo do Benfica sobre o Feirense (1-4) em Santa Maria da Feira para a 28.ª jornada da Liga NOS. O técnico das águias sublinhou a exibição em crescendo e afirmou que agora não é "jogo a jogo", mas sim "final a final".
Uma exibição em crescendo
"Jogámos num campo muito difícil e contra uma grande equipa. Independentemente da posição que ocupa na tabela, o Feirense é uma belíssima equipa, está recheado de grandes valores, tem um treinador de grande nível, que tem feito o seu percurso de uma forma fantástica. A entrada no jogo foi um pouco dividida e sofremos um golo numa situação em que o Feirense é muito forte. Houve uma falha nossa que permitiu o golo. A nossa exibição foi em crescendo a partir desse momento. Chegámos ao intervalo a liderar o resultado e depois na segunda parte tivemos uma entrada de campeão, que era aquilo que tínhamos de fazer, ir à procura do nosso terceiro golo e a partir de aí controlar o jogo. Foi uma vitória justa, num campo muito difícil, perante uma belíssima equipa e num grande jogo."
Saber aproveitar o melhor timing
"Temos de ter paciência na circulação, não entrar em ansiedade. Houve um momento em que começámos a cruzar cedo demais e, perante esta equipa e esta organização, tínhamos de ter muita paciência, saber construir bem, isolar um pouco aquilo que é a pressão dos dois homens da frente, procurar os corredores laterais e, se estivessem fechados, tentar procurar o corredor contrário. Há que ter paciência para fazer as coisas bem, não entrar em ansiedade, e acho que a equipa fez isso bem."
A presença de Taarabt no onze
"O objetivo era procurar a sua qualidade individual, que √© muita, e procurar os espa√ßos interiores. Percebemos que podia ligar muito bem com o Grimaldo e foi isso que aconteceu. √Č um jogador que liga bem e, como joga de frente para o jogo, reconhece o espa√ßo quando joga de costas e quando joga entre linhas. Recebe muito bem e depois tem uma forte liga√ß√£o com os homens da frente, com o Seferovic, com o Jo√£o, com o Pizzi e mesmo com o Grimaldo a passar-lhe pelas costas. Foi essa a nossa inten√ß√£o e estamos muito satisfeitos com o Adel, porque regressou e est√° a dar o contributo √† equipa, mas tamb√©m estamos plenamente satisfeitos com toda a gente que trabalha diariamente connosco."
Este é o apoio. A vitória é para os adeptos
"Vou contar-vos aqui um epis√≥dio... No ano passado estava como adjunto de Carlos Carvalhal no Swansea e viv√≠amos uma situa√ß√£o semelhante √† do Feirense. Est√°vamos no √ļltimo jogo, precis√°vamos de vencer o desafio por muitos golos, quatro ou cinco golos [para ficar na Premier League]. Mesmo numa situa√ß√£o muito dif√≠cil e praticamente com a descida de divis√£o garantida, eu tinha este h√°bito de ir ver a relva, de perceber a atmosfera do jogo, e houve um menino que estava √† porta do t√ļnel com um cartaz que dizia: 'Para o ano c√° estarei a continuar a apoiar'. Aquilo tocou-me de tal maneira que a equipa estava a descer e o menino dava o exemplo. Peguei no cartaz, levei-o ao balne√°rio e dei-o aos jogadores para eles assinarem. Esta hist√≥ria serve para dizer que a seguir √† confer√™ncia de ontem [s√°bado], onde de alguma forma falei diretamente para os nossos adeptos, houve uma menina, a Diana, que me deu um desenho com o mesmo significado: 'M√≠ster, c√° estaremos para vos apoiar'. Isto √© que √© fundamental, as crian√ßas j√° perceberam a mensagem e eu acho que os adultos tamb√©m v√£o perceber. Este √© o Benfica de apoio, o √ļnico Benfica, dos nossos adeptos, e mesmo a chover... Esta vit√≥ria √© para eles! Este √© o nosso Benfica e o apoio que esta equipa merece j√° n√£o √© jogo a jogo, agora √© final a final. Acredito que, com o apoio dos nossos adeptos, vamos disputar todos os jogos como fizemos hoje."
Jogar antes ou depois dos advers√°rios diretos
"Independentemente de jogar antes ou depois a press√£o vai existir ‚Äď para quem quer ser campe√£o, para quem est√° a lutar pelas competi√ß√Ķes europeias e para quem est√° a lutar para n√£o descer de divis√£o, porque faltam 18 pontos para qualquer das equipas e para qualquer dos objetivos, por isso essa press√£o √© inerente a qualquer das equipas em fun√ß√£o dos objetivos finais. O nosso √© o de vencer, de ganhar, de terminar em 1.¬ļ lugar e sabemos disso. O que temos bem ciente √© que dependemos apenas de n√≥s e, fazendo bem o nosso trabalho e conquistando os tr√™s pontos, vamos andar sempre nesta posi√ß√£o."
Com estes adeptos somos um Benfica
"Nos próximos desafios vamos jogar com equipas que também estão a lutar pela vida, precisam de pontos para a manutenção e vão ser jogos muito difíceis, mas aquilo que eu sinto é que, seja a jogar em casa ou a jogar fora, com o apoio destes adeptos nós tornamo-nos apenas um Benfica, e é este o Benfica que eu quero e que eu desejo até ao final do campeonato."

Coisas e Loisas

  • Adel Taarabt titular pela 1¬™ vez com a camisola do Benfica em jogos oficiais. √Č apenas a 2¬™ participa√ß√£o do jogador na Liga - participou em 19 minutos do Benfica x Tondela;
  • Pizzi marca pela 11¬™ vez em 2018/2019. O m√©dio iguala a 2¬™ melhor marca da carreira no que toca √† concretiza√ß√£o: 13 - 2016/2017; 11 - 2010/2011 e 2018/2019;
  • Andr√© Almeida marca pela 2¬™ vez em 2018/2019. √Č a 3¬™ √©poca consecutiva em que o lateral chega ao par de golos pelo Benfica;
  • Pen√°ltis de Pizzi com o Benfica: vs Arouca (2014/2015) - golo; vs V. Set√ļbal (2014/2015) - golo; vs V. Guimar√£es (2016/2017) - falhado; vs PAOK (2018/2019) - golo; vs Sporting (2018/2019) - golo; vs Nacional (2018/2019) - golo; vs Feirense (2018/2019) - golo;
  • Haris Seferovic chega ao golo n√ļmero 21 em 2018/2019. Marcou em 10 das √ļltimas 11 jornadas da Liga;
  • Haris Seferovic tem mais golos na Liga que o Feirense: Golos do Feirense: 17; Golos de Seferovic: 18;
  • Em 13 jornadas com Bruno Lage, o Benfica marcou 3 ou mais golos em 8 ocasi√Ķes: Rio Ave, Boavista, Sporting, Nacional, Aves, Chaves, Moreirense, Feirense;
  • Haris Seferovińá marca pela 22¬™ vez em 2018/2019. √Č o quarto bis do avan√ßado na atual temporada;
  • Bis de Haris Seferovic em 2018/2019: Benfica 4x2 Rio Ave - Bruno Lage; Benfica 5x1 Boavista - Bruno Lage; Benfica 10 Nacional - Bruno Lage; Feirense 1x4 BENFICA - Bruno Lage;
  • Benfica regressa √†s vit√≥rias, depois da derrota contra o Sporting na Ta√ßa de Portugal. Os encarnados ganharam 12 das √ļltimas 13 jornadas da Liga;
  • Bruno Lage na Liga: 13 jogos; 12 vit√≥rias; 1 empate; 0 derrotas; 46 golos marcados; 9 golos sofridos;
  • Melhores marcadores da Liga: 18 - Haris Seferovic; 15 - Bruno Fernandes; 14 - Bas Dost e Dyego Sousa;
  • Mais assist√™ncias na Liga:15 - Pizzi; 11 - Bruno Fernandes; 8 - Corona, Andr√© Almeida, Alex Grimaldo.

Multimédia

Eleição do MVP

Talking Points

Prepar√°mos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam √† vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observa√ß√Ķes e expressar opini√Ķes:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Est√° satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benef√≠cio da vis√£o a posteriori, que altera√ß√Ķes farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais s√£o os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos o Eintracht Frankfurt na próxima partida, no Estádio da Luz, em jogo a contar para as quartos-de-final da UEFA Europa League2018/9. Quais as perspetivas?

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2019.03.26 04:00 jesmbc Sobre crianças e psicopatas

Notas: esse texto não é sobre crianças psicopatas e nem tampouco procura estimular relacionamentos entre pessoas de faixas etárias distintas.
Nesse domingo, eu estive em uma dessas megalojas que est√£o pululando pelo Brasil (daquelas que apoiam nosso ilustr√≠ssimo presidente) , de cima a baixo, at√© que estava dando uma olhada no setor de ovos de p√°scoa e eletros - que √© curiosamente pr√≥ximo das g√īndolas de brinquedos - at√© que uma mocinha de no m√°ximo doze anos iniciou uma conversa comigo sobre as pistolas Nerf. Essa foi uma das intera√ß√Ķes mais sinceras que tive nos √ļltimos anos, sem interesses escusos, sem maldade, sem ‚Äúentrelinhas‚ÄĚ. Mas para eu poder me fazer entender, preciso dar um background sobre mim e certas coisas que aconteceram comigo nos √ļltimos anos.
Como sou um jovem adulto (um pouco mal resolvido) e apesar de um pouco introvertido, j√° posso dizer que tive meus ‚Äúpequenos romances‚ÄĚ e tamb√©m minhas desventuras. Mas h√° uns anos atr√°s, passei por uma das piores situa√ß√Ķes que tive com uma menina: quando a conheci, ela parecia perfeita, completamente interessada em mim, me dava aten√ß√£o, fazia tudo pra me agradar. Cheguei a frequentar a casa dela por algumas vezes, mas eu sentia que alguma coisa n√£o estava certa, estava tudo dando certo demais, muitos sorrisos e cuidados. Mas, com o tempo acabei me entregando de bandeja, e em pouco tempo fazia todas as vontades da dita, sem pestanejar, sendo usado e vitimado por chantagens e jogos de palavras (como por exemplo ‚Äúvenha pra c√° que eu vou fazer um cachorro quente pra tu molhar a salsicha no molho‚ÄĚ). √Č √≥bvio que tenho uma parcela de culpa (ca√≠ no papinho) e ainda assim fui at√© as √ļltimas consequ√™ncias.
Eu levei tempo pra perceber que os sorrisos eram falsos, os carinhos eram rasos e nada al√©m de objetivos pessoais estavam em jogo. Desfecho da hist√≥ria: tive que suportar a frustra√ß√£o de ver a pessoa que tanto me atra√≠a com outro cara, de m√£o dada, no meio da rua. E pra mim, que conheci uma pessoa que s√≥ ri da boca pra fora, que s√≥ responde as mensagens quando quer, inventa hist√≥rias mirabolantes pra criar empatia e que nem ao menos boceja, n√£o passa de uma psicopata (n√£o esses de filme, apenas uma pessoa com um ‚Äúparafuso a menos‚ÄĚ) que n√£o tem a menor empatia com o outro.
Quanto a mim, passei um tempo em que tive que digerir a frustra√ß√£o com um sorriso no rosto, tive que transformar a tristeza em motiva√ß√£o pra terminar meus trabalhos do semestre. Fiquei abalado mas reagi a como quem leva um soco na cara, cai, levanta e sobe no √īnibus pra ir pra casa, como se nada tivesse acontecido. De alguma maneira, suprimi tudo aquilo e tentei transformar em algo bom.
Por√©m, o sentimento que carrego hoje ainda √© o de que n√£o posso confiar em mais ningu√©m (que n√£o seja √≠ntimo), minha autoestima que j√° era baixa piorou e ainda assim, n√£o consigo mais ver motiva√ß√£o em ir atr√°s de uma potencial parceira. Tudo que consigo ver √© maldade, interesse e fingimento em rela√ß√Ķes. Isso mudou um pouquinho ontem.
Quando eu estava vendo as pistolas Nerf (aquelas com dardos de pl√°stico), vejo que chega perto de mim uma mocinha de uns dez anos, e come√ßa a conversar sobre os brinquedos, dizendo que as pistolas de dardos eram muito legais, que uma outra pistola que lan√ßa bolinhas de papel higi√™nico molhado fazia bagun√ßa e que gostava era de brinquedo de menino, porque os artigos de menina eram ‚Äúsem gra√ßa‚ÄĚ, tudo isso como se f√īssemos colegas de escola. Pude ver que os coment√°rios eram sinceros, que a vontade de interagir com algu√©m era grande (ainda mais na nossa era de smartphones e tablets), e que n√£o havia maldade ou nenhum interesse em algo que eu tinha.
No come√ßo da conversa, at√© tive medo de conversar, afinal sou melindroso com crian√ßa e depois de estar √† vontade, comecei a me policiar porque, afinal, homem ‚Äúvelho‚ÄĚ conversando com uma menina moleca n√£o √© ‚Äúbem visto‚ÄĚ. Tive os mesmos pensamentos e sentimentos que me atormentam, desde a vez em que a psicopata me deixou - medo de interagir e vergonha por saber que os outros veriam algum tipo de maldade na conversa.
Bem, uma parte da minha fé na humanidade foi restaurada. Esse texto é só mais uma verborragia, sobre essas coisas que acontecem e queria compartilhar, porque acho que não é sempre que acontece. Se alguém que venha a ler se identificar e quiser compartilhar alguma história parecida, compartilhe por favor, ficaria contente em ler.
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2018.06.01 11:37 cavendishfreire Não sei como demorei tanto pra perceber que você não tem estado nem aí pra mim.

Depois de tantos ah√£s e frentes frias, e favores que eu te fiz e voc√™ nunca retribuiu; eu sempre ia te visitar e voc√™ t√° me devendo vir na minha casa h√° uns meses. E voc√™ n√£o me procura mais. Nem me abra√ßa nas raras vezes que a gente se v√™. E p√ī, aquele "como voce ta" voc√™ leu e n√£o respondeu j√° faz uns 5 dias.
A nossa amizade j√° faz uns quatro anos. E h√° uns dois voc√™ come√ßou a ficar meio fria comigo. Mas eu n√£o desistia, sei l√°, posso estar imaginando essas coisas. Muitas vezes eu sentia que n√£o tinha mais ningu√©m al√©m de ti. Toda a turma parou de se falar, mas n√≥s dois n√£o. Na √©poca que a gente se conheceu eu era ainda mais sozinho do que agora, ent√£o era uma grande coisa pra mim que a gente (a galera toda) andasse junto. Voc√™ diz que foi uma coisa importante pra voc√™ tamb√©m, mas eu sempre me pergunto se n√£o dou import√Ęncia demais pra uma coisa que n√£o era nada pra voc√™.
Me lembro feliz das coisas que a gente passou junto (a primeira vez que eu tomei ácido foi com você, lembra?). Teve aquela vez que eu te trouxe pizza velha dentro de um saco pra escola, e aquela que você apareceu perto da minha casa com uma galera estranha, tinha cheirado cocaína, e me ligou pedindo ajuda. E como já estivemos sozinhos juntos; E etc etc e tantas outras histórias que a gente viveu, e senti pertencimento.
Eu tento entender seus problemas (juro), mas não consigo deixar de me sentir um lixo quando acho que cê não tá nem aí. Porque acho que você não gosta de mim tanto quanto gosto de você (isso dói, já te disse). Mas tudo bem. Não é culpa sua caso você não goste (mais) de mim. Eu também não gosto de algumas pessoas e só paro de falar com elas. Inclusive já falamos sobre isso também. Só fico triste, só isso.
Queria que você tivesse a coragem de me dizer alguma coisa, ou que parasse de vez de falar comigo. Porque aí eu só parava de tentar. Todas as vezes que eu vou atrás de você (de novo) me sinto horrível por isso. Aí a gente acaba se falando depois de você demorar umas duas semanas pra me responder e passar sua frente fria, e quando nos vemos, você age como se nada tivesse acontecido. Mas depois faz tudo de novo. Eu já te disse que isso me chateia pra caralho.
Eu sei, eu te entendo. √Č legal a gente fazer as pessoas sentirem nossa falta. Eu tamb√©m sou inseguro. Mas s√≥ queria ser seu amigo. E a gente falar sobre a vida, e sair, e fumar uns beques juntos, e eu te contar da menina que eu t√ī ficando, e a gente se ajudar quando precisar. Se voc√™ pelo menos se abrir e me disser alguma coisa, ou o porqu√™ de voc√™ estar chateada comigo ou com todas as pessoas que existem (exceto tipo duas), j√° n√£o vou me chatear tanto. Eu sinto sua falta. Mas por algum motivo acho que n√£o teria coragem de te dizer tudo isso. Voc√™ n√£o me levaria a s√©rio.
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2017.11.13 21:35 tombombadil_uk Today I fucked up: a estranha sensação de reencontrar um amor do passado 12 anos depois / Parte 2

N√£o esperava que a Parte 2 ia rolar t√£o cedo, mas tem atualiza√ß√Ķes a√≠. Para quem quiser, dessa vez tem um TL/DR no fim.
A parte 1 é essa aqui: https://www.reddit.com/brasil/comments/7c6tsx/today_i_fucked_up_a_estranha_sensa%C3%A7%C3%A3o_de/
PS.: escrevi isso aqui correndo assim que cheguei em casa, ent√£o provavelmente pode estar confuso ou com uns errinhos. Nem de perto foi t√£o trabalhado quanto o conto que eu fiz da primeira parte. Me desculpem de antem√£o.
Tive uns dos finais de semana mais at√≠picos dos √ļltimos anos. Acho que nunca viajei tanto em mem√≥rias e d√ļvidas. Ser√° que realmente rolava alguma coisa? Ali√°s, ser√° que foi ela mesmo que eu vi na rua? Ela aprecia t√£o mais velha que talvez sequer fosse a mesma pessoa. E c√° estava eu viajando porque uma pessoa aleat√≥ria me morou na rua e eu a confundi com algu√©m que n√£o vejo h√° doze anos.
Ainda assim, embarquei na onda da nostalgia. Escutei os CDs do Linkin Park, System of a Down, Evanescence e Radiohead que a gente ouvia na época, baixei alguns jogos que eu jogava na época (Xenosaga, Burnout e alguns outros) e coloquei no PS2 que eu achei por um preço ridículo numa feira de rua. Assisti Anjos da Noite e Oldboy, dois que eu lembro de ver naqueles tempos. Domingo eu estiquei a ida à feira e fui até o curso de inglês que frequentávamos juntos, refiz o caminho de lá até casa onde os pais dela moravam. Antes que perguntem, não, eles não moram mais lá. Sei disso porque a casa apareceu à venda há muito tempo.
Foi um fim de semana agridoce. A esposa me achou meio para baixo, eu revirei horas no travesseiro antes de conseguir dormir. Segunda de manhã, indo para o trabalho, eu já estava mais sossegado. Cheguei à conclusão que havia uma enorme possibilidade daquilo tudo ser um baita mal entendido, que aquela mulher sequer era ela. E que eu provavelmente jamais a encontraria na minha vida. E me preocupar com algo tão inatingível era sem propósito algum. O fato de eu ter tentado encontrá-la no Facebook por horas sem sucesso só reforçava isso.
Eu conhecia apenas um dos seus sobrenomes, mas ela não aparecia de forma alguma. Tentei com sobrenome aleatórios algumas boas 20 vezes, devo ter aberto mais de 200 perfis. Nada. Nem sinal.
Mas eu queria falar com alguém sobre aquela história, então decidi me abrir com um amigo do trabalho que é bem gente fina e em quem confio. Passei o almoço contando a história e depois ficamos uns 40 minutos discutindo o assunto. A conclusão dele foi a mesma da galera daqui: "Caralho, como você não falou com ela? Dava um oi, chamava pra conversar".
Falei para ele também que estava começando a duvidar de mim mesmo. Ela estava com uma aparência tão mais velha e nós temos a mesma idade, eu dizia. "Cara, classe média baixa, dois filhos com 20 e poucos anos, voce nem sabe se ela é casada ainda ou não. Às vezes virou mãe solteira e está numa luta fodida".
Quando voltamos para o trabalho, fiz mais uma rodada de pesquisa no Facebook. Talvez fosse uma memória embasada do passado, talvez fosse só uma coincidência, mas eu cismei com o sobrenome Ferreira. Não era o sobrenome que eu sabia com certeza, só um chute que ficava martelando a minha cabeça. Parte de mim dizia que era confusão. Eu tinha uma amiga com o mesmo nome dela é Ferreira no sobrenome, provavelmente estava só confundido as coisas.
Nesse processo, aprendi que o Facebook te dá resultado diferentes para a mesma pesquisa quando você a faz de tempos em tempos. E logo depois desse desabafo, como se falar em voz alta fizesse ela se materializar, ela apareceu. O mesmo rosto de 12 anos atrás, o mesmo sorriso, os mesmos olhos. Minha mão tremeu no computador, levantei para pegar um café é uma água. Respirei fundo, e voltei para ver o resultado.
No come√ßo, senti um misto de al√≠vio e decep√ß√£o. Ela parecia exatamente como 12 anos atr√°s, ent√£o n√£o era poss√≠vel que aquela mulher que encontrei na semana passada fosse ela. Abri o perfil e comecei a ver as fotos, os filhos, a pouca vida dela que aquela janela mostrava. Quando abri uma foto mais recente da linha do tempo, a verdade voltou com um soco no est√īmago: eu realmente a encontrara. A foto de perfil era antiga, mas as mais recentes n√£o deixavam espa√ßo para d√ļvidas. Eu tinha esbarrado com ela.
Chamei meu colega de trabalho para tomar um café e mostrei as fotos no celular. "Se você não me dissesse que ela tem a mesma idade que a gente, eu nunca ia acreditar em você. Ela parece uns dez anos mais velha, mas era a menina bonita antigamente". E fez a pergunta que eu já estava fazendo mentalmente. "Porra, uma porrada de foto com a família e os filhos, mas e o pai?".
A resposta eu encontrei na lista de amigos dela. Percebi que tinha amigos em comum com outra pessoa da família que tinha o mesmo sobrenome, um amigo farmacêutico que começara a trabalhar em uma farmácia perto do ligar onde trabalho. Era perfeito. Liguei para ele dizendo que queria trocar uma ideia, mas ele tinha acabado de ser transferido para outra unidade da rede para cobrir uma unidade. Com um fogo no cu absurdo, larguei o foda-se no trabalho, peguei um Uber e fui para lá.
No caminho, eu j√° n√£o sabia bem o que estava fazendo. Eu ficava vendo e revendo aquelas fotos no celular no caminho, lembrando mais e mais dela. √Č engra√ßado lembrar de uma pessoa com quem voc√™ teve um relacionamento t√£o profundo e t√£o curto h√° tanto tempo. √Äs vezes eu n√£o sabia bem se eu estava lembrando de alguma coisa ou se eu estava fantasiando, se estava extrapolando algumas mem√≥rias.
Fuçando o Facebook dela - curtidas, comentários, gostos, fotos - eu via que ela era exatamente o que eu imaginava. Uma pessoa extremamente simples, de família de classe média baixa, com um estilo de vida simples, bem família e discreta. Os filhos pareciam ser o primeiro lugar em tudo.
Encontrei meu amigo por volta das 16h e subi para a sobreloja da farmácia. Ele vivia falando que o trabalho dele era um marasmo absurdo e tudo que ele fazia quase o dia inteiro era ficar no segundo andar jogando 3DS e como ele estava prestes a comprar um Switch só por conta disso. "Queria ter esses problemas no meu trabalho", brinquei.
Esse meu amigo não é super próximo, mas nos conhecemos há uns 15 anos e crescemos na mesma vizinhança. Apesar de não ser o tipo de pessoa para quem eu desabafo, é alguém em quem eu confio demais. Contei para ele a história toda. "Porra, mas achei que você e XXXX fossem felizes. Vocês têm uma vida tão tranquila". A gente é, eu expliquei. Na verdade eu sou feliz para caralho com a minha vida conjugal, "mas essa ogiva nuclear me fodeu completamente. Pelo menos nesse fim de semana".
√Č aqui que a hist√≥ria d√° uma guinada um pouco para pior. Meu amigo farmac√™utico √© o tipo de cara que est√° a cada semana com uma mulher diferente. Os namoros nunca duravam muito. Ele √© pintoso e gente fina, ent√£o √© o tipo de cara para quem chove mulher. E uma dessas mulheres era prima dela, uma mulher com quem ele saiu at√© por bastante tempo (quase seis meses) dentro dos par√Ęmetros dele.
Ele n√£o lembrava os detalhes, mas ela ficou "falada" na fam√≠lia por conta da crise no casamento. Casou nova, passou para um concurso p√ļblico que pagava bem mal, mas pelo menos era um emprego garantido, e teve um filho logo no primeiro ano do casamento. No come√ßo, parecia conto de fadas: os dois colegas de escola casam, passam em concursos p√ļblicos diferentes (naquele boom de concursos que rolou entre 2005~2010) e t√™m dois filhos bem r√°pido. Aos 22 anos, eles j√° tinham a vida "feita" para alguns padr√Ķes.
Mas isso n√£o durou muito. Meu amigo farmac√™utico n√£o sabia dos detalhes, obviamente, mas o cara se arrependeu de ter casado t√£o cedo. Ela largou a faculdade para se dedicar aos filhos. Ainda assim, faltava tempo para cuidar dos dois. Ela largou o emprego p√ļblico tamb√©m para se dedicar √†s crian√ßas e virou dona de casa em tempo integral.
"Ela passou em um concurso p√ļblico de primeira, eles achavam que ia ser f√°cil entrar em √≥rg√£o p√ļblico mais tarde, quando as crian√ßas estivessem maiores". Burrice do caralho, pensei. A procura por concurso p√ļblico cresceu vertiginosamente e as vagas minguaram. Agora at√© os concursos mais bundas tinham alt√≠ssima concorr√™ncia.
Aparentemente, boa parte da fam√≠lia foi contra. A gente est√° falando de uma fam√≠lia de classe m√©dia baixa de um sub√ļrbio bem quebrado. Para eles, aquela vaga no emprego p√ļblico era a garantia de que ela teria estabilidade para a vida toda. Ela insistia que o marido tinha um emprego melhor e que eles economizariam tendo ela como dona de casa.
Passaram algum tempo juntos dessa forma, mas o cara ficou de saco cheio. Meu amigo não sabe se chegou a acontecer traição ou não, mas ele enjoou daquela vida. Achava que tinha casado muito cedo, que não tinha aproveitado a vida. Que os dois se precipitaram, que ele não tinha vivido. Que ele não queria ficar preso naquela vida desde tão cedo.
E meteu o pé.
Na fam√≠lia, segundo meu amigo, rolava um misto de pena e revolta com a menina pelas decis√Ķes dela. No final das contas, ela voltou para a casa dos pais, entrou em depress√£o e passou a viver em fun√ß√£o dos filhos. Ela n√£o conseguiu terminar a faculdade e jamais a reatou por causa deles tamb√©m.
Caralho.
No caminho para casa, eu fiquei pensando o quanto aquilo era triste e curioso. Triste por raz√Ķes √≥bvias. Curioso porque ela viveu o meu sonho. Sei que pode parecer besteira, mas meu sonho sempre foi casar e ter filhos cedo. Eu nunca fui um cara muito da pega√ß√£o - at√© porque, como j√° disse a√≠, sempre tive a auto-estima muito baixa - e sempre quis ter uma fam√≠lia, meu sonho sempre foi ter filhos. E eu queria curtir os meus filhos o m√°ximo que pudesse. Imagina voc√™ com 32 e um filho de 10 anos? Quanta coisa gostosa voc√™ n√£o ia poder compartilhar, viver junto? Acho que o passar do tempo torna o abismo entre as gera√ß√Ķes cada vez maior, o que dificulta essa aproxima√ß√£o entre pais e filhos. Em tempo, √© s√≥ uma opini√£o pessoal. N√£o tenho filho, ent√£o n√£o tenho muita voz nisso e posso estar redondamente enganado.
Ela viveu o meu sonho, mas tudo deu radicalmente errado. Hoje eu entendo como deve ser problem√°tico casar cedo. Eu casei com 26, o que muita gente j√° chamaria de cedo hoje em dia. Mas caralho, casar aos 20? Eu precisaria ter certeza absoluta de que estava com uma √≥tima pessoa ao meu lado, mas √© dif√≠cil a gente chegar a essa conclus√£o t√£o cedo. A maioria das garotas com quem sa√≠ entre meus 18~22 anos jamais estariam na minha lista de poss√≠veis esposas hoje em dia. Algumas s√£o minhas amigas at√© hoje, mas a grande maioria ganhou pensamentos e posi√ß√Ķes que v√£o contra quase tudo que eu acredito.
Tentei imaginar a vida dela agora. 32 anos, dois filhos, divorciada, sem faculdade e depois de largar um emprego p√ļblico, morando na casa dos pais. Os posts e fotos dela no Facebook tem um qu√™ de agridoce. Parece haver um amor incondicional pelos filhos e pelo desenvolvimento deles. Mas ao mesmo tempo parece haver uma triste por n√£o ter aproveitado a vida. Encontrei at√© um post antigo em que ela nunca tinha andado de avi√£o e sonhava em conhecer a Europa, postava fotos dos lugares que gostaria de viajar, lia livros sobre eles.
Eu sei que isso pode soar paternalista, mas tudo isso me pesava muito o coração. Me dava vontade de ir lá, de mudar a vida dela, de levá-la para Paris, Roma, Praga, Porto, as poucas cidades que visitei nas vezes em que fui para lá. Me dá vontade de correr para encontrá-la, abraçar, ficar com ela, conversar, qualquer merda.
Mas aí eu caio na realidade. Cá estou eu, casado, relativamente estabelecido, vivendo super de boa até sexta-feira. E se eu puxar uma conversa no Facebook para encontrá-la, chamar para um café pelos velhos tempos e falar que fiquei sem jeito de puxar papo com ela quando a vi na praça sexta-feira? O que eu vou dizer?
Depois de explicar porque saí do curso daquele jeito, 12 anos atrás, vou falar que era completamente apaixonado por era e que estava me sentindo feito um adolescente agora? Será que não vou adicionar mais um arrependimento para a lista dela, partindo do princípio que ela talvez também sentisse algo por mim à época? E se não sentia, de que isso serviria?
E não sei as consequências que vê-la pessoalmente podem ter. Sim, ela parece bem mais velha e o tempo não foi bom com ela. Mas eu ainda a acho linda e sinto um aperto no coração idiota toda vez que olho para as fotos dela no Facebook. Eu tenho medo de aparecer, me mostrar como algum exemplo da felicidade e bom senso (sim, já escutei de amigos meus que tenho a vida "perfeita demais" por conta do meu bom senso em geral, apesar de eu achar que tenho uma vida ok, só pautada pelo "pensar antes de fazer") que apenas acentue as más escolhas dela. Eu tenho medo de não aguentar e fazer merda, de estragar um casamento que vai bem para caralho.
Ela est√° aqui, a um clique de dist√Ęncia, e n√£o sei o que fazer. Nem se devo fazer alguma coisa.
TL/DR: achei a menina no Facebook depois de chutar dezenas de sobrenomes diferentes. Ela est√° divorciada, largou um emprego p√ļblico e parece estar numa fossa fodida. Eu n√£o sei se devo fazer alguma coisa ou deixar esse feeling morrer e continuar vivendo deixando esse fuck up de ter sumido da vida da menina para tr√°s.
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2017.09.11 12:34 gilsonvilain Dorocaso ‚ÄĒ Cora√ß√Ķes de Areia

Dorocaso Cora√ß√Ķes de Areia
‚ÄúEssas alegrias ser√£o jogadas ao esmo. A areia vai consumir suas lembran√ßas at√© a √ļltima gota, e quando n√£o sobrar mais nada voc√™ vai virar areia.‚ÄĚ Jochasta, rainha dos esquecidos.
De p√© ele olhava para as nuvens no c√©u sem sentir seus p√©s. Caminhando eternamente sem destino, elas vagavam escuras e carregadas como ele nunca havia imaginado. O solo √© engolido pelo breu e os escorpi√Ķes alaranjados saem da areia. Cavando e cavando, centenas de lacraus submergem do da escurid√£o, brilhando e batendo suas garras como soldados marchando para o combate. O medo lhe puxa pela espinha, mas suas m√£os est√£o vazias. Ao longe uma sombra de luz surge na imensid√£o.
-Davi! A cidade chegou! Davi! Voc√™ ainda n√£o acordou? ‚ÄďDisse Franz ao lado da porta. Seus cabelos loiros iluminavam demais para sua vista adormecida. Piscando com for√ßa seus olhos, devagar ele se esticava na cama de esponja at√© sentir suas articula√ß√Ķes despertarem. ‚ÄďHoje n√£o √© o seu dia de vender as beterrabas? ‚ÄďComo um soco no peito ele se levantou. O sol j√° se erguera, e ele ainda estava ali.
-Chuva! ‚ÄďDisse o rapaz se pondo de p√© velozmente, apenas para sentir uma tontura e perder parcialmente a vis√£o tendo que se apoiar nas paredes para se manter. Cal√ßando os sapatos escuros e com cheiro engra√ßado ele se ergueu novamente. Desviando das pequenas l√Ęminas curvadas no ch√£o, ele achou seu caminho at√© Franz.
-Eu e o Caiou j√° colocamos as caixas no Sableridge, at√© que horas voc√™ ficou afiando as talons? ‚ÄďDisse o Franz cedendo espa√ßo para que Davi passasse correndo para as escadas. ‚ÄďE n√£o esque√ßa de comprar um filtro novo para o reservat√≥rio!
Subindo as escadas como um lobo atr√°s de sua presa, Davi v√™ de relance Seth, Nami e Gilli sentados na mesa da cozinha. ‚ÄďAt√© as crian√ßas j√° est√£o acordadas e eu aqui. ‚ÄďSubindo as escadas enquanto afivelava o cinto marrom, ele se voltou para a janela, olhando ao fundo a grande cidade cinzenta parada no deserto. ‚ÄďMau dia! ‚ÄďDisse ele pegando a m√°scara azul presa na parede ao lado do espelho retangular e a colocando em seu rosto. Apertando o fecho e pressionando o √ļnico bot√£o em sua lateral, ela se acendeu em um branco fraco. ‚ÄďAh n√£o!
Olhando a lateral do respirador ele passou o dedo por cima de pontinhos roxos que cercava o gradeado da m√°scara. Com o polegar pelo lado de dentro ele pressionou o puxador, fazendo as grades se abrirem e liberando a pel√≠cula tomada por centenas de micro pontos que variavam de roxo at√© rosa fraco. Davi abriu o arm√°rio de metal embaixo do espelho deixando que uma brisa g√©lida sa√≠sse. Colocando a pel√≠cula para dentro, fechou a porta e acertou o tempo para quinze segundos. Olhando novamente o espelho ele notou v√°rias manchas de sangue coagulado em seus ombros e bra√ßos. Davi deu a volta e foi at√© a impressora amarelada de sujeira. Pressionando o menu ele selecionou a cor, comprimento da manga e por fim o tamanho, fazendo que a m√°quina emitisse um som agudo e constante ao passo de que o arm√°rio embaixo do espelho soou tr√™s apitos seguidos. Retirando a pel√≠cula sem luvas Davi sentiu como se seus dedos fossem derreter, s√≥ ent√£o sentindo o real frio quando encaixou a l√Ęmina branca de volta na m√°scara. Vestindo a camisa bege de manga comprida, ele religou o respirador que se acendeu em um branco forte.
Fechando a porta de tr√°s e abrindo a da frente ele foi em dire√ß√£o ao Sableridge. V√°rios arranh√Ķes circundavam o ve√≠culo encoura√ßado, as duas esteiras frontais estavam gastas mas n√£o chegavam ao n√≠vel de desgaste dos pneus traseiros. Estes foram remendados tantas vezes que Davi j√° n√£o sabia se eram feitos de borracha ou de remendo. A lataria perfurada era estrategicamente escondida pela sujeira e a lama viscosa das estradas. ‚ÄďAs chaves! ‚ÄďPensou ele batendo as m√£os nos bolsos, s√≥ para perceber que n√£o portava nenhuma. ‚ÄďAs chaves! Gritou ele em dire√ß√£o a toca.
-Já estão dentro! - Disse Caiou do segundo andar. Davi Se aproximou do painel e ouviu o som de motor. Ele se voltou para Caiou e assentiu com a cabeça.
Poucas estradas cruzam em dire√ß√£o ao grande deserto. A pista de fogo sai da capital at√© o batalh√£o especial no sul, circulando o continente e passando por todas as grandes vilas. Usando areia vermelha para montar seus tijolos, a pista de fogo era o jeito mais f√°cil e seguro para aqueles que n√£o possu√≠am problemas com o Armata. Ao seu lado muitas trilhas foram feitas ligando pequenas vilas at√© a pista de fogo, como galhos em um tronco. A estrada de pedra sai das grandes montanhas e se conecta com as estradas de terra, geralmente usadas por contrabandistas ou fugitivos, uma vez que n√£o haviam patrulhas. Davi saiu da toca e seguiu em frente pegando a estrada de barro, o caminho que ele mesmo batizara, ligando a toca at√© a vila das palmeiras a oeste. Com uma agricultura rudimentar, a vila das palmeiras resistia apenas pela cria√ß√£o de roedores. F√°ceis de alimentar eles eram a moeda de troca de algumas dezenas de fam√≠lias. De l√° ele pegou a estrada de ferro, cruzando a floresta das almas at√© o grande deserto ao norte. Dali ele j√° conseguia ver as marcas de pneus na areia, sinal de que estava atrasado. Acelerando ele sentiu o ve√≠culo trepidar e perder for√ßa, mantendo o acelerador pressionado enquanto reduzia a marcha. Ainda assim a for√ßa havia indo embora, e ele seguiu at√© a pista de fogo na velocidade de um homem correndo. Devagar ele viu rasgando o deserto azul e branco. Mais de mil passos de largura, e outros oito mil de comprimento, com esteiras maiores que a vila das palmeiras, e com pist√Ķes mais fortes que dez mil homens, marchando para cima e para baixo, em um compassar estrondoso. Maci√ßa e barulhenta, ela cavava com seus pist√Ķes exteriores descendo e subindo como um ferreiro batendo seu martelo, se enterrando mais fundo naquela areia sem dono, ela descansava enquanto ele se apressava. Apertando o p√© contra o pedal e tentando aumentar as rota√ß√Ķes, ele notou um grupo de pessoas segurando placas. Davi n√£o conseguiu ler o que estava escrito, as manchas azuladas em suas peles tiraram sua aten√ß√£o. Engatinhando pela estrada de fogo, ele rumou ao sul do tit√£ encoura√ßado, seguindo outros ve√≠culos que jaziam estacionados ali.
Davi estacionou o sableridge ao lado de uma motocicleta de propuls√£o amarela. Algumas dezenas de ve√≠culos estavam ali, ainda assim Davi se surpreendeu com a baixa quantidade. Em temperaturas amenas, aquele p√°tio sempre estivera lotado de lanchas terrestres e caminh√Ķes. No porta-malas ele retirou as quatro caixas cheias de beterrabas, cada uma pesando metade de seu peso. Suas veias saltaram por entre a pele, e com um urro de vontade ele as ergueu caminhando lentamente at√© a entrada norte.
-Vento! Eu preciso ir at√© o templo das Lamenta√ß√Ķes! ‚ÄďDisse uma voz vinda de tr√°s de Davi. Ele girou sua cabe√ßa para procura-la mas no instante seguinte ela havia sumido. ‚ÄďVoc√™ tem um carro, pode me levar l√°? ‚ÄďDisse a voz. Davi abaixou as caixas e conseguiu ver a mo√ßa a sua frente. Bem menor do que ele suspeitava, ela se erguia pouco a cima das quatro caixas deixadas no ch√£o. Olhos cinzentos e l√°bios fartos, ele n√£o conseguiu distinguir mais nenhuma carater√≠stica dela, al√©m de sua barriga proeminente e arredondada.
-Eu estou indo vender beterrabas na vila. ‚ÄďDisse ele olhando seus bra√ßos finos e curtos. ‚ÄďEsse templo fica no norte, n√£o acho que tenha algu√©m de l√° por aqui. ‚ÄďDisse ele se abaixando para pegar as caixas.
-Voc√™ n√£o entende, eu preciso ir l√°! ‚ÄďDisse ela erguendo a voz e riscando a areia com seu p√©.
-Eu entendo, mas agora eu n√£o posso fazer nada para te ajudar. ‚ÄďDisse erguendo novamente as caixas e a perdendo de seu campo de vis√£o.
-Voc√™ pode depois? ‚ÄďPerguntou ela com um tom mais doce. Davi come√ßou a andar e n√£o olhou mais para tr√°s. ‚ÄďVou te esperar aqui!
-N√£o foi isso que eu quis dizer. ‚ÄďFalou ele alto o suficiente para ouvir suas palavras ecoarem pela vastid√£o seca, mais baixo o suficiente para n√£o ouvir resposta alguma.
Se arrastando para frente, uma mo√ßa de cabelos escuros e longos passou por ele, porventura as caixas ainda tapavam sua vis√£o frontal, o impedindo de conseguiu ver seu rosto. Ele gostava da ideia de andar sem ser percebido. Ao seu lado as vozes vindas da cidade se intensificavam, o empurrando para frente. Ouvindo passos na areia, ele inclinou a cabe√ßa para ver um homem baixo com uma barriga proeminente caminhando de m√£os dadas com uma menina de cabelos alaranjados. Os escorpi√Ķes voltaram a sua cabe√ßa, e ele desejou que Nissa falasse algo que o puxasse de volta, mas ela estava na toca.
-Chuva! Posso ajudar? ‚ÄďDisse o homem com turbante branco, portando uma m√°scara amarela e uma barba escura e rala. Davi abaixou as caixas e suspirou por um segundo relaxando os ombros. O homem flexionou os olhos e pequenas bolsas de pele surgiram em cima de suas bochechas.
-Chuva! Eu vou vender as beterrabas. ‚ÄďDisse ele esticando a m√£o em dire√ß√£o ao homem.
-Os vendedores de comida j√° est√£o localizados no setor dois, penso que n√£o h√° mais espa√ßo para estandes. ‚ÄďDisse o homem o olhando de queixo erguido.
-Eu me atrasei. ‚ÄďDisse Davi abaixando o bra√ßo e se aproximando. -Mas eu tenho uma reserva. ‚ÄďDisse batendo as m√£os nos bolsos. -E eu conhe√ßo o prefeito. ‚ÄďDisse Davi gesticulando com suas m√£os armadas em veias proeminentes enquanto ele abria os bolsos internos da camisa.
-Certamente que n√£o conhece. ‚ÄďDisse o homem de turbante. ‚ÄďUma vez que eu n√£o tenho nem ideia de quem √© voc√™, e eu sou o prefeito; Alouite Seeiso. ‚ÄďDisse o homem dois palmos menor que Davi, erguendo ainda mais o queixo para cima. Davi desistiu de procurar a licen√ßa e co√ßando a cabe√ßa.
-Eu deixei na outra camisa! ‚ÄďPercebeu ele olhando para o c√©u. -Na verdade o prefeito que eu conhe√ßo se chama Timothy, ele tem cabelos escuros, √© magro e... ‚ÄďDisse Davi gesticulando as medidas com as m√£os. ‚ÄďAlto.
-Ah. ‚ÄďDisse Alouite. ‚ÄďEsse √© o segundo prefeito. ‚ÄďDisse abaixando a cabe√ßa e apertando os dentes. ‚ÄďDe qualquer modo eu sou o prefeito para os assuntos externos da vilavassoura. Eu cuido de quem entra e quem sai.
-Eu sei. ‚ÄďDisse Davi sorrindo por debaixo da m√°scara. ‚ÄďO Thimoty cuida da manuten√ß√£o da vila, prote√ß√£o das pessoas, educa√ß√£o dos jovens, tratamento dos enfermos, conserto das m√°quinas, contrata os seguran√ßas. ‚ÄďEnumerou Davi olhando para as beterrabas ardendo no sol do deserto. ‚ÄďE o senhor cuida de quem entra e sai. ‚ÄďDisse Davi se mordendo para n√£o o chamar de porteiro.
-Thimoty tem suas fun√ß√Ķes, eu tenho as minhas. ‚ÄďDisse ele se virando de costas. -E o per√≠odo para aloca√ß√£o de novos estantes j√° se encerrou.
-Eu também preciso comprar um filtro. Já acabou o período de entrada de compradores também?
-Hum. ‚ÄďDisse o prefeito de turbante declinando o queixo e encarando os tub√©rculos. ‚ÄďVoc√™ entra, as beterrabas n√£o.
-Tudo bem, quando eu encontrar um vendedor de filtros, eu pe√ßo para ele vir at√© aqui fora retirar o pagamento, o senhor toma conta delas para mim? ‚ÄďPerguntou ele levantando uma caixa e colocando aos p√©s do prefeito. O homem bufou mais forte e se voltou para recolocar a caixa em cima das outras. Buscando todas as for√ßas de seus bra√ßos fl√°cidos, o prefeito ergueu a caixa poucos cent√≠metros do ch√£o, soltando suas al√ßas e voltando a ficar ereto.
-Leve isso daqui. ‚ÄďDisse Alouite ofegante.
-Obrigado senhor prefeito! ‚ÄďDisse Davi erguendo as quatro caixas e seguindo em frente para a o port√£o de acesso.
-Bem-vindo a vilavassoura. ‚ÄďDisse ele em um tom seco. ‚ÄďEspero v√™-lo novamente. ‚ÄďApertando os olhos e ajeitando o turbante.
O ch√£o de areia afundava a cada passo de Davi. Jogando areia para tr√°s, ele sentia que a cada passo andava menos. Pisando em falso sentiu a areia dar lugar a t√°buas de metal. For√ßando os joelhos ele subiu a entrada que se elevava pelo menos oito passos do n√≠vel do ch√£o. A grande fachada esculpida em madeira e a√ßo, dizia ‚ÄúVillage de Balai Cinq‚ÄĚ, vilavassoura em uma l√≠ngua antiga. A gigante de a√ßo possu√≠a metralhadora autom√°ticas acopladas a parte de dentro apontadas para o ch√£o. Aportando e um lugar diferente a cada dois dias, a bordo ela levava mais pessoas que ele conheceria sua vida inteira. Mais cores de cabelo do que tons de c√©u, mais vozes do que mil autofalantes. O cheiro das comidas, mesmo passando pelo respirador, j√° encharcava Davi por dentro. Olhando para o arco de entrada, ele viu seis guardas carregando fuzis e ao seu lado um grupo de pessoas rodeando um grande homem de cabelos longos e encaracolados. Davi abaixou as caixas para conseguir olhar por cima, fazendo seus m√ļsculos guincharem por dentro, mas seguindo em dire√ß√£o as pessoas.
-Eles andam em caravanas. Centenas de milhares. Caminham at√© as vilas, e l√° destroem tudo. Nada fica para tr√°s, nem os habitantes, √© terr√≠vel! ‚ÄďDisse a senhora de cabelos curtos usando uma camisa de flores brancas, combinando com sua m√°scara.
-Devem ter sido mandados pelos homens de sab√£o. Eles est√£o h√° d√©cadas se alastrando pelo litoral. ‚ÄďDisse o senhor de m√°scara lil√°s com um guarda-chuva em m√£os.
-N√£o s√£o os homens de sab√£o, quando paramos na vila da pedra, um soldado me disse que eles comem as pessoas e usam os ossos como adere√ßos, isso √© coisa do povo vermelho! ‚ÄďDisse o senhor careca usando um roup√£o verde.
-Estamos seguros aqui. ‚ÄďDisse o homem no centro, rodando os dedos por entre os fios de cabelo que caiam por seus ombros. ‚ÄďAl√©m disso, todos os relatos s√£o de vilas no Norte. N√£o h√° nenhum ind√≠cio que ela esteja marchando para c√°.
-O bosque vermelho foi dizimado. A fuma√ßa chegou at√© a capital. Quando a Armata foi para o socorro, s√≥ haviam cinzas. ‚ÄďDisse a senhora. O homem alto inclinou a cabe√ßa atento a suas palavras quando no meio da multid√£o, algo pescou sua aten√ß√£o.
-Com licen√ßa. ‚ÄďDisse o homem alto esticando o bra√ßo. ‚ÄďDavi?
Davi o olhou e sorriu, ganhando espaço em meio ao aglomerado, colocou as caixas no chão esticou a mão e apertando o antebraço do senhor.
-Chuva Prefeito! ‚ÄďDisse ele chacoalhando o bra√ßo e sentindo os dedos finos e longos se apertarem em sua pele.
-Veio vender amoras? ‚ÄďPerguntou o homem de pele clara e l√°bios roxos e esticados.
-Pretendia. ‚ÄďRespondeu Davi apertando os olhos e observando as beterrabas por um instante at√© retornar os olhos para o prefeito. Ao seu lado havia uma grande porta dupla de vidro que guardava o estreito corredor em frente, lotado de pessoas andando por entre as lojas. O prefeito girou sua cabe√ßa na mesma dire√ß√£o e co√ßou o nariz pontiagudo.
-Vamos ver onde eu consigo colocar voc√™. ‚ÄďDisse Timothy dando um tapa em seu ombro. Davi pegou as caixas nos bra√ßos e o seguiu enquanto ele entrava na antessala do tumulto. As vozes se mesclavam a multid√£o atr√°s do vidro, podia se ouvir tudo, mas nada se entendia.
-N√£o vi voc√™ aqui m√™s passado. ‚ÄďDisse o prefeito erguendo os bra√ßos enquanto a primeira porta de vidro se fechava. No mesmo instante um jato de fuma√ßa quente e clara saiu do ch√£o e inundou toda a parte enquanto o prefeito retirava o respirador. Alguns segundos depois a fuma√ßa se esvaiu pelo teto e a segunda porta se abriu dando acesso ao corredor.
-M√™s passado. ‚ÄďRepetiu Davi erguendo as caixas de madeira. ‚ÄďDeu um vazamento l√° em casa, tive que desligar todas as sa√≠das de ar, perdemos boa parte da colheita.
-Sinto muito. Suas batatas s√£o √≥timas, as cenouras nem tanto. ‚ÄďDisse ele espiando as beterrabas por entre as frestas da caixa. ‚ÄďVoc√™ teve mais alguma not√≠cia do Colm? ‚Äď Davi balan√ßou a cabe√ßa. A m√£o do prefeito veio ao seu ombro mais uma vez enquanto ele sorria olhando para o ch√£o. -J√° pode tirar o respirador. ‚ÄďDisse o prefeito olhando Davi. Cerrando os olhos ele abriu a boca por um suspiro e a fechou. ‚ÄďEu esqueci, o Colm me contou, mas eu esqueci, desculpa. ‚ÄďDisse ele enquanto Davi erguia o ombro e co√ßava a cabe√ßa.
Adentrando a multid√£o de pessoas andando por entre as lojas, o prefeito achava brechas entre os cotovelos e ombros para Davi passar sorrateiramente, avan√ßando entre bolsas e mochilas, sua altura lhe forneci uma vis√£o privilegiado do p√°tio interno. Alguns passos para frente e uma voz chamou ‚Äúprefeito! ‚ÄĚ. Thimoty se virou e viu um sujeito de pele escura com olhos vermelhos. Com os dedos o prefeito gesticulou pequenos c√≠rculos, voltando sua cabe√ßa para frente e seguindo at√© a segunda parte sem se virar para tr√°s.
-Aqui estamos! ‚ÄďDisse o prefeito olhando o c√≠rculo de vendedores sentados em frente a caixas de legumes. ‚ÄďVoc√™ vende amoras, amoras s√£o como alfaces n√£o? ‚ÄďPerguntou ele, jogando um cacho de cabelos para tr√°s enquanto olhava para as alfaces.
-Os dois s√£o plantas, mas acho que beterrabas entram mais na sess√£o de ra√≠zes. ‚ÄďRespondeu Davi.
-Hahahahaha ra√≠zes! Mas n√£o vendemos √°rvores aqui, e o √ļnico estande que tem espa√ßo √© o da alface. ‚ÄďDisse ele apontando para as folhas verdes e crespas. Davi virou a cabe√ßa, mas n√£o disse nada, apenas sorrindo para o prefeito e colocando as caixas no ch√£o. ‚ÄďChuva minha menina! Qual seria o seu nome? ‚ÄďPerguntou ele piscando para a jovem de cabelos escuros sentada atr√°s das caixas da alface.
-Naya. ‚ÄďDisse ela entortando a boca e olhando Davi de baixo para cima. ‚ÄďNaya Avilis, senhor. ‚Äď Seus cabelos se agrupavam em cachos pequenos e longos. O delicado nariz arrebitado apontava para Davi enquanto ela falava com o prefeito. Davi apertou os punhos para tentar sair do seu encanto, mas j√° tinha certeza que estava encarando a jovem a tempo de mais.
-Este menino tem problema. ‚ÄďDisse o prefeito em dire√ß√£o a Davi, que mesmo assim n√£o tirou os olhos de Naya. ‚ÄďOu teve um problema. Ele pode dividir o espa√ßo com voc√™ hoje? ‚ÄďPerguntou se abaixando e analisando de perto as hortali√ßas.
A jovem olhou sem expressão para Davi, que corou em menos de um suspiro. Ela ergueu o braço e puxou ar para argumentar, mas virou a mão e o olhou de lado.
-Achei um lugar para voc√™! ‚ÄďDisse o prefeito voltando a ficar de p√©. ‚ÄďVoc√™s se acertam ent√£o, eu vou ali procurar algum nabo. ‚ÄďDisse ele sorrindo e andando em dire√ß√£o aos tomates.
-Com licen√ßa. ‚ÄďDisse Davi colocando as caixas roxas ao lado das verdes. ‚ÄďEu me chamo Davi. ‚ÄďDisse ele esticando o a m√£o em frente. A jovem sorriu e apertou seu antebra√ßo.
-Naya. ‚ÄďRepetiu ela cedendo espa√ßo para que ele dividisse a caixa ao seu lado. ‚ÄďVoc√™ por acaso n√£o tem nenhum anel de vil√≠rdia, tem? ‚ÄďPerguntou ela observando um roxo no pesco√ßo de Davi. Ele balan√ßou a cabe√ßa tapando o machucado com a m√£o direita. ‚ÄďImaginei que n√£o. ‚ÄďDisse ela erguendo a sobrancelha ao olhar o respirador branco. ‚ÄďVoc√™ j√° foi l√°? ‚ÄďPerguntou ela enquanto Davi levantava as sobrancelhas e fazia um bei√ßo com os l√°bios. ‚ÄďEu nasci l√°. Em Viliris. Voc√™ √© daqui?
-Eu nasci no Norte. ‚ÄďMentiu ele. -Uma vila comerciante. ‚ÄďDisse engolindo em seco e levando os olhos at√© o rosto dela. ‚ÄďOnde fica Vilirdis?
-Viliris. Voc√™ nunca ouviu falar? ‚ÄďPerguntou ela abaixando as sobrancelhas e erguendo as bochechas. ‚ÄďEu sa√≠ de l√° ainda muito pequena, mas ela fica no extremo leste, entre mares. ‚ÄďDisse ela erguendo a m√£o e gesticulando uma onda. ‚ÄďNo encontro de tr√™s continentes, uma linha tra√ßada nos oceanos, delimita a vida e a morte poente, a √°gua d√° in√≠cio e fim aos planos, construindo a ferro e fogo; o tridente, E costurada atrav√©s dos s√©culos; mil anos, surge no mar da primeira e √ļltima corrente, Viliris, a cidade com sangue dos tiranos, viva para sempre, Viliris, a cidade descontente. ‚ÄďCantou ela abaixando a m√£o ao final.
Davi a olhou boquiaberto. Nunca ouviu da cidade, mas as palavras deixavam sua boca com pétalas se soltam de flores no outono. Sua pele lisa acendia entre o cinza das paredes. Seus olhos escuros puxavam sua alma para dentro, e ele já não tinha forças para segura-la. Suspirou fundo e balançou a cabeça.
-Ela fica... no mar? ‚ÄďPerguntou ele encarando as alfaces.
-No Nemo. ‚ÄďDisse ela tirando o cabelo da frente dos olhos. ‚ÄďO ponto mais distante da terra entre os tr√™s continentes. ‚ÄďDisse abrindo um t√≠mido sorriso. ‚ÄďUm dia eu vou voltar para l√°.
-Quanto pelas batatas rosas? ‚ÄďPerguntou o homem alto de cabelos castanhos curtos que se aproximara usando uma capa marrom e um colete escuro, com bra√ßadeiras pretas que vinham at√© os pulsos, e duas grandes cicatrizes no pesco√ßo.
-S√£o beterrabas. ‚ÄďDisse Davi se levantando e pegando uma da caixa.
-Batatas, baterrabas, tudo a mesma coisa. ‚ÄďDisse o homem estreitando os olhos. Passando a m√£o por dentro do colete, ele retira uma corrente avermelhada e a entrega para Davi. ‚ÄďDoze batatas rosas? ‚ÄďPerguntou ele. Davi olhou para a corrente e esticou a m√£o para peg√°-la. Passando os dedos entre os elos e olhou de volta para o homem.
-Oito. ‚ÄďDisse Davi. O homem passou a m√£o em outro bolso e retirou um pequeno brinco prateado e o colocou na m√£o de Naya.
-Doze. ‚ÄďDisse ele rangendo os dentes enquanto ela olhava para a joia. Davi se voltou para Naya que segurava o brinco em frente aos seus olhos.
-Doze. ‚ÄďRepetiu Davi assentindo com a cabe√ßa. O homem retirou a mochila das costas e come√ßou a escolher as beterrabas. Naya entregou o brinco a Davi que o segurou com as pontas dos dedos. O brinco imitava o formato de uma orelha, adornado de pequenas pedras azuis, ele formava uma ponta no topo. Voltando-se para o homem, Davi j√° n√£o o encontrava a multid√£o de pessoas andando entre as vendas.
-Bonito esse brinco. ‚ÄďDisse Naya passando o dedo por sua ponta.
-Voc√™ quer? ‚ÄďPerguntou ele corado.
-Ele √© seu. ‚ÄďDisse ela se afastando.
-Eu n√£o uso brinco, ele iria ficar bonito em voc√™. ‚ÄďDisse ele esticando a m√£o em sua dire√ß√£o. Ela o apanhou e colocou na orelha esquerda.
-Como ficou? ‚ÄďPerguntou ela.
-Sen... ‚ÄďDisse ele buscando ar nos seus pulm√Ķes. ‚ÄďSensacional. ‚ÄďCompletou sorrindo.
-Mas eu n√£o te conhe√ßo, n√£o posso aceitar um presente assim. ‚ÄďDisse ela desatarraxando o pingente.
-N√£o, √© um presente. ‚ÄďDisse Davi esticando seu bra√ßo em dire√ß√£o as hortali√ßas e pegando uma folha verde e molhada. ‚Äď√Č uma troca. ‚ÄďDisse ele mordendo a alface com for√ßa e empurrando o resto da folha para dentro da boca. Naya riu e colocou o brinco de volta.
Antes do sol chegar no topo, todas as beterrabas j√° haviam sido trocadas, ao passo que mais da metade das alfaces esperavam paciente nas caixas de madeira. Davi j√° havia aprendido sobre o per√≠odo de Naya em Viliris, sobre o Vento, o barco de seu pai que havia cruzado todos os mares baixos da costa entregando t√Ęmaras do oceano. Dos monstros antigos que amea√ßavam os cargueiros a cruzar os estreitos de pedra. Do tempo em que Naya morou nas minas de marfim com sua tia, das aventuras nas montanhas azuis, de sua vinda at√© a vilavassoura. Davi podia ficar ali o ano inteiro a ouvindo falar.
-Eu moro em uma ‚Äúcasa‚ÄĚ na floresta. ‚ÄďDisse Davi apoiado na borda da vila vassoura apontando para o horizonte. ‚ÄďVoc√™ continua por aquele caminho at√© a vila das palmeiras e vira para a estrada de barro.
-Eu preciso ficar aqui a tarde, voc√™ n√£o volta amanh√£? ‚ÄďPerguntou Naya olhando as √°rvores dobradas. Davi balan√ßou a cabe√ßa olhando para baixo. ‚ÄďMeu pai √© dono de uma empresa de minera√ß√£o perto daquela montanha ao sul. Talvez eu volte para visita-lo um dia. Se voc√™ me convidar para conhecer a sua casa, talvez eu aceite o sofrimento de passar um tempo com ele.
-Ele √© mau com voc√™? ‚ÄďPerguntou Davi se voltando para ela. Na parte de fora do mercado, os dois se escoravam na lateral da cidade de a√ßo. Naya usava um respirador vermelho com azul. Davi pensou em sugar todo o ar do mundo s√≥ para poder ver seus l√°bios mais uma vez.
-Ele √© ausente. ‚ÄďDisse ela olhando para a amontanha verde. ‚ÄďDesde que ele deixou o barco e criou ra√≠zes na terra, ele n√£o tem tempo para mais nada.
-Se voc√™ quiser ir l√° em casa, eu acompanho voc√™ at√© essa f√°brica. ‚ÄďDisse ele sorrindo por debaixo da m√°scara.
-Gostaria de ver voc√™ tentar. ‚ÄďRespondeu ela o olhando no fundo de seus olhos. ‚ÄďVoc√™ √© diferente Davi. ‚ÄďEle se virou de costas para a borda da cidade se encostou com as costas e cotovelos.
-Diferente bom? ‚ÄďPerguntou ele inclinando a cabe√ßa.
-Diferente, porque voc√™ tem tantos roxos pelos bra√ßos? ‚ÄďPerguntou ela se voltando para examinar os machucados.
-Ah isso. ‚ÄďDisse ele olhando para um grande hematoma no seu pesco√ßo. ‚ÄďVoc√™ me acompanha at√© a toca, e eu te conto o que voc√™ quiser saber sobre mim.
-Hum. ‚ÄďDisse ela torcendo o l√°bio. ‚ÄďIsso √© um encontro? ‚ÄďPerguntou ela erguendo as sobrancelhas.
-N√£o, isso √© s√≥ uma conversa. ‚ÄďRespondeu ele observando o brinco em sua orelha esquerda. ‚ÄďQuando eu te ver de novo ser√° um encontro.
-Me diga algo primeiro. ‚ÄďDisse erguendo as sobrancelhas. ‚ÄďPorque voc√™ entrou no mercado de m√°scara? ‚ÄďOs pelos nos bra√ßos de Davi se eri√ßaram e ele baixou os olhos, dando um passo para tr√°s.
-Eu preciso ir. ‚ÄďDisse ele diminuindo em tamanho.
-Desculpa. ‚ÄďDisse ela. ‚ÄďEu n√£o queria...
-N√£o h√° nada por que pedir desculpas. ‚ÄďDisse ele se aproximando das caixas vazias deixadas no ch√£o. ‚ÄďEu n√£o me importo tanto com isso. ‚ÄďDisse ele desengatando a fivela que prendia a m√°scara branca. Devagar ele a abaixou segurando a respira√ß√£o. Engatando novamente suas pontas ele puxou o ar com dificuldade at√© o respirador se acender em branco. ‚ÄďMas as pessoas olham muito quando eu fico sem. Por isso prefiro ficar com ela.
-Com quantos anos voc√™ saiu de l√°? ‚ÄďPerguntou ela deixando que as l√°grimas corressem soltas sem se importar.
-Eu n√£o sei. ‚ÄďDisse ele sorrindo com os olhos. ‚ÄďMinha mestra me tirou de l√°, eu conto meu anivers√°rio a partir da√≠.
-Entendo. ‚ÄďDisse ela limpando os caminhos deixados pelas l√°grimas em seu rosto. ‚ÄďEnt√£o, eu passo a vila das palmeiras e viro √† esquerda?
-Esquerda de quem v√™m, direita de quem vai. ‚ÄďDisse ele caminhando em dire√ß√£o a sa√≠da da vilavassoura.
-Eu vou mesmo hein. ‚ÄďDisse Naya passando os dedos no brinco esquerdo.
-Assim espero. ‚ÄďDisse ele erguendo a m√£o e a balan√ßando no ar. ‚ÄďChuva Naya de Viliris!
-Chuva Davi! ‚ÄďDisse ela j√° distante.
Caminhando até o sableridge com as caixas vazias, tudo o que Davi conseguia fazer era reviver em sua mente as lembranças que recém fizera. Entoando as falas e buscando por detalhes que havia deixado passar. Naya deixou seus olhos, mas não sua mente. O cheiro doce. Desejou poder sentir aquele perfume para o resto da vida, mas tudo o que tinha era ar filtrado.
Caminhando sem pensar, avistou o sableridge, agora com muitos veículos ao redor. Sem pressa ele depositou as caixas no seu porta-malas e deu a volta para ir embora. Entrando ele fechou a porta e esticou a mão para puxar o cinto, olhando para o lado e sentindo seu coração apertar tanto que poderia sair do lugar.
-Agora voc√™ me leva? ‚ÄďPerguntou a mo√ßa gr√°vida sentada ao seu lado. Davi n√£o gritou, mas sentiu sua alma tremer.
-O que voc√™ est√° fazendo aqui dentro?! ‚ÄďPerguntou ele soltando o cinto a abrindo a porta.
-Voc√™ disse que me levaria. ‚ÄďRespondeu ela afivelando o cinto.
-N√£o! Eu disse que... ‚ÄďCome√ßou ele apontando seu dedo, s√≥ ent√£o tentando lembrar do que havia dito. As palavras se enrolavam em sua mente, mas ele tinha noventa por cento de certeza de que n√£o havia dito aquilo. Olhando para dentro ele viu os olhos da mo√ßa se abaixarem enquanto ela erguia os l√°bios inferiores para frente. ‚ÄďEu n√£o vou para l√°. Posso te deixar na vila das palmeiras, de l√° talvez voc√™ consiga alguma carona. A mo√ßa concordou com a cabe√ßa, e Davi reentrou no sableridge.
Dirigindo em silêncio para fora da cidade na areia, Davi notou quatro motocicletas estacionadas na entrada da floresta que dava caminho para a estrada de ferro. Olhou para os lados, mas não viu ninguém, decidindo por seguir em frente. Pensou que se tivesse com a Ajna, poderia rever seu rosto depois, mas com a incerteza das vilasvassoura, talvez tudo que restasse fosse aquela memória malformada ainda.
Acelerando em frente o ve√≠culo come√ßou a falhar perdendo for√ßa. Reduzindo a marcha as esteiras for√ßavam o carro sem resultado. Duas motos de propuls√£o surgiram em meio as √°rvores retorcidas e tomaram a frente do ve√≠culo. Davi pisou o acelerador, mas as rota√ß√Ķes n√£o aumentavam, permanecendo pouco mais r√°pido que um homem caminhando.
-Ele n√£o anda mais que isso? ‚ÄďPerguntou a mo√ßa olhando para o veloc√≠metro no painel. Davi tirou os olhos do volante e examinou as marcas no ch√£o, s√≥ ent√£o se voltando para ela.
-Peixe dado n√£o se olha as ovas. ‚ÄďRespondeu pisando fundo no acelerador sem retorno. Ao longe um ronco come√ßou a crescer. Olhando pelo retrovisor ele viu quatro motos se aproximando.
-Talvez eles possam ajudar. ‚ÄďDisse ela olhando com seus olhos cinzas pelo retrovisor.
-Voc√™ conhece eles? ‚ÄďPerguntou Davi olhando os quatro homens descerem das motos com armas em m√£o. Ela balan√ßou a cabe√ßa se apertando para tr√°s. Parando ao lado da porta do carro, um homem a apontou um rev√≥lver para Davi. Segurando o volante com mais for√ßa e retirando o p√© do acelerador, o carro morreu.
-Sai todo mundo! ‚ÄďDisse o homem do lado de fora. Davi olhava fixamente para a mo√ßa. Respirando forte ele n√£o sabia como havia sido t√£o ing√™nuo. Claramente ela conhecia eles. O velho truque da laranja que prepara o terreno para seus amigos. Seu sangue fervia em suas veias, e ele sentiu vontade de dar um soco naquela barriga falsa. Mas aquela arma era o problema principal, por enquanto
-Calma amigo, a gente s√≥ quer o que voc√™ ganhou l√° dentro. ‚ÄďDizia outro homem de ombros largos e cabelo curto, usando um respirador azul escuro, ao lado da porta do carona. Suando frio, ele n√£o ousou olhar para o porta-malas, onde todo o seu ganho daquela manh√£ estava guardado.
Davi respirou fundo e retirou o cinto de segurança, apertando o botão vermelho abaixo do volante antes de ser puxado pela fora pelo homem que se agarrara ao seu pescoço, o jogando no chão. O homem careca se aproximou e começou a dar tapas nas pernas e braços de Davi que tentava se recompor.
-Limpo. ‚ÄďDisse o careca se afastando.
-Se voc√™s continuarem assaltando os clientes da vilavassoura, eles v√£o apenas parar de vir aqui. ‚ÄďDisse Davi olhando o homem de m√°scara azul enquanto outros dois entraram no sableridge revirando os bancos em busca de algo. A gr√°vida estava em p√© do lado de fora segurando sua barriga falsa.
-A gente segue ela, problema nenhum, sabe. ‚ÄďDisse ele fixando os olhos escuros em Davi. ‚ÄďMas pelo visto voc√™ j√° tem um costume de ser assaltado, sabe. ‚ÄďDisse ele olhando para os roxos nos bra√ßos de Davi.
-Mais ou menos. ‚ÄďRespondeu ele olhando para tr√°s. Um distante ronco de motor vinha em dire√ß√£o a estrada de fogo. Davi s√≥ conseguia pensar em quanto odiava surpresas.
-Tem uma luz piscando aqui dentro. ‚ÄďAvisou o homem de barba grisalha de dentro do carro.
-Voc√™ chamou algu√©m? ‚ÄďPerguntou o homem de azul dando um tapa no rosto de Davi. ‚ÄďEu queria fazer as coisas sem viol√™ncia, mas voc√™s sempre pedem, sabe. ‚ÄďDisse ele puxando a arma de tr√°s das costas e apontando em dire√ß√£o ao barulho.
-N√£o chamei ningu√©m. ‚ÄďDisse Davi vendo no horizonte um ve√≠culo preto se aproximando, enquanto sentia seu rosto esquentar. Davi estava t√£o confuso quanto eles, o carro parecia ser de Thimoty. O homem deu-lhe mais um tapa com as costas da m√£o e Davi caiu de joelhos segurando a m√°scara. Do ch√£o ele viu o assaltante disparar uma saraivada de balas em dire√ß√£o ao carro, fazendo que ele virasse para o lado e batesse em cheio a uma √°rvore, levantando uma nuvem de areia.
Thimoty, aquele era o carro do prefeito. Rodas prateadas, cap√ī adornado em madeira. O que ele estaria fazendo ali, se perguntou no ch√£o.
-O que a gente faz Tellius? ‚ÄďPerguntou o homem careca.
-V√° ver quem est√° l√°! ‚ÄďUrrou o homem de azul apertando os dentes. Correndo em dire√ß√£o ao carro preto, um vulto abriu a porta e saiu mancando escorando-se nas √°rvores.
-Quem vem l√°? ‚ÄďPerguntou o homem careca apontando seu rev√≥lver. Uma voz doce veio em resposta, ati√ßando os nervos de Davi ao m√°ximo.
-Naya. ‚ÄďDisse ela erguendo as m√£os enquanto o homem se aproximava.
Davi olhou para cima ignorando a conversa entre os dois. Procurando no céu, ele ainda não havia encontrado nada.
-N√£o vai chover hoje n√£o garoto. ‚ÄďDisse o homem de azul rindo em p√© a sua frente. ‚ÄďTragam a menina, tenho um amigo que pagaria bastante por ela, j√° essa gr√°vida a√≠...
-N√£o √© chuva que eu espero. ‚ÄďDisse ele vendo um risco no c√©u.
O homem abaixou o rosto para olhar novamente para Davi, sendo surpreendido por uma cabe√ßada em seu est√īmago. Davi se levantou e subiu em cima do carro gritando ‚ÄúAqui, aqui! ‚ÄĚ. O risco no c√©u voava r√°pido e ao se aproximar largou uma grande caixa de metal em cima do ve√≠culo, balan√ßando sua estrutura e levantando uma grande nuvem de poeira e detritos.
-Maldito! ‚ÄďDisse o homem de azul no ch√£o com uma m√£o na barriga e a outra tapando os olhos contra a poeira. ‚ÄďEu vou te picar inteiro e te jogar para os peixes, sabe! ‚Äď Ao seu lado a gr√°vida corria para dentro da floresta em dire√ß√£o a vila das palmeiras.
Davi pulou em cima da caixa e ela jogou uma forte luz esverdeada que o varreu por completo em menos de um piscar de olhos. A caixa abriu as laterais, saindo l√Ęminas longas que se encaixaram nos p√©s de Davi, subindo o tornozelo, joelhos at√© se prender completamente nas duas pernas. As l√Ęminas se prendiam desordenadamente, se arrastando entre si at√© encontrarem o seu encaixe. Davi pulou para frente a caixa se ergueu em seu pr√≥prio eixo, encaixando uma camada de l√Ęminas nas suas costas, correndo o metal at√© os seus bra√ßos, cobrindo cada parte do seu torso. Ele se virou para tr√°s ouvindo um tiro, rapidamente pegando o elmo prateado com um c√≠rculo azul claro no meio. Ajeitando em sua cabe√ßa, ele se voltou para olhar os homens ainda confusos pela nuvem de poeira.
Investindo em frente, Davi passou as l√Ęminas das m√£os pelas costas do bra√ßo do homem de azul, fazendo seis pequenas e r√°pidas incis√Ķes em seu bra√ßo direito, enquanto contornava por tr√°s, golpeando as pernas do homem sem rea√ß√£o. A l√Ęmina fina penetrava a carne como um graveto penetra a areia. Entrando e saindo, ele costurava uma trilha de pequenos furos que passavam a pele e se enterravam at√© ele sentir um desengate interno. Indo para dentro do carro, Davi golpeou os dois invasores dezenas de vezes em pontos entre as costas e a barriga, sem derramar uma √ļnica gota de sangue. Com a poeira baixando ele conseguiu ver ao longe o homem careca apontando a arma para Naya, tremendo como um galho fino em frente ao furac√£o. Jogando a arma no ch√£o, ele correu para tr√°s, em dire√ß√£o ao grande deserto.
-Meus bra√ßos, o que voc√™ fez com os meus bra√ßos?! ‚ÄďPerguntou o homem no ch√£o. Davi se aproximou emitindo um som de l√Ęminas de metal se arrastando umas nas outras. Davi j√° estava cansado, e aquela armadura facilmente pesava o dobro das caixas de beterraba.
-Meu juramento me pro√≠be de matar qualquer um que n√£o esteja no mesmo n√≠vel. Eu s√≥ cortei todos os tend√Ķes dos seus bra√ßos, voc√™ n√£o vai mais usa-los. ‚ÄďDisse Davi retirando o elmo. ‚ÄďMas o juramento n√£o fala nada sobre abandonar moribundos. ‚ÄďDisse Davi passando a l√Ęmina da m√£o esquerda por entre a tira que prendia a m√°scara azul do sujeito. Pegando-a com a m√£o Davi a colocou em cima da m√£o im√≥vel do homem no ch√£o. ‚ÄďSua m√°scara est√° aqui, √© s√≥ a colocar de novo. Mas prenda a respira√ß√£o, o ar daqui n√£o faz muito bem, sabe?
-Desgra√ßado. ‚ÄďDisse o homem selando os l√°bios e amaldi√ßoando Davi com os olhos.
Se atentando aos sons, ele sentiu uma fisgada lhe puxar a direita, recolocando o elmo. ‚ÄúNissa? ‚ÄĚ Perguntou ele sem voz. ‚ÄúTr√™s amea√ßas neutralizadas. Um suspeito est√° correndo em dire√ß√£o ao grande deserto a 2,759 metros por segundo. ‚ÄĚ Ele sorriu ao ouvir a voz dela em sua mente. ‚ÄúComo elas est√£o? ‚ÄĚ Perguntou ele se virando para olhar Naya. ‚ÄúUma sofreu arranh√Ķes e uma prov√°vel contus√£o no lobo parental. A outra sofreu um tiro no tornozelo, est√° perdendo sangue. ‚ÄĚ Davi girou seu corpo para olhar a gr√°vida no ch√£o se arrastando, esticando no ch√£o uma linha vermelha que a separava de seu p√© direito.
-Voc√™ √© um... ‚ÄďDisse Naya se aproximando mancando com um filtro em m√£os. Davi se voltou para ela e retirou novamente o elmo, pressionando o c√≠rculo azul claro em seu centro. A armadura de l√Ęminas se soltou e caiu no ch√£o desmontada. -Voc√™ √© um alado!
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2017.02.15 22:01 Scalira Right Where It Belongs

THROW ME IN THE LANDFILL
Havia sete anos que Mick Rory n√£o ateava fogo a nada.
Havia jurado pelo sangue de sua m√£e n√£o come√ßar um inc√™ndio outra vez, n√£o importando a beleza das chamas deflagradas a beijar e retorcer a madeira. Ou o qu√£o bonito era v√™-las crescer, uma for√ßa em si mesmas, um inferno calcinante que n√£o deixava nada em seu caminho; vibrantes como a vida e impiedosas como a morte. Havia jurado por Leonard, o garoto que conhecera trinta anos antes no reformat√≥rio e que precisara salvar de ser esfaqueado at√© a morte, e com quem crescera contando est√≥rias no meio-fio de uma estrada, bicicletas jogadas a um lado, ignorando que Lenny trazia um olho roxo e que rir, para ele, do√≠a. Leonard, dos planos infal√≠veis e do sorriso gatuno que lhe fazia acreditar que tudo daria certo, no fim. Dos olhos frios, das emo√ß√Ķes reclusas, o garoto Snart que n√£o deixava ningu√©m chegar perto demais para ver o que havia por tr√°s de suas barreiras de gelo, por tr√°s de suas defesas t√£o bem constru√≠das.
Jurou pelo mesmo Leonard que chorou à sua hospitalização.
Mick n√£o tinha como saber com certeza.
Havia come√ßado como sempre come√ßa: uma chama inocente queimando em algum lugar; uma fa√≠sca. E Rory a alimentara para v√™-la crescer e consumir e devorar: uma deusa dourada, implac√°vel e cruel, verdadeira e justa. Ela o chamava, o convidava a descobrir os segredos do universo, aqueles segredos sussurrados apenas na sabedoria do fogo e, oh!, ele os queria descobrir. Os sons calavam quando o fogo falava e tudo ao redor ‚Äď a casa rangendo, as vigas retorcidas, o teto desabando ‚Äď nada disso importava, nada disso valia se o fogo apenas dissesse que o queria, chamasse seu nome...
Estava engolido nas chamas quando Leonard voltou por ele.
Estavam no meio de algo importante, n√£o estavam? Mick j√° n√£o conseguia se lembrar o que era. Tantos anos de vida no crime tornavam dif√≠cil distinguir os roubos pequenos dos grandes, os assaltos a m√£o armada dos intrincados planos milion√°rios e com o fogo t√£o perto, t√£o quente e t√£o gentil, Rory n√£o conseguia sequer lembrar-se de onde estavam. Algu√©m gritou que n√£o deviam ter chamado o incendi√°rio; uma voz t√£o fraca que implicava dist√Ęncia e p√©s fugidios que se afastavam do pr√©dio, mas n√£o os de Leonard. Os de Leonard faziam o caminho inverso, para longe da seguran√ßa e da noite clara e fumarenta e para dentro do inferno e do fogo, querentes de levar Mick com eles.
‚ÄĒ Mick! ‚ÄĒ O ouviu gritar, n√£o pela primeira vez. Mas o som era t√£o distante, t√£o fraco e irris√≥rio frente ao estalar das chamas que n√£o se voltou para v√™-lo ‚ÄĒ Mick, n√≥s temos que ir! Mick!
Outra noite Mick teria ouvido. Se as m√£os de Leonard ‚Äď aquelas m√£os enluvadas, finas demais para esses trabalhos ‚Äď o houvessem conseguido alcan√ßar, Mick teria ouvido. S√≥ que as chamas o engoliam em uma mir√≠ade, uma torrente, um para√≠so de labaredas dan√ßantes e sedutoras que se postavam entre ele e Lenny. Mick n√£o podia ser alcan√ßado. N√£o podia ser detido. As chamas o consumiriam e ‚Äď deus, ele n√£o negava ‚Äď a morte seria bem-vinda.
Em algum momento, a voz de Lenny calou. Em algum momento, a escurid√£o o tragou. Em algum momento, as chamas cessaram.
N√£o esperava acordar.
Passou dias em tratamento intensivo. Quando foi finalmente movido a um quarto n√£o recobrou a consci√™ncia. Foram semanas entre a realidade e a ilus√£o, o sonho e o desespero, alucinando na t√™nue linha da mortal eternidade. Mais de uma vez pensou-se morto; a voz canora de sua m√£e o chamava de filho e o convidava a ir para casa. Tantos anos perdido e agora finalmente encontrava o caminho de volta ‚Äď era quest√£o de seguir e aceitar. Mas noite dessas ouviu um solu√ßo. Um solu√ßo que pedia para ser perdoado, que pedia desculpas, que chorava em seu leito. Na junta do pesco√ßo com o ombro, sentiu suas l√°grimas. Elas trilhavam um caminho salgado nuca abaixo e era o √ļnico gosto de realidade que este sonho ainda tinha.
‚ÄĒ Mick ‚ÄĒ Naquela voz roubada de Lenny, quebrada de choro ‚ÄĒ Mick, eu sinto tanto.
E aquela ilus√£o n√£o convencia porque Lenny jamais pediria desculpas ‚Äď jamais teria pelo que se desculpar. Tudo o que fizera, todos esses anos, fora salvar Mick do inferno de ser quem era. Trazer √† sua vida o m√≠nimo de normalidade. Lenny era uma constante, uma luz em meio a tormenta de se estar perdido sem saber de onde viera ou para onde iria. Leonard o fez sentir-se como parte de algo outra vez e Mick n√£o se sentia assim desde a inf√Ęncia, vivendo em uma cidadezinha campestre a oeste da civiliza√ß√£o. Embora as mem√≥rias deste tempo n√£o estivessem exatamente l√°, uma parte de si se lembrava amado e querido. Lembrava, tamb√©m, de ter uma fam√≠lia e de ser mais do que empecilho ou ferramenta; lembrava de pertencer e do calor dos abra√ßos, dos afagos e dos beijos, das noites embaladas de est√≥rias e da afei√ß√£o incontida. Por que Leonard se desculparia por ser sua fam√≠lia?
‚ÄĒ Mick, eu sempre... ‚ÄĒ E as palavras sussurradas s√≥ para ele ouvir eram sonho e fantasia, eram del√≠rio e pesadelo, eram tudo o que Mick sempre quisera e mais do que podia aceitar e este Leonard era utopia que selava o que tinham de um jeito que nenhum dos dois jamais se atreveu.
Mick nunca teve como saber com certeza que aquela noite n√£o fora um del√≠rio. Que Leonard Snart, o pr√≥prio, viera ao seu leito e chorara por ele por pensar-se culpado de alguma m√°goa s√≥ sua. Mick jamais soube, mas a lembran√ßa desta noite ‚Äď sonho ou realidade ‚Äď f√™-lo prometer que nada daquilo se repetiria, mesmo que implicasse se afastar para n√£o ferir; dar as costas ao bando de Leonard sem dizer para onde ia, incapaz de crer-se est√°vel o bastante e controlado o bastante para deter-se diante das chamas. E se tivesse que escolher entre Leonard e o fogo, n√£o estava bem certo do que escolheria. Para viver consigo, debaixo daquela casca de corpo onde deveria ter um homem, Mick deu-lhe as costas e n√£o olhou para tr√°s. Leonard n√£o o procurou.
Sete anos e as coisas continuavam iguais.
Controlar a vontade do fogo n√£o foi f√°cil.
Esses anos todos foram repletos de rem√©dios e terapia, visitas psiqui√°tricas e duras observa√ß√Ķes. Os grupos de apoio ‚Äď Mick pagou com a l√≠ngua por rir dos imbecis que a eles se juntavam ‚Äď foram, talvez, a mais √ļtil das medidas que tomara. Saber-se junto de outros seus iguais ajudava. Aplacava essa voz insistente e ranzinza, gritando que era um doido; um psic√≥tico que, como o fogo, s√≥ era capaz de calcinar e destruir, deixando nada al√©m de cinzas por onde quer que passasse.
Foi difícil aceitar que não teria a companhia das chamas outra vez.
Não foram poucas as vezes que se viu em recaída olhando para labaredas que subiam e estalavam e beijavam e mordiam. Embora os fogos jamais tenham saído de controle, a pontada de culpa logo virava maré e mar em ressaca e Mick se via à deriva nessas águas de autocomiseração.
Toda vez que se olhava no espelho ‚Äď e ele se for√ßava a se encarar no espelho, a camisa puxada acima dos ombros para ver os estragos ‚Äď tinha de ver os ombros e as costas lavrados de cicatrizes; marcas fundas na pele que se arrastavam para todos os lados como um polvo cujos tent√°culos jamais se esticariam o bastante para naufragar navios no mar branco de suas costas. O horror que o fogo deixara manchara para sempre sua carne e sua vida.
Uma parte sua gritava que essa era sua verdadeira natureza: monstruosa, deformada, tingida pelas chamas que tanto amava e a que se entregaria sem pensar, consumido na aben√ßoada inconsci√™ncia que o fogo traria. Mas outra parte ‚Äď o todo de quem era ‚Äď tinha de se lembrar que n√£o era por ele. Era por Leonard. Porque aquelas marcas poderiam muito bem n√£o ter acabado em seu corpo, mas em Leonard. O mesmo Leonard que se orgulhava da pele macia, das m√£os finas de gentleman, da beleza que tra√≠a o fosso onde crescera com seu pai e irm√£. Aquelas marcas do fogo poderiam ter-lhe tomado a vida, a forma, o corpo e a carne; incinera-lo a uma massa p√ļtrida e informe a ser deixada para tr√°s para ser reconhecida pelos dentes. E teria que suportar Lisa olhando para ele ‚Äď para aquilo que restara do irm√£o ‚Äď e erguendo os olhos de princesa para encar√°-lo com raiva, com √≥dio, com as chamas do fogo gritando vingan√ßa.
Todas as vezes que se via no espelho Mick Rory se forçava a ver este cenário, vivo como uma brasa que queimasse em sua mente e por trás de suas retinas. E todas as vezes que baixava a camiseta estava resoluto a seguir em frente mais um dia.
Fugiu para algum lugar da boa e velha América, para uma dessas cidades sem nome que malmente figuram em um mapa. Bom lugar para permanecer de tocaia, para esperar a poeira baixar até que as coisas se acertassem outra vez, para largar-se com as costas no chão e os pés para cima até seu cheiro desaparecer na poeira da estrada. Mas este era seu passado falando; um Mick Rory que não existia mais.
As coisas nunca se acertariam outra vez.
Este lugar era agora sua casa, inda que lar fosse uma palavra que n√£o usaria de novo. N√£o era amado, tampouco temido. Os anos que ali vivera o tornaram uma constante dessa cidadezinha; um membro que era pouco mais que figura√ß√£o, parte da paisagem, rotina. Tinha um emprego med√≠ocre numa oficina mec√Ęnica e se comprazia em dar of√≠cio √†s m√£os. Quando elas trabalhavam, calejadas e sujas de graxa, a mente se ocupava dos detalhes e das pe√ßas, das engrenagens e dos parafusos e se afastava da escurid√£o que gritava pelas chamas.
Os dias passavam indiscern√≠veis e iguais. Era uma exist√™ncia mon√≥tona, preto e branca, t√£o diferente dos tempos efervescentes que passara com os Snarts e seu bando. Volta e meia se pegava pensando naqueles roubos, nas express√Ķes aparvalhadas da pol√≠cia, na pilhagem e nos esp√≥lios e ria sozinho. Seus colegas o tomavam por louco ‚Äď e como estavam certos, mas pelas raz√Ķes erradas! ‚Äď: o imbecil musculoso que dava para falar sozinho e rir por motivo nenhum. Mick deixava que pensassem o que quisessem. Leonard o havia convencido, tantos anos antes, dos benef√≠cios de ser subestimado e de passar despercebido.
‚ÄĒ Ei, grand√£o! ‚ÄĒ Porque nesse lugar esquecido por deus ele n√£o tinha um nome. Era ‚Äúo grand√£o‚ÄĚ, ‚Äúvoc√™ a√≠‚ÄĚ, ‚Äúo cara l√°‚ÄĚ. Tudo certo. ‚ÄĒ Tem algu√©m procurando por voc√™!
E lá nos fundos da oficina estava Leonard Snart, o próprio, bem do jeito que Mick lembrava.
Após sete anos no escuro, Mick Rory viu as chamas outra vez.
‚ÄĒ
Leonard Snart era um homem de palavra.
Ele n√£o acreditava em deixar um dos seus para tr√°s, muito menos em trair a confian√ßa que lhe fosse imposta. N√£o eram muitas as pessoas que mereciam seu apre√ßo e estas poucas com quem se importava eram aquelas que protegia. Leonard sabia que, em sua linha de trabalho, aqueles que voc√™ ama s√£o sempre usados contra voc√™; as √ļnicas coisas que podem te ferir s√£o as dores causadas √†queles por quem voc√™ daria a vida. Mas n√£o se importar era a mesma coisa que n√£o estar vivo. Lenny preferia os riscos desta afei√ß√£o a uma exist√™ncia vazia que n√£o se perdoaria viver.
Assim, quando Mick Rory deu baixa no hospital ‚Äď o mesmo hospital para onde Leonard o havia arrastado num desespero de que nem bem se lembrava; o hospital que tivera de pagar do pr√≥prio bolso, arrumando um emprego de fachada ‚Äď e decidiu por conta que n√£o iria voltar com eles, mas sim partir para sabe deus onde, Leonard teve que engolir o orgulho e a honra e todas as bonitas palavras ensaiadas que o fariam ficar. Teve de medir sua paci√™ncia e impedir-se de fazer algo de que se arrependeria. Teve de respirar e for√ßar-se a encontrar a calma; um lugar dentro de si para onde ia para esquecer de quem era. Teve de fechar os olhos e saber que era melhor assim.
Quando Mick partiu Leonard n√£o o procurou.
Havia algo naquelas costas que sumiam na dist√Ęncia que diziam que essa vez n√£o era como as outras. Que Mick n√£o voltaria com um sorriso vagabundo e um ar de cachorro abandonado, nem que Leonard devesse procura-lo e consertar fosse l√° o que houvessem quebrado. Len tentava esquecer que talvez fossem as cicatrizes ‚Äď aquelas fundas e feias cicatrizes que carcomiam a carne e que rajavam os ombros e que despontavam mesmo das mangas longas dos casacos. Tentava esquecer que talvez fosse o fogo, talvez fossem as chamas, talvez fosse um chamado. E tentava esquecer que Mick Rory n√£o voltaria atr√°s naquela decis√£o.
Melhor assim, era o mantra repetido para se convencer de que não falhara com Mick. De que não fora sua culpa as coisas terem chegado tão longe. De que não fora preciso que um dos dois quase morresse para verem que não podiam seguir em frente, não assim. Melhor assim. E tinha que se forçar a engolir essa sensação de que estava deixando Mick para morrer, como um gato velho demais e doente demais que se afasta de casa para perecer sozinho.
Os trabalhos foram surpreendentemente bons ao longo dos anos.
Leonard sabia que n√£o ter Mick por perto tinha l√° suas vantagens.
Para começar, era muito mais fácil pensar sem tê-lo por perto. Era fácil planejar seus golpes sem se preocupar se Rory conseguiria manter-se sob controle, se conseguiriam entrar e sair sem serem vistos ou se acabariam o dia engolidos em chamas. Era menos estressante; fazia bem não ter que olhar sempre atrás de si e procura-lo, não ter que se preocupar com ninguém além de si próprio durante um assalto. Mas o preço que Leonard havia pago não compensava o lucro dos ganhos. Era Lisa quem apontava as olheiras, frutos de noites mal dormidas. E resmungava por serem dois idiotas, um mais cabeça dura que o outro.
‚ÄĒ Ele n√£o quer ser encontrado, Lisie ‚ÄĒ Falou certa feita. Erguia os olhos das plantas dos pr√©dios que estudava antes de haver cochilado.
‚ÄĒ O que n√£o quer dizer que voc√™ n√£o deva ir atr√°s dele.
E aquela foi sua √ļltima palavra sobre o assunto.
Len, sendo o sujeito racional que era, teve de analisar todo prospecto poss√≠vel que a situa√ß√£o exigia. Se ‚Äď e era um grande ‚Äúse‚ÄĚ ‚Äď voltasse por Mick, como as coisas seriam entre eles, ent√£o? Ele tinha de saber-se mais confi√°vel; saber que impediria o outro caso a situa√ß√£o fosse outra vez t√£o extrema. Os pesadelos, mesmo passado anos, se repetiam iguais. Eram cacofonias de gritos e fogo e o estalar e ranger da madeira. Lembrava de acreditar que o arrastava morto para fora da casa, desesperado demais para qualquer outra coisa que n√£o agir por impulso. De jog√°-lo para dentro do carro e deixar joias e dinheiro para tr√°s, pouco se importando se era o lucro de uma vida e todo o trabalho pelo que haviam sofrido e trabalhado e que as chamas engoliam. N√£o havia pedido por uma ambul√Ęncia porque se acreditara sem tempo. Estivesse acordado, Mick reclamaria por Lenny estar dirigindo. Estivesse acordado, Len jamais tocaria o volante. Mas Mick n√£o estava acordado e n√£o iria acordar e Len precisava dirigir ‚Äď e, droga, dirija! Milagre terem chegado ao hospital inteiros. Milagre, tamb√©m, Mick ter vivido para contar aquela hist√≥ria. E Leonard o deixou ir porque n√£o suportava a ideia de n√£o poder protege-lo; de ter que v√™-lo morrer diante dos seus olhos, ao alcance das m√£os, mas ainda assim t√£o longe.
Levou tempo para aceitar que tinha tanto medo de ferir-se como tinha medo de feri-lo.
Quando se aquietou com a situa√ß√£o teve de tomar coragem para encontra-lo de novo. Sabia que Mick n√£o o culpava, mas isso n√£o tornava as coisas mais simples. Havia essa sensa√ß√£o enredada no est√īmago que lembrava uma √Ęnsia; um nervosismo mal dissimulado da culpa auto infligida.
‚ÄĒ V√° v√™-lo, Leonard. ‚ÄĒ Lisa s√≥ o chamava de Leonard quando a coisa era mesmo s√©ria ‚ÄĒ Ele vai gostar de te ver.
A isso Leonard havia sorrido como quem duvida, mas as sobrancelhas da irmã o repreendiam e o desafiavam a dizer o contrário. Vencido, Leonard Snart fez as malas para o interior, sem saber que o destino tem seu próprio jeito de brincar com a vida das pessoas. Estava de passagem comprada quando a voz de Lewis Snart o assaltou no telefone:
‚ÄĒ Ei, rapag√£o ‚ÄĒ O tom, o timbre, a voz que lhe embrulhava o est√īmago ‚ÄĒ Estava na cidade, ent√£o pensei: por que n√£o ligar, n√£o √©? N√£o √© isso o que quer dizer fam√≠lia?
Mas Lewis Snart não era sua família desde que Leonard se lembrava.
Seu pai, Lewis, havia sido um policial, mas havia sido h√° muito tempo. Isso antes de aceitar os subornos e as rondas il√≠citas e cair nas gra√ßas da m√°fia e das famiglias. S√≥ que era um criminoso de raia mi√ļda, desleixado e arrogante, crente de ser melhor e mais esperto do que a pol√≠cia onde trabalhava. Apenas sua cegueira insolente n√£o via que era o mais med√≠ocre dentre os ladr√Ķes; que seus trabalhos e servi√ßos eram desimportantes o bastante para n√£o serem notados, indignos de confian√ßa e desdenhados por qualquer outro que n√£o ele. N√£o, n√£o ele, ansioso como um c√£o atr√°s de um osso, mas nojento e p√©rfido como um rato. Nenhum dos figur√Ķes do crime o levava a s√©rio, mesmo que fosse sempre bom ter um ou dois tiras no bolso.
Quando pego, Lewis deu nomes que ningu√©m rastreou. Falou de pessoas que nunca existiram. Dedurou colegas e liga√ß√Ķes que ningu√©m se importou em checar. E, quando solto sem patente ou distintivo, procurou as fam√≠lias jurando n√£o ter aberto o bico nem dito palavra. Um lar√°pio mais inocente acreditaria. N√£o foi nem preciso for√ßar as condi√ß√Ķes de sua pris√£o: ele tinha o p√©ssimo h√°bito de n√£o ser bom em nada e de entrar em seu pr√≥prio caminho. O incumbiram do roubo de uma esmeralda t√£o grande quanto o punho de um homem e Lewis Snart foi pego em flagrante. Resistira √† pris√£o. Ofendera os oficiais. Ficara preso cinco anos at√© sua soltura e o tempo que l√° passara acabaram por transformar em esc√≥ria o que j√° era um homem podre.
Virou um b√™bado incorrig√≠vel. Para esquecer, ele dizia. Esquecer que tinha uma fam√≠lia in√ļtil que o arrastava; tr√™s bocas para alimentar que nada faziam al√©m de pedir, reclamar e cobrar. Deus, dia desses se tivesse uma arma ele faria por merecer esses anos na cadeia. E deixava isso claro todas as vezes que batia na esposa. Que porcaria de comida era aquela, afinal? Ele se matava nas ruas para conseguir p√īr comida na mesa e, quando o fazia, ela cozinhava o regurgito de um gato? A puta precisava apanhar para saber que o lugar dela era com a barriga colada no forno ou as pernas abertas na cama. E batia nos menores pelos gritos, pelo choro. At√© pelas risadas baixas que dessem enquanto ele pr√≥prio dormia. Esses diabos tinham que aprender a respeitar o santo sono de um homem. Lenny e a irm√£ iam dormir aos prantos com o lombo ardendo das varadas e do a√ßoite. Certa vez passara as m√£os de Leonard a ferro quanto o molequinho tentou pegar seu troco da venda. Um d√≥lar e setenta, para um sorvete. Tinha que aprender a n√£o foder com ele. E n√£o era tudo uma li√ß√£o agora? Batia neles para que aprendessem a calar a boca, para aprenderem respeito, para abaixarem a cabe√ßa e aceitar.
Dia daqueles a mulher fugiu sem os filhos. Deixou-os para trás no desespero de ver-se livre do marido. Talvez tenha crido que ele a acusaria de sequestro, de leva-los contra sua vontade. Fosse como fosse, nunca voltou para busca-los nem nunca olhou para trás para lembrar-se de que tinha família.
Leonard cresceu sendo o escudo da irm√£. A pequena Lisie, tanto tempo mais nova, fora a √ļnica alegria que seus pais o deixaram. Seu sorriso de menina e risinho cristalino eram doces como o orvalho e Leonard se embevecia deles para esquecer a vida miser√°vel que tinha. Quando os tapas e o a√ßoite eram demais durante o dia, Lenny se achegava a ela de noite e lhe contava est√≥rias. De princesas e drag√Ķes e de finais felizes. Ela apertava a sua m√£o e beijava sua bochecha e, escondido no escuro, Leonard chorava quieto para n√£o desperta-la.
Jurou protege-la. Durante todos os anos que cresceram com aquela pobre desculpa de pai, Leonard cumpriu sua promessa. N√£o deixava que o homem relasse nela suas m√£os. Sempre que bebia e parecia que sua ira explodiria em um dos dois, Leonard fazia quest√£o de ser este um. Sempre ao alcance de seus tapas e de seus socos e sempre distante de Lisie. O mais que podia, pedia para que ela ficasse em seu quarto e n√£o tivesse que ver nada que n√£o queria. Sendo boa menina, ela obedecia. Pedia que ficasse quietinha. Pedia que fosse boazinha. E Lisie era boazinha e quieta mesmo quando as vozes erguiam oitavas e coisas voavam pela casa. N√£o dizia palavra nem mesmo quando seu irm√£o voltava para o quarto tingido de roxo, vermelho e do evanescente amarelo de abras√Ķes que n√£o tinham tempo de curar antes de serem cobertas por outras novas.
‚ÄĒ Diz logo o que quer e desliga.
‚ÄĒ Vai com calma a√≠, rapaz. N√£o erga a voz para o seu pai.
Os dedos se juntaram na ponte do nariz. Uma dor de cabeça surda surgiu de lugar nenhum.
‚ÄĒ Mas j√° que quer saber, talvez eu precise de ajuda num trabalho importante.
‚ÄĒ N√£o.
‚ÄĒ Eu n√£o diria que voc√™ est√° em posi√ß√£o de recusar. Diga ol√° pra ele, querida.
‚ÄĒ Lenny! ‚ÄĒ A voz de Lisie gritou ao telefone ‚ÄĒ Lenny, n√£o fa√ßa nada do que ele pedir, eu vou ficar bem, Len- hmmph-
‚ÄĒ Cale essa boca, acho que ele j√° entendeu ‚ÄĒ O sorriso palp√°vel do outro lado da linha ‚ÄĒ N√£o √©, Lenny? Vai querer ajudar seu velho pai?
Leonard n√£o teve como dizer n√£o. Teve, tamb√©m, de ver o √īnibus chegar e partir enquanto ficava com os p√©s presos na esta√ß√£o.
‚ÄĒ
[ Bom gente, é isso. Fim do primeiro capítulo, BUT- tem mais. Bem mais. Mas queria saber aí a opinião de vocês, porque é :'3 ]
submitted by Scalira to EscritoresBrasil [link] [comments]


2016.12.15 19:38 lakeyosemit2 Desde 2008, o /r/brasil teve 817.419 coment√°rios feitos por 14.729 usu√°rios √ļnicos. Parab√©ns √† comunidade!

Esses dias fiz um post com os coment√°rios mais votados dentre os √ļltimos 57 mil. Por causa de problemas t√©cnicos, n√£o fi-lo com todos coment√°rios de todos os tempos. Agora, depois de 250 GB de coment√°rios baixados ao longo de uma semana, tenho todos os dados.
O primeiro coment√°rio feito ao /brasil foi no dia 16 de Fevereiro de 2008:
Usu√°rio Coment√°rio
tivolitur Tivoli Lazer, viagens de lazer, pacotes , pousadas,
Nascido do spam, o sub atingiu em 31 de Outubro de 2016 a marca de 817.419 coment√°rios, feitos por 14.729 usu√°rios √ļnicos. Ao todo, os /brasileiros distribu√≠ram um net karma (upvotes - downvotes) de 2.698.865! Por limita√ß√Ķes do arquivo de coment√°rios n√£o foi poss√≠vel incluir coment√°rios mais recentes, e √© poss√≠vel que o sub j√° tenha atingido seu milion√©simo coment√°rio! Os coment√°rios do /brasil filtrados do arquivo de 250 GB com todos coment√°rios do reddit podem ser encontrados aqui (53 MB). O c√≥digo para obter os dados mencionados nesse t√≥pico pode ser encontrado aqui. Sem mais delongas, aos top 20!
Os 20 usuários com maior karma de comentários acumulado na história do sub:
Usu√°rio Karma
[deleted] 126685
protestor 25890
nmarcolan 25849
babsrosa 24061
I_am_bovo 22381
chokkolate 18863
schmook 18536
SamucaDuca 15628
ROLeite 15203
bycrozz 14859
Donnutz 13062
1984stardust 12970
busdriverbuddha1 12546
kupfernikel 12259
VeteranCommander 12010
waspbr 11755
hoodjiah 11389
Montgomery-Cavendish 11074
Jay_Santos 10682
mmxx_th 10462
Os 20 comentaristas mais odiados do sub (menor karma acumulado):
Usu√°rio Karma
VyMajoris -1073
Eonporter -614
parallel_life -592
Lffaz -381
Helhkr -136
axnine -113
PedroDev -98
EstudantedeHisotria -94
MeesterNoName -91
TheAngelW -86
feb33_1958 -84
Gothnath -82
PalavraDeDeus -73
VarsityPhysicist -64
confirma1X -58
I_HATE_GRINGOS -56
s9ugwSbM -56
PM_ME_WEED_AND_PUSSY -55
The_Force_Within -55
ce_dibb -54
Gostaria de congratular o VyMajoris pelo feito!
Os 20 melhores coment√°rios
Votos Autor Coment√°rio
777 vicedecorativo I'M LAUGHING A LOCHTE
495 adminslikefelching You don't have to apologize for what you haven't done, the actions of a bunch of people don't represent an entire nation.
488 frahm9 Bessias
399 qwerty7190 MEXICANO AQU√ć, NO LES ENTIENDO MUY BIEN PERO TIENEN MI SOPORTE, ADELANTE GUEYES
373 PanchDog CHILE TE APOYA CONCHESUMARE Y QUE ESTOS GRINGOS MARICONES DE REDDIT SE CHUPEN UNA SALCHICHA ALEMANA!!!\n\nBRAZIIIL-ZIL-ZIL-ZIL-ZIL
359 meunovonomedeusuario E DIGO MAIS: SANTOS DUMMONT √Č O INVENTOR DO AVI√ÉO
332 srjow Coitada, n√£o sabe manobrar que nem o pai.
325 mmxx_th > que até a OI faria um trabalho melhor\n\nPelo menos não iria mais funcionar celular na prisão.
315 frahm9 P√Ķe tag de spoiler porra, eu tou na parte do Ciro puto ainda.
311 AbortusLuciferum √Č tanta manobra que j√° podiam criar Eduardo Cunha Pro Skater 2016\n\n...desculpa
296 Gusteer VAMO CARALHO CHEIRA MEU C√ö GRINGO ARROMBADO\n\nWOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO\nBIRRLLLLLLLLL\n\nEDIT: √Č GOLD AQUI TBM, VALEU PORRAA
288 Gambrel ACABOU A CRISE CARAI ! VI PEDREIRO ABASTECENDO O MONZA 89 NA PODIUM E DANDO O TROCO PRO FRENTISTA !\n\n\n\nFoi lindo, o carro saiu voando em direção aos céus.
271 Eitjr Se o voto do N√£o tivesse recebido 367 votos, voc√™ sentiria a mesma coisa.\n\nO deputado do dolar na cueca ministrando sobre √©tica.\n\nDeputado envolvido com mensal√£o, deputado envolvido com petrol√£o tudo votando N√ÉO.\n\nAqui em Goi√°s tem um comunista do PT - o √ļnico que votou n√£o - que √© milion√°rio e faz campanha como sendo defensor dos professores, mas √© o primeiro comunista e o primeiro professor MILION√ĀRIO que eu conhe√ßo (detalhe, antes de entrar na pol√≠tica era quebrado como todos os professores que acreditam nele)\n\nTivemos na mesma propor√ß√£o (tem um outro post com os gr√°ficos) deputados envolvidos em esc√Ęndalos dos dois lados, muitos ainda n√£o pois possuem foro privilegiado, mas logo logo v√£o receber a sua puni√ß√£o...\n\nDeputados e PARTIDOS falando sobre a constitui√ß√£o sendo rasgada - MAS QUE VOTOU CONTRA A CONSTITUI√á√ÉO DE 1988 \n\nDeputados falando que n√£o houve crime, quando h√° provas cabais que HOUVE crime.\n\nDeputados falando em defesa da democracia, sendo que o impeachment √Č a solu√ß√£o democr√°tica para impedir que um presidente fa√ßa essa bagun√ßa que foi feita no nosso pa√≠s\n\nO momento al√≠ era para falar SIM ou N√ÉO, poucos fizeram isso. Voc√™ n√£o pode se revoltar que eles n√£o falaram da pedalada ou falaram de fam√≠lia porque ali n√£o era pra falar nada, tiveram a semana toda para falar. Os que falaram, aproveitaram os seus 30 segundos na frente da TV onde milh√Ķes estavam assistindo para darem uma satisfa√ß√£o aos seus eleitores ou aparecerem mesmo.\n\nMas deveria ser s√≥ SIM ou N√ÉO.\n\n\nQual a legitimidade de um governo que fica falando que teve 54milhoes de votos e o vice n√£o teve nenhum, mas escolheu justamente o PMDB para ser aliado, porque o PMDB √© o partido com mais representa√ß√Ķes nas prefeituras e nos estados? Quantos MILH√ēES s√≥ votaram 13 porque s√£o PMDB e apoiam candidatos e pol√≠ticos do PMDB? E ainda falam que o vice √© GOLPISTA? E que ele n√£o teve votos?? Porque n√£o fez uma chapa s√≥ PT-PT ent√£o?\n\nQual a legitimidade de um Estado, que foi eleito MENTINDO para a popula√ß√£o sobre a atual situa√ß√£o econ√īmica do Pa√≠s? No dia SEGUINTE EXATO depois da elei√ß√£o o governo mudou posi√ß√Ķes que DOIS DIAS ANTES ela no debate falava que n√£o ia mudar, come√ßou a retirar benef√≠cios do povo que eram a bandeira da elei√ß√£o, PRONATEC, CIENCIA SEM FRONTEIRAS, DIREITOS DO TRABALHADOR.\n\nN√£o conseguiu segurar a economia, a infla√ß√£o, a petrobr√°s. Tudo que falaram que o outro candidato iria fazer. Qual a credibilidade tem um estado que MENTIU para ir para o poder e fez depois o OPOSTO que falou ao povo que iria fazer?\n\n\n\nQual a legitimidade de um estado que fez a sua campanha FINANCIADO COM CENTENAS DE MILH√ēES que foram roubados das empresas estatais? Dinheiro que era para ser investido para melhorar o pa√≠s foi desviado para bolsos de empres√°rios, pol√≠ticos e CAMPANHAS ELEITORAIS!! A mentira contada pelo PT, foi paga com corrup√ß√£o.\n\nE n√£o sou eu que estou falando n√£o, s√£o mais de 50 delatores que confessaram o crime, e v√£o passar anos na cadeia e tendo que devolver milh√Ķes de reais que est√£o falando.\n\n√Č leg√≠timo isso?\n\n\n---------------------\n\nAlgo precisa ser feito. N√£o acho que CUNHA ou TEMER s√£o a solu√ß√£o, mas FICAR PARADO VENDO ISSO N√ÉO SE PODE.\n\n\nE continuo FORA LULA, FORA DILMA, FORA CUNHA, FORA RENAN SIM!\n\nA diferen√ßa √© que tem gente que quer: 'S√ď FORA CUNHA, S√ď FORA RENAN, S√ď FORA TEMER - mas por favor n√£o meche na dilma, n√£o meche no lula'.\n\nEssa √© a diferen√ßa e por causa dessa diferen√ßa, eu estou sim, CONTENTE.\n\n\nQue o brasil aproveite essa OUTRA chance, pra se arrumar. Ao inv√©s de ficar gritando golpe e tentando tampar os olhos.\n\n\nViva a Lava Jato. Pris√£o a todos os corruptos. De todos os partidos!\n\n\n-------------\n\nN√ÉO SOU A FAVOR NEM DA BOSTA, NEM DA MERDA, SOU A FAVOR DA DESCARGA
268 mushenrique Bel Pesce √© a sacerdotisa brasileira de uma nova religi√£o contempor√Ęnea: O empreendedorismo de Palestra.\n\nEla basicamente s√≥ tem neg√≥cios que fazem uma coisa: Sua auto promo√ß√£o. Um organiza as palestras dela, outra os livros dela, outra os cursos dela e por a√≠ vai. Tudo isso come√ßou por causa do mito que ela criou em cima dela mesma com o ebook a menina do vale.\n\nEla acumula no curriculum as figurinhas que as pessoas idolatram: Google, Microsoft, MIT, startup (aconselho a irem ver no que deu a startup dela). Buzzwords como 'inova√ß√£o', 'disruptiva', 'crowdfunding', tudo isso seduz a gera√ß√£o Y wannabe de Steve Jobs, Zuckberd, Musk e afins. \n\nIsso chega ao absurdo das pessoas DAREM dinheiro pra ela... cara, dar dinheiro pra ela pra que? N√£o √© ela inovadora, disruptiva, criativa destrutiva, fodedora de velhos neg√≥cios?\n\nEla √© o Edir Macedo desse culto, a propagandeadora dessa bolha que estamos inchando nesse s√©culo, dessa punheta√ß√£o coletiva chamada 'ecossistema de startups' que √© um grande cassino de gente rica querendo investir e um show de calouros pra gente que sonha em ganhar investimento dessa gente e 'entrar pro clube'. Algu√©m j√° assistiu Black Mirror?\n\nN√£o caiam nessa.\n\n*EDIT: Acompanhando os coment√°rios da pr√≥pria campanha. Que vergonha alheia, cara.\n\nEDIT 2: O loco, um GOLD. To melhor que a pr√≥pria Bel Pesce em mobilizar as pessoas a me darem coisas.\n\nEDIT 3: 01/09/2016 - Quando eu disse pra procurarem a respeito da Startup que ela fundou.... voltei aqui s√≥ pra dizer que 'eu avisei', haha.
261 KaXaSA >‚ÄúNo Brasil √© assim: quando um pobre rouba ele vai para a cadeia, mas quando um rico rouba ele vira ministro‚ÄĚ.\n\n>-Luiz In√°cio Lula da Silva\n
244 bschmok1 American here who just got back from Rio (and Recife and Curitiba). \n\nThe Rio Olympics were spectacular! And I'm so disappointed that many of my compatriots apparently decided not to go because they believed the fear-mongering media.\n\nIt was very noticeable that there were far fewer Americans compared to Europeans/Canadians/Australians and listening to the ridiculous, ignorant comments of my friends/family/coworkers regarding Rio/Brasil is getting annoying.\n\nAs someone who has lived and traveled abroad (including in SP and Curitiba), it's easy to forget how sheltered and U.S.-centric most Americans are until they are given the chance to talk about another country...
244 schmook Sujeito nojento. Nojento. O cara glorifica torturador e voc√™s chamam ele de mito? \n\nUma coisa √© ser contra a Dilma, e eu sou. Uma outra coisa √© ser pr√≥ impeachment, que eu tamb√©m sou. \n\nMas homenagear o cara que torturou ela? Puta que me pariu. Isso √© coisa de gente baixa, nojenta, sem capacidade moral, gente s√°dica, sem humanidade. Gente esp√ļria. \n\nMinha m√£e foi torturada por gente como esse bandido, nojento, s√°dico. Cuspiria eu mesmo na cara dele com todo prazer.
240 pucci_after BORA COLOCAR O PRIMEIRO POST EM PORTUGU√äS BRASILEIRO NO /all\n\nEDIT: VIG√ČSIMO SEGUNDO POST DA FRONTPAGE, RUMO AO TOP 5, GOGOGOGOGOGO
238 meunomeegal Poxa vida!!! Eu nem entro mais em sites de not√≠cias. Quando quero saber algo relevante venho aqui, vejo o que me interessa, leio os coment√°rios, veja a galera debater (quase sempre um debate mais claro, objetivo e menos parcial do que dos sites). √Č uma pena!!!
237 nerak33 A M√īnica e o Cebolinha vivem o bullying como devia ser se o mundo fosse cor de rosa. Eles vivem o sofrimento humano s√≥ com as l√°grimas, mas sem o rancor e a amargura que as injusti√ßas deixam na gente.\n\nM√īnica √© a dona da rua. Cebolinha se acha mais esperto e quer ser ele o dono da rua - simbolicamente quer roubar o coelho dela, o Sans√£o. Assim como Dalila precisava tirar o cabelo do her√≥i para tirar sua for√ßa, Cebolinha precisa roubar Sans√£o para tirar o poder simb√≥lico, o cetro de M√īnica. Mas seus planos sempre d√£o errado e ele apanha. Porque bate nos meninos, M√īnica √© a dona da rua. O ciclo se repete.\n\nQuem come√ßou? N√£o d√° pra saber. Isso distancia a 'viol√™ncia' entre essas crian√ßas de uma rela√ß√£o de bullying. √Č uma rivalidade em p√© de igualdade.\n\nM√īnica chora, mas tamb√©m se defende. Cebolinha apanha, mas n√£o perde o sarcasmo. Eles sofrem, mas n√£o s√£o derrotados.\n\nS√£o como os clowns. A gente ama tanto a nossa humanidade que h√° neles, e √© por sofrerem que s√£o humanos. Mas eles sofrem sem rasgar e sem perderem a humanidade. S√£o mais humanos, por n√£o serem de carne.\n\nE s√£o crian√ßas. S√£o capazes de serem ao mesmo tempo malvados e doces uns com os outros. V√£o nas festas de anivers√°rio uns dos outros e combatem vil√Ķes juntos. Ajudam a tirar ciscos do olho e consolam-se quando est√£o tristes. Acho que no c√©u √© assim: as crian√ßas ainda brigam, mas nunca se machucam e sempre se perdoam.\n\nN√£o √© a toa que a Turma da M√īnica funciona, mesmo com o tra√ßo simpl√≥rio, a seq√ľ√™ncia de quadros e fundos pregui√ßosos, etc. S√£o hist√≥rias que tratam o leitor infantil com honestidade e tamb√©m com carinho.
Já a Estatueta Amácio Mazzaropi de Nióbio para os 20 piores comentários da história vai para:
Votos Autor Coment√°rio
-107 rubemll N√£o sei se isso vai acabar (E acabar com os gameplayers seria uma boa, n√£o passam informa√ß√£o relevante, √© um tipo de conte√ļdo completamente f√ļtil e in√ļtil), mas acho que j√° est√° fazendo muita gente rever essa mania maluca de querer alta defini√ß√£o em tudo.\n\nAssistem TV 480i boa parte do tempo, mas na hora de um conte√ļdo irrelevante como filme e v√≠deo do YT querem 1080p, vai entender, s√≥ consome mais banda a toa.\n\n(√Āudio lossless que √© bom esse povo n√£o procura, porque nem sabe o que √© isso. Se fazer upscale de 720p pra 1080p e postar assim muito noob assiste 1080p feliz√£o e elogia a qualidade, √© pura fachada essa necessidade de altas resolu√ß√Ķes, tenho s√©rias d√ļvidas se 90% dos baixadores de fullHD notariam a diferen√ßa de uma exibi√ß√£o 720p pra 1080p)
-92 rubemll Alguns nazistas matavam judeus s√≥ por entretenimento.\n\nTem uns playboy retardado que tacam fogo em mendigo s√≥ por entretenimento.\n\nSe √© s√≥ entretenimento ent√£o t√° liberado.\n\nDesde que os Direitos Universais do Homem estabeleceram que todo mundo tem direito a alimenta√ß√£o, seguran√ßa, moradia e etc, a prioridade deveria ser melhorar o mundo at√© que isso seja alcan√ßado, e jogar joguinho in√ļtil n√£o ajuda em nada pra isso. \n\nDia que o mundo todo tiver equaliza√ß√£o de acesso √† renda, alimenta√ß√£o e informa√ß√£o, a√≠ t√° liberado gastar o tempo extra com futilidades in√ļteis s√≥ pra entreter.\n\nAs coisas precisam ter uma utilidade mais nobre, 's√≥ entreter' √© coisa pra neanderthal ego√≠sta que n√£o sabe enxergar o mundo ao redor. Se tem gente que se entret√™m pesquisando, publicando e estudando conte√ļdo pra melhorar o mundo, porque vai defender esses pirralhos ego√≠stas que se entret√™m s√≥ com o que afeta apenas a pr√≥pria bunda?
-88 Eonporter Um salto de marcha ré... bem vindo de volta à Roma pagã.\n\nEDIT: Mas pelo menos houve uma votação democrática. O que nos tempos atuais já digno de nota. A Irlanda está se enterrando, mas pelo menos é voluntariamente.
-85 luisfca O p√£o e circo mostrando toda sua for√ßa! N√£o percam a chance de mostrar isso, pessoal! Vamos bater no peito toda nossa ignor√Ęncia
-75 CadeOCarimbo 1) Acho que ningu√©m aqui do sub participou da organiza√ß√£o, ent√£o √© meio vazio dar os parab√©ns a n√≥s. \n\n2) Melhores olimp√≠adas da hist√≥ria? Vc tem acompanhado as not√≠cias? Austr√°lia, Argentina e Jamaica reclamando das condi√ß√Ķes f√≠sicas, um fot√≥grafo europeu teve 40k usd de equipamentos roubados, atletas australianos e espanh√≥is assaltados..
-74 VictorPictor Vc sabe que o DOPS já existia antes da ditadura e que continua existindo até hoje em vários estados né? Sem pelo menos a data das fotos, a suspeita de que estas crianças tenham sido fichadas, ou mesmo presas, recai sobre qualquer governo entre 1924 até o fim da ditabranda.
-73 Lffaz Lament√°vel √© cooperar com o imperialismo e querer interferir na pol√≠tica interna de um pa√≠s soberano cujo l√≠der foi eleito leg√≠timo e democraticamente, sendo uma das √ļltimas resist√™ncias ao neoliberalismo destrutivo promovido pelos estadunidenses.
-73 RandyLiddell Nojo é essa cambada de 'adultos' sem responsabilidade pelos seus atos, que quer transar sem protecao e depois fazer aborto.\n\n
-70 merdalsd Tem que denunciar. Cadeia nelas.
-67 parallel_life Bem t√≠pico dos autorit√°rios cercear manifesta√ß√Ķes de opini√Ķes diferentes mesmo, nem que seja com tinta. A pr√≥xima atitude ser√° pintar os livros de branco?
-66 MeesterNoName Huh. Looks like some Brazilians are happy they beat a third tier German U-23 team in a penalty shoot out.\n\n7-1 boys, 7-1.
-64 Dinosaur_Supervisor Vamos combinar: videogame não é esporte.
-64 Lffaz Mensagem clara do STF: n√£o vai ter golpe.\n\nMoro tem que ser exonerado por colocar em risco a soberania nacional.
-64 SeuGomes Obviamente, tudo que foi dito é 100% sério, ironia não existe mais.
-61 Hambr > A menina obviamente não era santa.\n\nSim. Provavelmente você também não é santo. Isso não significa que podem te estuprar.
-61 PedroDev Tudo que eu preciso é de um VLOGGER com o cabelo mais ridículo da história (edit: só pra explicar, pois o pessoal tá com dificuldade de entender, que a zuada com o cabelo dele é só uma brincadeira... o problema dele tá na parte de dentro da cabeça) pra me dizer oq achar sobre desarmamento
-61 smartassnick Não entendi. Esse aplicativo é pro hype train da nova geração? \n\n\nPokémon é legal e tal mas já passou da hora de parar. Vão só pegar outro par oposto (sombra e luz, mar e céu, fogo e água, daqui a pouco é 0 e 1, esquerda e direita) e fazer uns designs sem noção.
-58 sceptres Eu amei esse filme. Só não fez sucesso prq os neckbeards não gostaram que era um elenco feminino \n\n*ITT: Neckbeards se sentindo atacados
-57 [deleted] [deleted]
-57 Raposo_tavares Se fossem tantos assim, teriam vencido nas urnas. N√£o vai ter golpe.
Parabéns a todos envolvidos!
submitted by lakeyosemit2 to brasil [link] [comments]


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